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Agro

Tarifas americanas impactam exportações de tabaco e pautam reunião na Expointer

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A 77ª Reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, realizada nesta quarta-feira (3) na Expointer, em Esteio (RS), reuniu representantes do setor, lideranças políticas e imprensa para debater a situação do tabaco brasileiro. O encontro abordou o desempenho da safra 2024/25, os impactos das tarifas dos EUA e os preparativos para a COP 11, marcada para novembro na Suíça.

Marcílio Drescher, presidente da Afubra, destacou o crescimento do setor: o número de municípios produtores aumentou, assim como o total de produtores, a produção e a rentabilidade em comparação com a safra anterior. Dos 1.191 municípios da Região Sul, 525 cultivaram tabaco na temporada 2024/25: 206 no Rio Grande do Sul, 188 em Santa Catarina e 131 no Paraná.

A produção total alcançou 720 mil toneladas, gerando cerca de R$ 14,58 bilhões aos produtores integrados. De acordo com a Afubra, o setor de tabaco representou 59% da renda total de R$ 24,7 bilhões em produtos agropecuários, enquanto a diversificação — incluindo agricultura e pecuária — respondeu pelos 41% restantes.

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Exportações brasileiras sob efeito de tarifas dos EUA

Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, apresentou dados das exportações, que historicamente se mantêm estáveis em cerca de 500 mil toneladas anuais. Entre janeiro e julho de 2025, o país exportou 268,8 mil toneladas de tabaco, gerando US$ 1,74 bilhão — alta de 18% em volume e 20,8% em receita em relação ao mesmo período de 2024, segundo o ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Thesing ressaltou que a antecipação de embarques para os EUA ocorreu devido à entrada em vigor das tarifas em agosto. Antes, a taxa de exportação era de 5,7%; atualmente, chega a 55,7% com a adição do novo imposto de 50%. Como resultado, embarques foram suspensos e 16 milhões de quilos de tabaco processado permanecem parados.

Setor busca soluções diplomáticas e medidas do governo são insuficientes

O presidente do SindiTabaco avaliou que as medidas anunciadas pelo governo federal não solucionam o problema do setor. “Para um setor que remunera R$ 14 bilhões aos produtores, emprega mais de 44 mil pessoas nas indústrias e recolhe R$ 17 bilhões em impostos, os R$ 100 milhões oferecidos não resolvem”, afirmou.

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Thesing alertou para o risco sobre a variedade Burley, que tem como principal mercado os EUA. Com a safra 2025/26 já contratada, outros 40 milhões de quilos se somarão ao estoque atual, pressionando os preços caso não haja solução diplomática até lá.

COP 11: avanços e preparativos internacionais

Outro tema central do encontro foi a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que ocorrerá de 17 a 22 de novembro em Genebra, na Suíça. Representantes do setor discutiram as movimentações recentes e estratégias de participação do Brasil no evento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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