Curitiba
Campanha arrecada fundos para ajudar crianças em Curitiba
Até o próximo sábado (6 de julho) a startup curitibana Big Hug, focada em projetos de responsabilidade social, e o Instituto Playing For Change, promovem em Curitiba uma campanha de arrecadação de fundos para melhorar o futuro de crianças da comunidade do Cajuru.
O valor das doações é livre, a partir do valor mínimo de R$ 1,00 – que podem ser feitas pelo website www.bighug.life/playing-for-change ou pelo aplicativo Big Hug (disponível para Android e IOS). Além disso, durante toda a semana, voluntários estarão no centro da cidade com os músicos e jovens que participam do projeto para falar sobre a iniciativa e trocar abraços e sorrisos por doações.
Os doadores ainda concorrem a uma viagem, com passagens e hospedagem pagas, para qualquer lugar do mundo que sedie o evento Playing for Change Day 2019. Ele acontecerá simultaneamente no dia 21 de setembro em mais de 30 países, em cidades como Nova York, Rio de Janeiro, Mumbai, Metz e Madrid.
O Playing For Change é uma organização internacional sem fins lucrativos que atualmente conta com 11 programas educacionais para crianças em regiões carentes de vários países. Seu propósito é transformar realidades e provocar uma mudança positiva no mundo por meio da educação artística e da música.
No Brasil, a sede da fundação está localizada no bairro Cajuru, em Curitiba. São aproximadamente 60 crianças atendidas, com idades de 7 a 14 anos, em contraturno escolar. Elas participam de aulas que visam desenvolver cidadania, disciplina, técnica e conhecimento em instrumentos diversificados, expressões corporais e voz.
A metodologia adotada pela escola está focada em atender individualmente cada criança, respeitando sua história pessoal. São cursos de musicalização, percussão, canto, teatro musical, noções de educação ambiental, dança, violão, inglês e futebol. O custo mensal para a manutenção do projeto é de aproximadamente R$ 15 mil entre administração e professores.
A startup Big Hug, que foi criada com o propósito gerar sorrisos e realizar sonhos em grande escala, abraçou a fundação Playing for Change no Brasil. Seu CEO, o empresário Felipe Rigoni, após passar alguns dias com as crianças na sede do Cajuru, afirma que “o potencial exponencial desse projeto pode proporcionar um futuro melhor para muito mais crianças em situação de vulnerabilidade social. Mas é necessária a participação efetiva de pessoas que se engajem com a causa. Com um pouco de cada, podemos fazer muito”, conclui.
A conexão da Big Hugcom a Playing for Change neste ano aconteceu com a campanha “Colors Are Just Colors”, que consistiu numa ação desenvolvida com as crianças atendidas pelo programa da instituição no Cajuru. Além da viagem para o Playing for Change Day 2019, o sorteado(a) na campanha de doação ganhará um quadro pintado com a participação de todos os alunos do projeto.
“O importante é a boa ação”, afirma Felipe Rigoni. “Nosso objetivo é sorrir e gerar sorrisos, viver e realizar sonhos. Vamos construindo ao pouco isso, na medida em que criamos a cultura do próximo, que aprendi com meu avô e é algo que faz bem”, afirma Felipe.
SERVIÇO
Campanha Big Hug e Playing For Change
O que é: uma campanha feita em parceria com a startup curitibana Big Hug e o Instituto Playing For Change com o intuito de arrecadar fundos para melhorar o futuro de crianças da comunidade do Cajuru através da educação
Como funciona: Até o próximo sábado, voluntários atuarão no Centro da cidade pedindo doações. Além disso, quem quiser ajudar também pode contribuir online, pelo website www.bighug.life/playing-for-change ou pelo aplicativo BIGHUG (disponível para Android e IOS). O valor das doações élivre, a partir do valor mínimo de R$ 1,00.
Site oficial da campanha:www.bighug.life/playing-for-change
Facebook:https://www.facebook.com/BigHug.life/
Instagram: @bighug.life @playingforchangebrasil @playingforchange
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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