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Agro

ProWine São Paulo cresce e reforça protagonismo do Brasil no mercado de vinhos e destilados

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A diretora da ProWine São Paulo, Malu Sevieri, destacou a expansão da feira e a relevância crescente do mercado brasileiro no setor vitivinícola durante entrevista ao podcast Brasil de Vinhos Recebe, produzido pela multiplataforma Brasil de Vinhos. A executiva apresentou detalhes sobre a edição 2025 do evento e analisou tendências de consumo, inovação e internacionalização do setor.

Da estreia modesta ao maior evento das Américas

Criada em 2019, a ProWine São Paulo iniciou com pouco mais de 100 produtores e cerca de 3 mil visitantes. Em apenas seis edições, o evento se consolidou como a maior feira profissional de vinhos e destilados das Américas. Para 2025, são esperados mais de 1.500 produtores de 36 países e um público aproximado de 15 mil visitantes.

No mesmo período, o número de expositores brasileiros saltou de 10 para 200, evidenciando a força do mercado nacional. “É impressionante ver que, em seis edições, passamos de dez para 200 produtores brasileiros, o que mostra a relevância que conquistamos”, destacou Malu.

Estrutura e sustentabilidade em foco

Além do crescimento em expositores e público, a ProWine investiu em infraestrutura. O volume de taças utilizadas passou de 7 mil na primeira edição para 48 mil em 2025, garantindo degustações em utensílios limpos.

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A sustentabilidade também ganhou protagonismo: o vidro reciclado, que era de menos de 1 tonelada em 2019, ultrapassou 9 toneladas em 2024 e deve superar 10 toneladas na próxima edição.

Tendências que moldam o consumo

A feira se consolidou como palco de lançamentos e inovações, com destaque para:

  • vinhos em lata,
  • rótulos sem álcool e de baixo teor alcoólico,
  • além do crescimento dos vinhos biodinâmicos e naturais.

Segundo Malu, o consumidor brasileiro busca mais do que o produto: “Muitas vezes não se trata apenas do vinho em si, mas da memória afetiva que ele desperta”.

Esse perfil tem atraído produtores internacionais. Em 2025, países como Armênia, Chipre, Panamá e Ucrânia participarão pela primeira vez. Portugal segue como o maior expositor. Para Malu, o diferencial do Brasil está na abertura à diversidade de origens, ao contrário de países como Argentina, Chile e Estados Unidos, onde predomina o consumo da produção local.

São Paulo como hub internacional

A escolha de São Paulo como sede reforça o caráter estratégico da feira. A cidade oferece infraestrutura logística, rede hoteleira ampla e conectividade internacional, fatores que atraem compradores de diferentes partes do mundo.

“São Paulo não é a cidade mais barata, mas é onde conseguimos oferecer a melhor experiência para expositores e visitantes, unindo negócios e praticidade”, afirmou a diretora.

Programação voltada à profissionalização

A agenda da ProWine São Paulo vai além das degustações. Estão previstos fóruns, masterclasses e workshops gratuitos para profissionais previamente inscritos. Em 2025, um dos destaques será o workshop sobre estratégias de vendas digitais, tema essencial diante das mudanças no comportamento de consumo.

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Para Malu, essas iniciativas reforçam a dimensão profissional do evento: “A participação deve ser encarada como parte de um processo contínuo de construção de marca, aproximação com o consumidor e fortalecimento de vínculos”.

Sobre a ProWine São Paulo

A ProWine São Paulo é um spin-off da ProWein de Düsseldorf, na Alemanha, e desde 2019 reúne os principais players do setor em três dias de negócios, lançamentos e networking. O evento é organizado pela Emme Brasil, Inner Group e Messe Düsseldorf.

A edição de 2025 será realizada de 30 de setembro a 2 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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