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Curitiba

Número de assaltos nos ônibus de Curitiba diminuiu 97%, diz Urbs

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transporte coletivo (Foto: Luiz Costa/SMCS)

O prejuízo financeiro caiu de R$ 125,2 mil em 2019 para R$ 847 em 2024

Um levantamento da Urbanização de Curitiba (Urbs) mostrou que o número de assaltos no transporte coletivo diminuiu 97% entre 2019 e 2024. Os dados foram coletados com base nos boletins de ocorrência registrados pelas empresas de ônibus, foram apenas 21 ocorrências em 2024, bem menos que os 834 assaltos de 2019. O prejuízo financeiro caiu de R$ 125,2 mil em 2019 para R$ 847 em 2024.

O aumento do uso de cartões para pagamento da tarifa de ônibus, iniciado em 2020, e a consequente diminuição da circulação de dinheiro ajudaram a reduzir os crimes. Em um ano, 2024 em relação a 2023, a queda foi de 43% – de 37 para 21 ocorrências, respectivamente. Os dados englobam ocorrências em linhas de ônibus, pontos, estações-tubo e terminais.

As câmeras nos ônibus e a ação da Guarda Municipal, com rondas em terminais e estações-tubo, e a vigilância contratada também contribuíram para reduzir os assaltos. Nos terminais, equipes da Guarda Municipal desembarcam das viaturas e fiscalizam banheiros, túneis, plataformas e demais acessos com o objetivo de desestimular e flagrar ações delituosas.

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Pagamento com cartão

Atualmente, 91% dos pagamentos das passagens no transporte coletivo são feitos com cartões (cartão-transporte, de débito e de crédito).

O processo de substituição do dinheiro ganhou fôlego a partir de março de 2020, quando a Urbs passou a adotar o pagamento exclusivo por cartões nos ônibus. Hoje, todas as 242 linhas da cidade, com exceção da Linha Turismo, aceitam o pagamento exclusivamente por cartão. O dinheiro ainda é aceito em terminais e estações-tubo.

Outro incentivo para reduzir a circulação de cédulas veio a partir de março de 2022, quando os ônibus, estações-tubo e terminais da cidade passaram a aceitar, além do cartão-transporte Urbs, cartões de débito e crédito como forma de pagamento.

O cruzamento de dados mostra que o número de ocorrências de assaltos reduziu à medida em que o uso do cartão foi ampliado no transporte coletivo e a circulação de dinheiro foi reduzida. Em 2019, o pagamento em espécie representava 36,8%; em 2020 diminuiu para 32,33% e em 2021, para 31,64%. Em 2022, reduziu para 22% e em 2023, para 11,8%. Atualmente, apenas 8,59% das passagens são pagas com notas.

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Os 834 assaltos registrados em 2019 passaram para 560 em 2020; 186 em 2021; 106 em 2022 e 37 em 2023; até chegar aos 21 no ano passado. O cartão-transporte é o principal meio de pagamento nos ônibus. Os cartões de débito e crédito representam cerca de 10% das transações.

Como fazer

A confecção da primeira via do cartão-transporte é gratuita. Para fazer o cartão, o usuário deve agendar atendimento pelo site da Urbs e depois comparecer nas unidades na Rua da Cidadania.

Fazer o cartão é rápido e fácil. É necessário levar ao local de atendimento um documento de identificação com foto, CPF e comprovante de endereço. No caso de menores de idade, o cartão pode ser solicitado pelos pais ou responsável legal, apresentando documento de identificação original com foto de ambos.

Todas as unidades trabalham de 10h às 16h em dias úteis. Além disso, o Urbs Móvel, ônibus itinerante que oferece serviços ligados ao transporte coletivo também faz a primeira e a segunda via do cartão-transporte das 10h30 às 15h30. Confira AQUI a programação.

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Curitiba

Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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