Paraná
DER/PR inicia reforma de ponte sobre a Represa de Chavantes, entre Carlópolis e São Paulo
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), iniciou a obra de reforma da ponte sobre a Represa de Chavantes, entre Carlópolis, no Norte Pioneiro, e o município de Fartura, em São Paulo.
O investimento é de R$ 3.894.757,74, com previsão de execução de quatro meses. Os serviços devem ocupar somente uma das faixas de tráfego de cada vez, evitando a interdição da ponte, exceto em casos pontuais.
A obra contempla reparo de todas as estruturas de concreto com avarias, incluindo os guarda-corpos e as lajes do tabuleiro, assim como reparos localizados no pavimento de concreto da ponte, com frentes de trabalho já atuando abaixo e sobre a estrutura.
Em um local onde o guarda-corpo foi demolido por acidente automotivo, foi instalada temporariamente uma defensa metálica para garantir a segurança de usuários e trabalhadores durante a reforma. Na sequência, a peça será substituída por um novo segmento de guarda-corpo em concreto armado.
Também estão previstas melhorias no sistema de drenagem de águas com a limpeza, desobstrução e recomposição de drenos e a instalação de novas pingadeiras; implantação de novas defensas metálicas nas cabeceiras, pintura de nova sinalização horizontal, instalação de tachões refletivos e de novas placas de sinalização vertical. Também será feita a caiação dos guarda-corpos e pintura da ponte com nata de cimento, entre outros serviços.
A ponte sobre a Represa de Chavantes tem 1.524,70 metros de extensão e largura de 10,30 metros, que incluem duas faixas de rolamento, acostamentos e passeio para pedestres. Como ela faz divisa com São Paulo, o DER/PR realizou as tratativas necessárias com o DER paulista quanto ao início das atividades e possíveis impactos no tráfego de veículos. No lado paranaense a ponte é parte da PR-218, e no lado paulista da SP-249.
CONTRATO – A obra está incluída em um contrato de manutenção de oito obras de arte especiais (OAEs) em rodovias administradas pelo Escritório Regional Norte Pioneiro da Superintendência Regional Norte do DER/PR, um investimento de R$ 7.651.898,85. As obras deste contrato serão realizadas em sete pontes e uma galeria, beneficiando os municípios de Santo Antônio da Platina, Jacarezinho, Salto do Itararé, Ribeirão Claro, Carlópolis, Santa Mariana e Itambaracá.
Confira as oito OAEs que serão atendidas:
Ponte Ribeirão Patrimônio na PR-151, em Salto do Itararé
Ponte Rio das Cinzas na PR-439, em Santo Antônio da Platina
Ponte Rio Bela Vista na PR-431, em Jacarezinho
Ponte Rio Ouro Grande na PR-431, em Jacarezinho
Ponte Rio Anhumas na PR-431, em Ribeirão Claro
Ponte Rio Itararé (Represa de Chavantes) na PR-218, em Carlópolis
Ponte Ribeirão Panema na PR-518, em Santa Mariana
Galeria no km 113,17 da PR-436, em Itambaracá
A localização de cada uma pode ser verificada neste mapa, na aba CP 200/2022, em referência à identificação do edital de licitação da obra.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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