Paraná
MP em Ponta Grossa recomenda a órgãos de segurança e à rede de proteção ações que visam direitos de pessoas com autismo
Na semana marcada pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado nesta terça-feira, 2 de abril, o Ministério Público do Paraná em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, entregou aos órgãos de segurança e da rede de proteção do Município recomendação administrativa que busca assegurar os direitos das pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). A elaboração e entrega do documento integra uma série de iniciativas promovidas nesta semana em ação conjunta pelas 9ª, 11ª e 15ª Promotorias de Justiça com vistas a assegurar e divulgar à população os direitos de pessoas com autismo.
Outras iniciativas – Em outra frente de atuação, as Promotorias de Justiça levaram à Direção do Fórum de Ponta Grossa pedido para que sejam disponibilizados cordões identificadores de pessoas com deficiências ocultas, como é o caso do TEA, para os usuários dos serviços do Poder Judiciário local. Além disso, foi feita a divulgação junto às rádios locais dos direitos deste segmento da população.
Recomendação – No documento, dirigido à Polícia Militar, à Polícia Civil, à Guarda Municipal e aos Conselhos Tutelares, são elencadas diversas medidas a serem adotadas em atendimentos de ocorrências e diligências voltadas à apuração de fatos que envolvam pessoas com transtorno do espectro autista. A recomendação foi entregue aos representantes dos órgãos destinatários nesta quarta-feira, 3 de abril, por ocasião de evento que integra a programação da Semana de Conscientização do Autismo. Na oportunidade, foi também proferida palestra – ministrada pela doutora em Educação Nelba Pisacco – dirigida aos integrantes do Ministério Público e do Judiciário sobre as especificidades do Transtorno do Espectro Autista. O evento foi promovido pelo MPPR na comarca e sediado no Tribunal do Júri de Ponta Grossa.
Providências – Entre as medidas recomendadas, está a de que, sempre que identificado que a ocorrência envolve pessoas com TEA – seja vítima, noticiante ou noticiado – sejam adotados cuidados mínimos como a utilização de fala pausada em volume e intensidade adequada, evitando movimentos bruscos e contato físico, suspendendo o uso de sirene e giroflex e, se necessário, mantendo animais (cães e cavalos, por exemplo) distantes da pessoa identificada como autista. Outra providência é a anotação específica no respectivo boletim de ocorrência de que se trata de pessoa com TEA, de modo que todos os órgãos envolvidos com aquela ocorrência tenham essa informação.
Além disso, recomenda-se que as polícias e a Guarda Municipal promovam a capacitação de seus agentes para a abordagem e tratamento adequados da pessoa com transtorno do espectro autista. Outra medida a ser adotada é a de que, nos casos de crianças e adolescentes com autista, seja imediatamente acionado o Conselho Tutelar, visando o atendimento protetivo inicial, com posterior comunicação ao Ministério Público.
A recomendação também indica que, sempre que houver indícios de que a pessoa envolvida seja autista e que ainda não possua diagnóstico ou esteja fora da rede de apoio do Município, o órgão responsável pelo atendimento deve orientar os familiares ou pessoas próximas a procurarem o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e a Unidade Básica de Saúde da área de abrangência da residência para avaliação do quadro.
Avaliação – A recomendação administrativa decorre da constatação de registros de boletins de ocorrência por perturbação do sossego ou conflitos de vizinhança, com envolvimento de pessoas com espectro autista ou outra deficiência oculta, justamente por comportamentos próprios de indivíduos com este diagnóstico, tratando-os como violadores da lei penal, sem um olhar sistemático sobre a situação.
O não atendimento à recomendação administrativa poderá implicar a adoção de medidas judiciais cabíveis, inclusive para a responsabilização dos envolvidos em possíveis casos de violação de direitos de pessoas com transtorno do espectro autista.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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