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Política Nacional

‘Não temos nada a esconder no BNDES’, diz Joaquim Levy em CPI da Câmara

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Por Luiz Felipe Barbiéri, G1 — Brasília

O ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Joaquim Levy afirmou nesta quarta-feira (26) que não há nada o que esconder na instituição de fomento. Levy prestou depoimento, como testemunha, na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga supostas práticas ilícitas no BNDES.

Levy pediu demissão do banco no dia 16 após o presidente Jair Bolsonaro declarar publicamente que estava insatisfeito com a atuação do economista no comando do banco. Uma das queixas do presidente era a suposta leniência de Levy em divulgar o que ele classifica de “caixa preta” do BNDES.

“Não temos nada o que esconder no BNDES. Tem inúmeras comissões de apuração interna. Temos respondido a todas as perguntas. Contratamos uma investigação independente a pedido de nossos auditores externos”, declarou Levy aos integrantes da CPI do BNDES, complementando que o banco de desenvolvimento está aberto “a todas as instâncias de controle”.

“O sentido mais preciso da caixa preta é aquele artefato que registra o que aconteceu com qualquer veículo. Acho que o BNDES tem a história registrada. Se houve acidente ou não, aí varia da apreciação de cada um. Hoje em dia, o BNDES tem um grau de transparência que poucas instituições tem”, disse o economista.

Questionado pelos deputados sobre se poderia ser acusado de não abrir a caixa preta do banco, Levy respondeu que se esforçou para comunicar o que se passa dentro da instituição. “Acho que fiz esforços de comunicar tudo o que acontece dentro do BNDES e diria que que hoje o BNDES não tem o que esconder.”

‘Emagrecimento’

Em sua fala inicial, Levy fez um retrospecto do que chamou de inchaço do BNDES entre os anos de 2009 e 2014 e o posterior “emagrecimento”. “Sem dúvida nenhuma, o BNDES hoje é muito mais magrinho do que era no passado”, enfatizou.

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Política Nacional

CAE busca acordo com governo antes de votar renegociação de dívidas rurais

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) fará uma nova rodada de negociações com o Ministério da Fazenda antes de votar, ainda nesta terça (26), o projeto de lei que cria uma linha de financiamento — com recursos do Fundo Social do Pré-Sal — para a renegociação de dívidas de produtores rurais.

O projeto (PL 5.122/2023) tem como relator o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é o presidente da CAE.

O texto, de autoria do deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), previa inicialmente que os recursos desse fundo deveriam beneficiar os produtores rurais prejudicados por calamidades públicas. Renan alterou a proposta para ampliar os casos em que os produtores podem ser beneficiados. 

Busca de consenso

Renan ressaltou, durante a reunião da comissão na manhã desta terça-feira, que o novo encontro com representantes da equipe econômica tem o objetivo de buscar consenso sobre alguns pontos.

— Há pouco falamos novamente com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, que mais uma vez fez um apelo no sentido de equacionar os pontos cujo acordo ainda não aconteceu. Nós ficamos de ter uma outra reunião ainda hoje — informou ele.

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Segundo o presidente da CAE, a intenção é construir um entendimento para incorporar na proposta as alterações sobre as quais houver consenso.

— Temos defendido que o acordo [entre a CAE e o Ministério da Fazenda] seja transformado no próprio projeto de lei. Se houver acordo sobre todos os pontos, que esse acordo esteja no projeto que será aprovado aqui na Comissão de Assuntos Econômicos — reiterou.

Por outro lado, Renan disse que a votação na comissão ocorrerá mesmo que não haja consenso total entre governo e parlamentares.

— Nós vamos votar hoje o projeto. Já passamos três semanas conversando, vamos conversar hoje outra vez, mas isso não acontecerá em detrimento da votação do projeto — enfatizou.

Diálogo

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também defendeu a busca do entendimento antes da votação. Ao argumentar que houve avanço nas negociações, ela afirmou que o governo demonstrou abertura para discutir ajustes no texto, incluindo no que se refere ao enquadramento de dívidas e ao Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) — uma emenda aceita por Renan amplia a participação da União nesse fundo.

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— Não adianta nós votarmos um projeto e depois ele ser vetado. O ministro [Dario Durigan], desde o início, se mostrou interessado em dar continuidade ao fundo garantidor. Caminhamos, demos passos adiante. Agora vamos continuar. Como disse o senador Renan, temos várias alternativas — ponderou a senadora.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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