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Com capacidade para 2 mil atendimentos/mês, Alto Paraná recebe um Pronto Atendimento

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, autorizou nesta sexta-feira (22) a ordem de serviço para construção do Pronto Atendimento Municipal (PAM) de Alto Paraná, na região Noroeste do Estado. A obra, que recebeu um aporte de R$ 3,5 milhões do governo estadual, além de R$ 1,3 milhão de contrapartida da prefeitura, é a primeira deste tipo na história do município.

Com uma estrutura de 812 metros quadrados, o novo PAM de Alto Paraná prestará serviços de consultas e triagem, exames, suturas e atendimento de emergência, além de aplicação de medicamentos e apoio diagnóstico para pacientes, reforçando a rede de urgência e emergência da região. A capacidade será de até 2.100 atendimentos ao mês, em procedimentos de baixa e média complexidade.

“É um prédio moderno, localizado em uma área central do município e que será uma referência por pelo menos 30 anos, inclusive transformando a rede de urgência e emergência na região”, afirmou o secretário Beto Preto, que assinou a autorização.

“É sem dúvida um marco para nossa cidade. Sempre encontramos as portas do Governo abertas para Alto Paraná e é graças a essa relação que conseguimos melhorar o nosso município e consequentemente a vida de todos os moradores. Agradecemos muito por esse dia histórico”, afirmou o prefeito Claudemir Palito.

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REGIONALIZAÇÃO – Atualmente, o Estado possui 39 unidades de Pronto Atendimentos em execução, distribuídas por todas as regiões. As mais avançadas são as de Curiúva (53,3%), Pontal do Paraná (49,5%) e Reserva (43,1%). A estrutura está dentro do processo de regionalização dos atendimentos promovido pelo Governo do Estado desde 2019.

PRESENÇAS – Também participaram do evento o superintendente de Apoio aos Municípios da Casa Civil, Junior Weiller; os deputados estaduais Anibelli Neto e Do Carmo; além de prefeitos, vereadores e lideranças locais.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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