Esportes
Lucio Flavio mantém sua identidade com o Paraná Clube
Ídolo do Paraná Clube e agora auxiliar da comissão técnica permanente do clube, Lucio Flavio quer poder comemorar o acesso do Tricolor no final da temporada. Desde outubro do ano passado trabalhando nos bastidores, o ex-camisa 10 paranista avaliou positivamente o início da caminhada na Série B do Campeonato Brasileiro, e se sente feliz em poder contar com o apoio de outros profissionais em sua nova função.
O ex-craque entrou em campo no último domingo, no jogo beneficente organizado pelo TETO para levantar fundos para construção de moradias para famílias carentes. No Couto Pereira, jogadores que fizeram história no Paraná Clube, Coritiba e Athletico se enfrentaram em amistosos que tinham o objetivo de arrecadar verba e alimentos para doação.
No evento, Lucio Flavio pôde reencontrar alguns companheiros de futebol, mas, apesar de ter mostrado que ainda tem fôlego para atuar, não sente saudades de seus tempos dentro das quatro linhas.”Não tenho esse desejo de voltar, como alguns têm, porque ainda faço parte desse universo do futebol em outra função, estou ainda muito ligado a isso. Então tem uma naturalidade quanto a isso da minha parte, em não estar mais jogando“, garantiu.
A aposentadoria de Lucio dos gramados é recente. A última temporada como atleta foi em 2017, quando defendeu a camisa do Joinville. Após pendurar as chuteiras, o ex-meia chegou a atuar como comentarista na rádio Banda B por um curto período, mas logo se dedicou a estudar as teorias do futebol. Assim que encerrou seu curso pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), voltou ao time que o revelou.
Um dos jogadores que mais vestiram o manto paranista – ele chegou a receber uma camisa comemorativa pelos 300 jogos pelo clube -, Lucio Flavio foi revelado em 1997 pelo Tricolor, onde teve três passagens: 1997 a 1999, 2000 a 2001 e 2012 a 2015. O jogador também defendeu Coritiba, Internacional, São Paulo, Santos, Atletico-MG, Vitória, Botafogo e Atlas, do México, entre outros.

Lucio Flavio foi um dos atletas com mais jogos pelo Tricolor. Foto: Jonathan Campos.
Se dentro de campo não faltam motivos para que os paranistas tenham Lucio como um ídolo, agora o desafio é mostrar trabalho do lado de fora dos gramados. “É uma fase diferente, uma transição, mas está sendo bom porque desde quando eu retornei para o clube as pessoas tem me ajudado muito nessa minha caminhada. O desenvolvimento tem sido bom, tenho ótimos profissionais ao meu lado e isso contribui muito”, frisou o ex-atleta.
O Tricolor vem de uma crescente na Série B e está em sétimo na tabela com 13 pontos, apenas a dois do primeiro time do G4. Em oito rodadas, a equipe tem apenas uma derrota e vem de três jogos de invencibilidade, com duas vitórias consecutivas contra Coritiba (3×2) e Operário (1×0). Por essa campanha regular, o auxiliar técnico avalia positivamente o início do time na competição.
“O começo da Série B está sendo bom.Fizemos boas partidas, conseguimos controlar o jogo. Óbvio que enfrentamos alguma situações difíceis de controlar, mas nos portamos bem. Encerramos muito próximo do objetivo que era estar no G4”, disse.
E para, quem sabe, selar da melhor forma possível seu primeiro trabalho nos bastidores do Paraná Clube, Lucio acredita que o time possa encerrar o ano comemorando, mais uma vez, o retorno à elite do futebol brasileiro. “Estamos aproveitando esse intervalo para preparar ainda mais a equipe para mantermos o bom padrão. Estamos fazendo um trabalho forte para não perdermos ritmo. Vamos brigar pelo acesso”, arrematou.
Esportes
Antonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
Em uma tarde marcada por acidentes e abandonos em série, o jovem Kimi Antonelli provou por que é a nova sensação da Fórmula 1. O piloto da Mercedes ignorou a pressão das ruas de Monte Carlo e venceu o Grande Prêmio de Mônaco, consolidando uma vantagem ainda mais confortável no topo da tabela do Campeonato de Pilotos. Lewis Hamilton e Isack Hadjar completaram o pódio de uma corrida que viu sete carros ficarem pelo caminho.
A prova começou com um balde de água fria para a Red Bull. Logo na largada, o atual campeão Max Verstappen enfrentou uma falha mecânica crítica, perdendo posições rapidamente até se tornar a primeira baixa do dia. Enquanto isso, Antonelli mantinha a ponta com uma frieza impressionante, abrindo distância para as Ferraris de Hamilton e Charles Leclerc.
Sobrevivência e Estratégia
A corrida de rua, conhecida por não perdoar erros, fez outras vítimas de peso. Nomes como Lando Norris e Valtteri Bottas também abandonaram devido a problemas técnicos. A tranquilidade de Antonelli só foi testada a 20 voltas do fim, quando Lance Stroll colidiu na última curva, forçando a entrada do Safety Car.
O incidente reagrupou o pelotão e abriu uma janela para paradas estratégicas nos boxes. Para alguns pilotos, o Safety Car foi a salvação, permitindo o cumprimento de punições por excesso de velocidade no pit lane sem grandes perdas de posição.
Drama Local e Pódio Inédito
A relargada trouxe o momento mais dramático para a torcida monegasca. Charles Leclerc, que lutava pelo pódio, sofreu um acidente idêntico ao de Stroll, provocando uma bandeira vermelha para reparos na pista. O abandono do “dono da casa” abriu caminho para Isack Hadjar, que herdou a terceira posição e conquistou seu primeiro pódio com a Red Bull.
Pierre Gasly, que cruzou a linha de chegada em terceiro, acabou despencando na classificação final após ser penalizado em dez segundos por infrações anteriores. Com isso, Oscar Piastri e Liam Lawson herdaram o quarto e quinto lugares, respectivamente.
Feitos Históricos no Pelotão Intermediário
A Racing Bulls celebrou o sexto lugar de Arvid Lindblad, enquanto a Cadillac fez história ao pontuar pela primeira vez na categoria com Sergio Perez, que terminou em décimo. O resultado do mexicano, contudo, segue sob análise dos comissários devido a uma possível largada queimada.
Desempenho do brasileiro Gabriel Bortoleto
Bortoleto começaria a prova em 16º lugar, mas com a falha identificada no seu carro antes da largada, teve que recolher para a garagem da Audi e começar a prova de lá. Ele seguiu sem grandes avanços no decorrer da disputa: fez seu pit stop logo no segundo giro, para trocar os pneus médios pelos duros e estender sua permanência na pista.Por fim, o jovem conseguiu avançar na terceira relargada na 70ª volta: ultrapassou Franco Colapinto, capitalizou a punição de George Russell e também o abandono de Carlos Sainz – que rodou após um toque de rodas com Nico Hulkenberg. Após a bandeirada, o alemão foi punido em 10s pelo incidente, alçando Bortoleto do 13º ao 12º lugar.
- Kimi Antonelli (Mercedes)
- Lewis Hamilton (Ferrari) +6s271
- Isack Hadjar (Red Bull) +23s394
- Oscar Piastri (McLaren) +24s261
- Liam Lawson (Racing Bulls) +26s553
- Arvid Lindblad (Racing Bulls) +29s010
- Pierre Gasly (Alpine) +30s369
- Alexander Albon (Williams) +33s413
- Esteban Ocon (Haas) +37s140
- Sergio Pérez (Cadillac) +39s153
- Fernando Alonso (Aston Martin) +41s899
- Gabriel Bortoleto (Audi) +42s748
- George Russell (Mercedes) +43s353
- Nico Hulkenberg (Audi) +44s102
- Franco Colapinto (Alpine) +48s964
Fonte: Esportes
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