Paraná
Em busca do sonho: Escola de Dança Teatro Guaíra atende mais de 100 crianças e adolescentes
Neste ano letivo de 2024, são 108 crianças e jovens na Escola de Dança Teatro Guaíra. Em comum, o sonho de dominar técnicas e encantar o público. O Curso Livre de Formação do Artista Bailarino é oferecido pelo corpo artístico mais antigo do Centro Cultural Teatro Guaíra e mantido pelo Governo do Estado.
A novidade para 2024 é o novo nível de formação: o preparatório. “Este novo nível foi pensado com o objetivo de preparar melhor as crianças para a introdução na turma de Formação I. Para ingressarem nesse nível, elas tinham que ter oito anos completos e passar por um teste de aptidão”, explica Larissa Pansera, coordenadora da Escola de Dança Teatro Guaíra.
As aulas iniciaram no mês de fevereiro e seguem até dezembro. São oito turmas: Preparatório, Formação 1, 2, 3, 4 e 5, Aperfeiçoamento e Ouvintes (alunos já formados). Durante os sete níveis de formação, os bailarinos aprendem tanto o balé clássico quanto o contemporâneo.
“O objetivo da Escola é formar alunos que entendem das duas técnicas para que, saindo daqui, passem em audições e consigam seguir na área. É natural os pais e os alunos terem aquela ideia da bailarina da caixinha de música, o que não é mais a realidade da maioria das companhias no Brasil”, explica a coordenadora.
Além do retorno dos veteranos, 23 novos alunos foram aprovados no processo seletivo finalizado no início de fevereiro. José, de 11 anos, ingressou a partir das últimas provas. “Eu comecei na dança com dois anos e penso que nunca vou sair do balé”, adianta. “Estou adorando as aulas e gostei muito das professoras”.
Os alunos frequentam a Escola, todos os dias, de segunda a sexta-feira. Uma rotina às vezes apertada para realizar o sonho, como é o caso de Heloísa, de 10 anos. A vontade de ser artista vem desde os três anos e agora está entrando em seu segundo ano na escola. “Um sonho desde pequenininha. Eu sempre quis entrar no Guaíra”.
Mãe de Heloisa, Larissa Liege explica que a rotina envolve toda a família. “Mudei meu horário de trabalho para conseguir dar esse apoio. No ano passado, era minha sogra quem ajudava a dar conta da demanda. É o sonho dela, então, fazemos o possível para ela conseguir”, conta.
Além das atividades previstas em calendário, a Escola está planejando diversas ações e apresentações para este ano, como projetos que vão gerar maior convivência e aperfeiçoamento de técnicas para os alunos.
ESCOLA – Criada em abril de 1956, a Escola de Dança é o corpo artístico mais antigo do Teatro Guaíra. No ano passado reuniu um público de 17 mil pessoas em 27 apresentações, divididas entre Curitiba, cidades da Região Metropolitana da Capital e nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Entre as produções originais da Escola, estão os espetáculos “TumTá” e “UNIO” – o segundo elaborado com a colaboração de bailarinos do Balé Teatro Guaíra na criação das coreografias.
Marcando presença nos festivais e trazendo prêmios para casa, a Escola participou da Mostra Paranaense de Dança 2023 e do Prêmio Curitiba de Dança, com medalha de ouro nas categorias de balé clássico em solos feminino e masculino, duo, conjunto e de repertório. Nos festivais de Dança de Joinville e Festival Internacional de Porto Alegre, as alunas e alunos também foram destaque.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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