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PCPR, PMPR e Polícia Penal cumprem 13 mandados contra o tráfico no Litoral

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e a Polícia Penal do Paraná (PPPR), deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Maré Brava, com o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Guaratuba, após representação da autoridade policial no curso de investigação que apura a atuação de grupo envolvido com o tráfico de entorpecentes na região. O trabalho investigativo teve início a partir de informações compartilhadas pela Delegacia de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e evoluiu com planejamento estratégico entre as forças de segurança.

“A ação é resultado de um trabalho integrado e planejado entre as forças de segurança, com foco no enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas no Litoral. O objetivo é reunir elementos robustos para responsabilizar os envolvidos e enfraquecer a atuação dessas organizações criminosas na região”, destacou a delegada El Santos de Freitas Cavalcanti.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos oito aparelhos celulares de interesse investigativo, além de valores em dinheiro localizados com o auxílio de cães farejadores, inclusive escondidos em ralos de imóveis no município de Matinhos. Parte do material será submetida à análise técnica para subsidiar o avanço das apurações.

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“O trabalho integrado entre as forças de segurança é fundamental para ampliar a capacidade de resposta do Estado no enfrentamento ao tráfico de drogas. Atuamos de forma coordenada, com emprego de equipes especializadas, tecnologia e presença ostensiva, garantindo mais segurança à população do Litoral durante o Verão Maior”, afirmou o capitão Rildo Fausto Kops Neto, comandante do policiamento em Guaratuba durante o Verão Maior.

A operação contou ainda com o emprego de aeronaves, drones e equipes especializadas das três forças.

Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia para procedimentos de polícia judiciária. As investigações seguem em andamento para a identificação de outros possíveis envolvidos e continuidade das medidas judiciais cabíveis.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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