Paraná
Com menos furtos, roubos e homicídios, Verão Maior teve grande público e praias seguras
O Verão Maior Paraná, que mobilizou forças de segurança em todo o Litoral e Costa Noroeste, registrou queda no número de crimes na edição que se encerrou neste mês de fevereiro. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) revelam redução expressiva nas principais ocorrências policiais, o que garantiu a segurança tanto dos turistas quanto dos moradores. O Litoral, por exemplo, recebeu cerca de 4 milhões de turistas, o equivalente a mais do que o dobro da população de Curitiba. Mesmo assim, não houve registro de ocorrências mais violentas.
De acordo com o balanço oficial divulgado pela Sesp nesta quarta-feira (28), houve diminuição de 74,29% nos homicídios dolosos e mortes violentas no período (de 35 para 9). Outros crimes também registraram queda. O furto de veículos, por exemplo, caiu 63,77% em relação ao verão passado (de 69 para 25), enquanto que o roubo de veículos teve redução de 44,44% (de 9 para 5). Já as ocorrências de furtos e roubos caíram, respectivamente, 31,64% (de 1.814 para 1.240) e 21,14% (175 para 138).
Para o secretário de Estado de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, os números são resultado da maior integração das forças policiais nesta edição do Verão Maior Paraná. “Todas as polícias trabalharam de forma coesa, unidas e prontas para dar resposta”, ressaltou.
Teixeira aponta que o planejamento executado antes da operação foi fundamental para o bom resultado nos índices de criminalidade no verão. “Já estávamos preparados para o grande número de pessoas que iriam para o Litoral. Então nos organizamos em um planejamento estratégico antes do Verão Maior Paraná, com diversas operações contra o crime organizado e ao tráfico de drogas, o que propiciou um verão mais seguro”, disse o secretário.
O trabalho no Litoral foi comandado do Centro de Controle, o que permitiu que grandes eventos, como o Carnaval e os shows de repercussão nacional que foram os destaques do Verão Maior Paraná, transcorressem em paz. “O diferencial do Centro de Controle foi a resposta imediata das forças policiais, fora a presença dos policiais nos locais 24 horas por dia. Uma força acionava a outra, que acionava outros órgãos e o cidadão às vezes nem percebia a interferência do Estado em alguma situação”, complementou.
Outro destaque foi a conclusão de 94% dos inquéritos abertos pela Polícia Civil no período. Ao todo, foram instaurados 1.201 inquéritos, dos quais 1.131 já tiveram todos os encaminhamentos à Justiça. Foram registrados 3.447 boletins de ocorrência, além de solicitadas 320 medidas protetivas. Durante o período, a Polícia Civil solucionou 86% dos homicídios: dos 14 registrados, 12 foram elucidados.
Todas as forças de segurança reforçaram o efetivo durante o Verão Maior Paraná. No total, 1.265 policiais participaram da operação, entre as polícias Militar, Civil e Penal. Já o Corpo de Bombeiros atuou na temporada com 698 militares, além de 271 guarda-vidas civis. Fechando o reforço da segurança no verão, a Polícia Científica enviou 85 agentes para a operação.
As forças de segurança também participaram de exposições e apresentaram para a sociedade as suas atividades e equipamentos. Os destaques ficaram para os carros importados utilizados pela PM, as ações do PCPR na Comunidade e o envolvimento de crianças com os cães que ajudam as operações cotidianas.
Confira o balanço por força de segurança:
POLÍCIA MILITAR – Só a Polícia Militar convocou 615 policiais para participar da operação. Ao todo, a PM atendeu 8.343 ocorrências nos sete municípios do Litoral. A principal delas foi a perturbação do sossego, com 830 atendimentos. As equipes policiais militares também realizaram abordagem de 41 mil pessoas e fiscalizaram 16 mil veículos.
POLÍCIA CIVIL – Já a Polícia Civil atuou com 490 agentes durante o Verão Maior Paraná contando o Litoral e as praias de rio doce na Costa Noroeste. Com esse efetivo, a corporação realizou 16.655 procedimentos. De acordo com o balanço, 816 pessoas foram presas e encaminhadas pelas forças de segurança para as Delegacias de Polícia durante o verão. Foram 212 prisões feitas exclusivamente pela Polícia Civil, resultado de operações de repressão qualificada com base em investigações. Também foram apreendidos 16 adolescentes.
A PCPR ainda incinerou 128,5 quilos de drogas. Entre os entorpecentes estão crack, maconha, cocaína, ecstasy e LSD, todos apreendidos em ações o Verão Maior Paraná pelas delegacias da PCPR em Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Antonina. O trabalho de papiloscopia também foi intensificado. Os papiloscopistas fizeram 47 coletas criminais e vistoriaram 60 locais de crime.
CORPO DE BOMBEIROS – O Corpo de Bombeiros aumentou em 10% o efetivo para esta edição do Verão Maior Paraná, atuando com 698 bombeiros militares. Houve reforço também de 70% no número de guarda-vidas civis, com 271 agentes. A corporação atuou em 121 postos aquáticos, onde realizou 1.701 salvamentos, considerando mar, rios e lagos. Isso representa um aumento de 32,6% no número de ocorrências em relação à operação passada (1.283).
Só a atuação em casos de afogamento mais do que dobrou de um ano para o outro, de 73 para 156 – salto de 113,70%. Os resgates subiram cerca de 28%, de 1.210 para 1.545.
Ações preventivas, que incluem sinalização de locais de banho e de perigo, orientações aos veranistas, e advertências para quem está em situação ou com comportamento de risco, saltaram 71% de uma temporada para a outra, saindo de 189.586 para 324.397.
Apesar de todo o esforço de conscientização e de orientação aos banhistas, muita gente ainda arriscou a vida em locais inapropriados para banho, sem a presença de postos de guarda-vidas ou fora do horário de funcionamento desses postos. Foi assim que 18 pessoas perderam a vida por afogamento no Verão Maior Paraná – três a mais do que a temporada passada.
Já a distribuição de pulseirinhas de identificação feita pelo Corpo de Bombeiros Militar registrou estabilidade na procura. No verão passado tinham sido colocadas 11.532 pulseiras em crianças; agora, foram 11.445.
Acidentes com animais aquáticos, especialmente águas-vivas e caravelas, foram menos frequentes neste ano: 899 ocorrências. Na temporada anterior, haviam sido 5.164, o que significa decréscimo de 83%. Os acidentes de trânsito tiveram alta. Esse tipo de situação exigiu 755 intervenções dos bombeiros militares na temporada passada; neste ano, foram 870. Os incêndios, por sua vez, demandaram 329 atuações, contra 241 do período anterior. Alta de 36,5%.
Por fim, 816 crianças foram localizadas pelos guarda-vidas em ação nas praias e prainhas do Estado. Como esse número havia sido de 599 em 2022/2023, o aumento desse tipo de ocorrência acabou sendo de 36%.
- Seção da Polícia Científica bate recorde de perícias em vestígios cibernéticos em 2024
- Estado abre inscrições para maior edição do Ganhando o Mundo, com 1,2 mil alunos
POLÍCIA PENAL – Os números de rondas e de escoltas realizadas pela Polícia Penal nas as ações do Verão Maior Paraná apresentaram crescimento comparado com a operação da temporada passada. Foram realizadas 5.974 rondas em unidades penais, representando aumento de 332% em relação às 1.382 do verão anterior. O número de escoltas subiu de 527 para 694, correspondendo a um aumento de 32%.
Durante a operação, foram registradas 948 entradas de indivíduos no sistema prisional nas Cadeias Públicas de Guaratuba e de Paranaguá, sendo 266 por cumprimento de mandados de prisão e 682 por prisões em flagrante.
Uma novidade foi a utilização da Unidade Móvel de Monitoração Eletrônica (PAM Móvel), veículo inovador e único no Brasil, adquirido através do apoio da Justiça Federal, que auxiliou os policiais a monitorar presos em regime aberto.
POLÍCIA CIENTÍFICA – A corporação atuou em mais de 600 casos neste período, gerando 511 laudos periciais, o que significa um aumento de 62% em relação à temporada passada. A PCP também atuou de forma integrada com as demais forças de segurança do Estado, participando de ações, além de contar com o laboratório móvel de química forense para fazer exames preliminares de entorpecentes no momento da apreensão.
Dentre os exames realizados pelos policiais estiveram os periciais de balística forense, identificação veicular, crimes contra o patrimônio, crimes contra o meio ambiente, locais de crime, acidentes de trânsito, clínica médico-legal, verificação de violência sexual, química forense, reprodução simulada, computação, genética molecular forense, necropsia e toxicologia forense.
Fonte: Governo PR
Paraná
Em Curitiba, Ministério Público do Paraná obtém condenação de técnico de enfermagem denunciado por estupros ao pagamento de danos morais coletivos
A partir de recurso apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná, o Ministério Público do Paraná obteve a condenação de um técnico de enfermagem ao pagamento de dano moral coletivo no valor de 300 salários mínimos. Ele havia sido denunciado pelo Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves) do MPPR por abusar sexualmente de pacientes em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba e condenado a 44 anos e 3 meses de prisão em regime fechado e a 2 anos, 7 meses e 4 dias de detenção em regime semiaberto. Entretanto, a decisão de primeira instância negou a condenação por danos morais coletivos, o que motivou o recurso do Ministério Público.
Áudio da Promotora de Justiça Tarcila Santos Teixeira
A 4ª Câmara Criminal do TJPR acolheu por unanimidade o pedido do órgão ministerial para condenar o ex-técnico em enfermagem ao pagamento a título de danos morais coletivos, revertendo assim o entendimento da sentença de primeiro grau, que havia afastado a indenização sob a justificativa de que os prejuízos de ordem coletiva não podiam ser mensurados na fase de instrução.
Insegurança – Nas razões recursais formuladas pelo Naves, o MPPR argumentou que o impacto das condutas criminosas do réu superava largamente a esfera individual das vítimas identificadas, alcançando de maneira consistente a credibilidade do próprio sistema de saúde pública. A conduta de um profissional da saúde que pratica violência sexual em face de pacientes sedados e sob seus cuidados em unidades públicas e hospitais viola diretamente o direito constitucional à saúde, alegou o MPPR, e tal prática gerou descrédito no aparato estatal e quebrou a legítima expectativa de segurança que a população deposita no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Ministério Público destacou que os crimes, amplamente divulgados em veículos jornalísticos de alcance nacional, propagaram um sentimento de insegurança entre as pessoas de Curitiba que necessitam de atendimento médico emergencial ou hospitalar.
O valor indenizatório de 300 salários mínimos requerido pelo MPPR foi considerado proporcional e pedagógico pelo TJPR, por atuar de maneira combinada para proporcionar uma reparação indireta à sociedade, sancionar o ofensor e inibir futuras infrações de mesma natureza. O montante deverá ser destinado ao fundo público de reconstituição de bens lesados, previsto na Lei da Ação Civil Pública (art. 13 da Lei 7.347/1985).
Com essa atuação, o Ministério Público do Paraná consolida um precedente histórico no estado sobre a viabilidade e a necessidade de se fixarem condenações por danos morais coletivos diretamente na esfera do processo penal, garantindo que violações massivas aos sentimentos e valores da comunidade recebam a devida punição institucional.
Matéria anterior:
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
-
Paraná2 dias agoEm Pitanga, MPPR denuncia por quebra de sigilo funcional e corrupção passiva residente jurídico que se aproveitou do cargo para solicitar vantagem indevida
-
Esportes6 dias agoGrêmio vira sobre o Santos, empurra o Peixe para o Z4 e amplia pressão no Brasileirão
-
Agro3 dias agoCustos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso e pressionam rentabilidade de soja, milho e algodão
-
Paraná3 dias agoEstado amplia parceria com o Crea-PR para fortalecer gestão municipal
-
Esportes6 dias agoSão Paulo sai na frente, cede empate ao Botafogo no fim e amplia jejum no Brasileirão
-
Esportes6 dias agoMirassol vence o Fluminense e interrompe reação tricolor no Brasileirão
-
Política Nacional7 dias agoComissão debate custeio do piso salarial e da jornada de 36 horas na enfermagem pública
-
Brasil7 dias agoMinistério da Saúde debate estratégias para ampliar a gestão democrática no SUS
