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Com Desafio de Piriathlon, bombeiros fazem triathlon com “bike raiz” e corrida sem tênis

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Matinhos, no Litoral do Paraná, amanheceu nesta sexta-feira (19) com uma intensa movimentação de guarda-vidas na areia, no mar e nas ruas da região da Prainha, próximo à travessia de ferry boat para Guaratuba. O local foi o escolhido para que cerca de 70 bombeiros militares e familiares participassem do 3º Piriathlon de Areia, atividade esportiva com três modalidades diferentes – natação, trajeto de bicicleta e corrida –, muito semelhante ao triathlon. O evento une esporte, lazer e confraternização.

Os competidores atuam no Verão Maior Paraná. O nome do evento é uma homenagem do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) aos habitantes do Litoral. “Os moradores locais têm esse termo – piribike – para aquelas bicicletas mais velhas, com freio motor, enferrujadas pela maresia e que não são voltadas para o esporte”, explicou o chefe do Centro de Educação Física e Desporto do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (Cefid-CBMPR), capitão Giovanni Raphael Ferreira.

“O Piriathlon é uma forma carinhosa que o pessoal da subárea de Pontal do Paraná, onde ocorreu a primeira edição, encontrou para nomear o evento, acolhendo a comunidade”, contou.

A referência aos costumes locais, no entanto, não param no nome do evento. “Para agregar uma característica de rusticidade e trazer um aspecto lúdico para essa prova, também foi colocado como obrigatório competir descalço ou de chinelo, que é como naturalmente o pescador acaba usando a bicicleta no dia a dia”, contou o capitão, que ressaltou, ainda, outro fator curioso da disputa, a variedade de bicicletas usadas, que vão das mais normais às menos comuns, como triciclos puxando caixa ou reboque.

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Realização do Cefid-CBMPR, a prova tem, nas palavras do capitão Giovanni, um aspecto mais lúdico do que competitivo. O intuito é fomentar as atividades esportivas, promover a confraternização e o entrosamento entre as subáreas de atuação da corporação durante o Verão Maior Paraná.

“A gente sabe que o serviço de guarda-vidas é estressante. O pessoal tem que ficar muito atento o tempo todo e isso é desgastante. Têm pouco tempo para interagir com as outras subáreas, com os outros bombeiros, guarda-vidas”, relatou o capitão. “A ideia do evento foi para dar espaço a um momento como esse, para que o nosso público interno pudesse fazer uma confraternização, praticando atividade física, fomentando o esporte, e ainda tornando tradicional o evento que acolhe o pessoal que trabalha ali na comunidade, que trabalha no litoral paranaense”.

PROVA – O primeiro desafio do dia foi a natação, cujo trajeto teve 600 metros. Completada a primeira etapa, o obstáculo seguinte era justamente encarar 10 km – cinco voltas em um percurso de 2 km – nas bicicletas. Para finalizar a prova, mais 3 km de corrida. No total, cada competidor que finalizou a prova percorreu 13,6 km.

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Embora sejam responsáveis pelo nome da prova, as piribikes não foram item obrigatório para todos os concorrentes. Isso porque o evento foi dividido em três categorias diferentes: tradicional, guarda-vidas e livre.

A mais raiz era a categoria tradicional, em que a natação deveria ser realizada com traje de banho (sunga ou maiô), sem ajuda de acessórios (mesmo óculos). O ciclismo exigia as piribikes e a corrida foi com chinelo de tiras ou descalço.

O primeiro a cruzar a linha de chegada foi o cabo Robson Ferreira Alves, que finalizou o percurso em 49m30s. “É a segunda vez que eu participo, e sempre é importante a gente fazer essa atividade. Foi legal, todo mundo estava envolvido na brincadeira. É mais difícil do que um triatlo convencional, com certeza. Mas é legal estar com a galera, fazendo atividade junto e representando a turma”, comentou o campeão da modalidade tradicional.

Já entre as mulheres quem venceu as adversárias nessa modalidade foi a 2º tenente Renata Zanetti, após pouco mais de uma hora de prova (1h04m35s). “Eu vinha de uma semana meio difícil, acabei pegando uma virose, machuquei meu dedo, então foi uma superação”, relatou ela, que destacou o uso das piribikes. “Acho muito adequado, as piribikes representam o espírito dos guarda-vidas, então foi bem divertido”, concluiu. 

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2º tenente Renata Zanetti levou o feminino. Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Paraná

GUARDA-VIDAS E LIVRE – A categoria guarda-vidas, a mais representativa para o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), obrigou os participantes a usarem o uniforme completo e o lifebelt (cinto de salvamento aquático) de guarda-vidas em todas as etapas. Na natação, o uniforme compreendeu ainda as nadadeiras. No ciclismo, qualquer bicicleta estava liberada. E, na corrida, a regra permite, além de chinelo ou pé descalço, o uso de tênis.

Já a categoria livre, criada para facilitar a participação de familiares, somente as nadadeiras foram proibidas. Todas as categorias tiveram premiação para os primeiros colocados no masculino e no feminino. Também foram distribuídos prêmios para a subárea com maior número de participantes – honraria conquistada pela subárea III de Guaratuba – e para a piribike mais tradicional e ornamentada do evento, vencida pelo subtenente Flávio Roberto Blum. 

Ele ganhou o prêmio por ter guiado uma bicicleta vermelha com rodas de tamanhos diferentes e um espaço para transporte de itens na parte da frente. Foi onde ele colocou um lifebelt dobrado e um par de nadadeiras para simbolizar os guarda-vidas.

VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades culturais, esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.

Fonte: Governo PR

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BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).

Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.

O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.

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No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.

O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.

O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.

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BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.

Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.

CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.

Fonte: Governo PR

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