Paraná
Cross Games e Beach Flag abrem Jogos de Aventura e Natureza em Guaratuba
Guaratuba sediou neste fim de semana os primeiros eventos dos Jogos de Aventura e Natureza 2024 no Litoral do Estado. A programação incluiu duas atividades que ainda são novidades para parte do grande público, mas que estão em forte ritmo de ascensão, reunindo cada vez mais entusiastas: o Cross Games e o Beach Flag Football.
No sábado (13), cerca de 300 atletas de Crossfit do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo participaram da etapa paranaense do Cross Games no posto fixo da Praia Central de Guaratuba. A atividade já virou rotina dentro do Verão Maior Paraná e está em sua 4ª edição anual, avaliando a força e condicionamento físico dos atletas por meio da junção de exercícios aeróbicos, calistênicos e levantamento olímpico.
A disputa ocorreu por meio da execução de exercícios de treinamento funcional, realizado em três baterias, cada uma com um WOD (sigla para Work of Day, ou trabalho do dia), que consiste em um conjunto de atividades a serem resolvidas em um tempo cronometrado. A competição foi dividida nas categorias for fun, iniciante, intermediário, master 35+, além de avançado em duplas e individual.
Segundo o coordenador do Cross Games Brasil, Claudio Gerônimo, o Paraná tem sediado diversos eventos da competição ao longo do último ano. “Tivemos etapas em Londrina, Paranaguá, Maringá e Carlópolis e iniciamos 2024 com a primeira competição do ano no Litoral do Estado”, disse.
Um dos atletas, Felipe Diniz, competiu pela segunda vez representando a Box Personal Cross, de Matinhos, e elogiou a estrutura montada pelo Governo do Estado para os esportes. “A programação do Verão Paraná está muito bacana, em todas as praias, para todas as idades”, contou.
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BEACH FLAG – Durante todo o fim de semana, no Complexo Esportivo de Guaratuba, também ocorreram os jogos do Beach Flag Football. A modalidade tem se profissionalizado nos últimos anos e fará parte dos Jogos Olímpicos de 2028 em Los Angeles, nos Estados Unidos. Mesmo com chuva em vários momentos do dia, não faltaram vontade nem bonitas jogadas.
A competição contou com 12 times masculinos e 7 femininos disputando um sistema derivado do futebol americano, com o objetivo de chegar ao fim do campo adversário e 5 jogadores em cada time, com dois períodos de 10 minutos. A principal diferença é não ter contato, bastando tirar a bandeira do adversário para encerrar a jogada do time.
O diretor esportivo da Federação Paranaense de Futebol Americano, Lincoln Israel Dias, disse que os organizadores precisaram percorrer um longo caminho desde o início das primeiras atividades nos anos 2000. “Agora, a gente está com vários times no Brasil inteiro, com cada vez mais adeptos e bastante gente assistindo. Está sendo maravilhoso a equipe aí do Verão Maior Paraná junto com a gente”, afirmou.
Para Leonardo Lorenzoni, atleta do Swamp Boys, de Curitiba, o apoio do poder público à modalidade ajuda no crescimento dela no Estado e no Brasil. “O último campeão da Copa Sul é do Paraná e agora vamos com tudo em busca do título nacional”, disse.
Praticante de atletismo, Alisson Henrique retomou os treinos do Beach Flag Football em janeiro pelo Paraná Guardian Saints, também de Curitiba, para participar da competição no Litoral. “Participamos do evento no ano passado e já pudemos notar uma crescente neste ano, com muito mais atletas de alto rendimento de outros esportes migrando para o Beach Flag”, explicou.
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De acordo com o diretor de Inovação e Desenvolvimento do Esporte da Secretaria do Estado do Esporte, Tiago Campos, além de estimularem a prática esportiva, as competições são mais um atrativo para quem está no Litoral do Paraná neste início de ano. “Foi um final de semana repleto de ações dos Jogos de Aventura e Natureza, que chamaram muita atenção do público, trazendo cada vez mais entretenimento para os moradores e veranistas”, afirmou.
Os eventos vinculados aos Jogos de Aventura e Natureza, com promoção da Secretaria de Estado do Esporte, vão até 3 de março nas cidades litorâneas.
Confira a programação completa:
Caiobá
Circuito Paranaense de Handebol de Areia (20 e 21 de janeiro)
Circuito Paranaense de Vôlei de Praia (23 a 25 de janeiro)
Campeonato Paranaense Escolar de Vôlei de Praia (26 a 28 de janeiro)
Campeonato Mundial ITF de Beach Tennis (1 a 4 de fevereiro)
Guaratuba
Campeonato GOFTV de Futevôlei (20 e 21 de janeiro)
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (27 de janeiro)
Circuito Paranaense de Águas Abertas (28 de janeiro)
Circuito Paranaense de Bodyboarding (3 a 4 de março)
Parabodyboarding (3 de março)
Praia de Leste
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (20 de janeiro)
Ipanema
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (21 de janeiro)
Matinhos
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (28 de janeiro)
Circuito Paranaense de Surf (24 e 25 de fevereiro)
Parasurf (24 de fevereiro)
Morretes
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (26 de janeiro)
Antonina
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (25 de janeiro)
Campeonato de Pesca Caiaque (23 e 24 de fevereiro)
Paranaguá
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (24 de janeiro)
Pontal do Sul
Apresentação de Wheeling e BMX Freestyle (19 de janeiro)
Campeonato Paranaense Motocross (2 e 3 de março)
VERÃO MAIOR PARANÁ – O Verão Maior Paraná reúne uma série de ações voltadas aos veranistas e moradores dos municípios do Litoral, além de Porto Rico e São Pedro do Paraná, no Noroeste. São atividades esportivas e de lazer que englobam aulas de ginástica, dança, caminhadas, recreação infantil, shows, torneios e competições nacionais e internacionais, programação inclusiva e educação ambiental. A agenda completa pode ser consultada no site www.verao.pr.gov.br.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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