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Média recorde: 23 mil empresas foram abertas por mês no Paraná em 2023

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Com 277.636, o Paraná fechou 2023 com o maior número de abertura de empresas dos últimos cinco anos. Foram 211.638 em 2019, 232.961 em 2020, 268.437 em 2021 e 266.074 em 2022. O incremento nesse período foi de 31%. A informação está no boletim da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) que faz um balanço do ano passado, divulgado nesta segunda-feira (8).

Com esse indicador, a média mensal foi de 23 mil novos registros no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Todos os meses registraram mais do que 15 mil empresas abertas, com destaque para 27.823 de março, 26.219 de agosto e 25.409 de janeiro.

De acordo com a Jucepar, sete em cada dez novos registros em 2023 foram de microempreendedores individuais (MEIs) e dois em cada dez foram de Sociedades Limitadas (LTDA). Em doze meses foram emitidos 205.919 CNPJs de MEIs, 65.068 de LTDA e 5.548 de empresários. Na sequência aparecem as naturezas jurídicas Sociedades Anônimas (fechada) com 644 registros, cooperativas com 223 CNPJs, Sociedades Anônimas (abertas) com 106, consórcio com 89 e outros tipos com 39.

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Também foram 151 mil baixas de empresas em 2023, resultando num saldo de 126.600 novas empresas, ou 10,5 mil por mês de média. Com esse resultado, o Paraná chegou a 1,6 milhão de empresas ativas, sendo 1,5 milhão de matrizes e 77 mil de filiais. 

Os números são reflexo do trabalho do governo estadual para que o empresário tenha celeridade e facilidade no momento de obter o registro no CNPJ. Com a inscrição em mãos, o empreendedor consegue rapidamente iniciar o negócio e emitir nota fiscal.

“Todas as medidas do governo paranaense têm como objetivo potencializar a economia. A Jucepar implementou diversas atualizações no sistema Empresa Fácil para facilitar a atividade empresarial, e além disso, o Decreto do Baixo Risco também colabora em trazer mais velocidade ao cidadão que quer empreender”, diz o vice-presidente da Jucepar, Sebastião Motta.

O Decreto do Baixo Risco dispensa 771 atividades econômicas da emissão de licenças na abertura de empresas e entra em vigor no dia 31 de janeiro de 2024. Ele acelera ainda mais o processo a formalização de novos negócios no Paraná. O Estado já é um das mais ágeis do País em abertura de empresas, mas a meta é baixar ainda mais o tempo.

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Em dezembro, o Paraná bateu recorde de velocidade. O governo estadual alcançou a marca de tempo médio de 10 horas e 39 minutos para o empreendedor conseguir cumprir todos os trâmites para emitir nota fiscal e contratar colaboradores. O recorde anterior foi em abril: 11 horas e 16 minutos. A média nacional no período foi de 1 dia e 10 horas, ou seja, no Paraná o empreendedor leva um dia a menos na fila.

Fonte: Governo PR

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Paraná ganha cooperativa inédita para transformar ciência em negócios inovadores

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O Paraná terá a primeira cooperativa científica do Brasil reunindo empresários e cientistas com o objetivo de transformar pesquisas acadêmicas em produtos e serviços para a população. A Cooperativa de Ciência, Tecnologia e Negócios Inovadores (CTNI Coop) foi lançada nesta terça-feira (9), no Palácio Iguaçu, com o objetivo de transformar conhecimento científico em novos negócios.

A iniciativa, coordenada pelo Instituto CTNI – Centro de Tecnologia, Negócios e Inovação, conta com apoio da Fundação Araucária e busca integrar pesquisadores, empresários, executivos e especialistas das áreas financeira e jurídica em um modelo cooperativista voltado à criação de negócios inovadores baseados em ciência, tendo como foco inicial a bioeconomia.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou do lançamento e ressaltou que, além de transformar conhecimento em riqueza, a CTNI Coop vai oferecer novas oportunidades aos pesquisadores e consolidar o Paraná como referência nacional em inovação. “Já somos o estado que, per capita, mais investe em ciência e tecnologia no Brasil, e a ideia é que esse investimento retorne para a sociedade”, afirmou.

“Queremos que o setor produtivo possa estar próximo das nossas universidades e vice-versa. E a proposta de criação de uma cooperativa vai nesse caminho, para que pesquisadores e cientistas possam estar próximos das nossas indústrias e do setor produtivo desenvolvendo novos produtos e inovações”, salientou Ratinho Junior. “Isso permite que o Estado tenha cada vez mais soluções que possam ganhar mercado e melhorar os processos de quem gera emprego para o Paraná”.

A ideia é que a cooperativa desenvolva soluções principalmente para setores estratégicos da economia paranaense, como água, energia e produção de alimentos, tendo em vista a transformação digital e o desenvolvimento sustentável.

SISTEMA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – Além de um forte setor cooperativista, o Estado tem também um sistema robusto de ciência e tecnologia, com 11 universidades públicas, sete delas estaduais, e dezenas de Parques Tecnológicos e institutos de pesquisa.

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A CTNI Coop vai integrar esse ativo, atendendo a dois desafios centrais: a transformação da pesquisa em negócios e a ampliação das oportunidades para os pesquisadores, aproximando ciência, inovação e empreendedorismo. Apesar de já existirem outras cooperativas de pesquisadores no País, ela é a primeira a reunir empresários e cientistas com o objetivo de transformar pesquisa de laboratório em novos negócios.

Segundo o diretor-presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, apesar da elevada produção científica brasileira, ainda existe dificuldade na academia em converter resultados de pesquisa em produtos e serviços para a sociedade e o mercado. “Precisamos, cada vez mais, fazer a transformação da pesquisa científica, da ciência e tecnologia, em produtos e inovação. Precisamos que isso vá para o mercado e crie riquezas para a sociedade paranaense em diversas áreas”, disse.

O Paraná conta atualmente com aproximadamente 26 mil doutores e forma centenas de novos pesquisadores todos os anos – grande parte desses profissionais atua no setor público ou depende de bolsas financiadas pelo poder público. “A Fundação Araucária tem acesso a esse contingente de doutores através de uma plataforma que nos diz quem são eles, onde estão e quais são suas áreas de pesquisa”, explicou Wahrhaftig.

“A ideia é trazê-los para essa cooperativa para que eles possam trabalhar em projetos que contem com apoio do empresariado, para desenvolver produtos para o mercado”, ressaltou. “O Paraná é muito forte no setor cooperativista e agora vai contar com uma cooperativa de cientistas e homens de negócios”.

IMPLANTAÇÃO – O Instituto CTNI, instituição sem fins lucrativos voltada à cooperação entre o setor produtivo, a ciência e o mercado internacional, dará todo o apoio à cooperativa nos três primeiros anos de funcionamento. Isso inclui suporte jurídico, contábil e operacional, além de oferecer espaços físicos como escritórios e salas de reuniões.

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A cooperativa é direcionada a cientistas, pesquisadores e doutores de diferentes áreas do conhecimento; empresários, empreendedores, executivos, especialistas em gestão financeira e em gestão jurídica e profissionais envolvidos com inovação e desenvolvimento de negócios.

A constituição oficial da cooperativa está prevista para as próximas semanas, com a participação de aproximadamente 20 membros-fundadores, entre cientistas e empresários. “Antes mesmo da constituição, vamos agregar à cooperativa cientistas de várias áreas, representando oito ecossistemas de inovação. Ela já vai iniciar com quatro projetos que já estão bem avançados e poderão ser finalizados nesse ambiente”, explicou o diretor do Instituto CTNI, Atilano de Oms Sobrinho.

“O Paraná tem um sistema de ciência muito consolidado, mas muitas vezes a academia tem dificuldade em passar do projeto científico para o um produto ou sistema que traga resultados para sociedade”, salientou ele. “Aí que vão entrar os empresários nessa conexão, para fazer aquele projeto retornar em benefício à sociedade”.

PRESENÇAS — Também participaram do lançamento o vice-governador Darci Piana; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; os secretários estaduais da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm; da Indústria, Comércio e Serviços, Felipe Flessak; e da Comunicação, Cleber Mata; o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado; o deputado federal Sandro Alex; os ex-governadores Mário Pereira e João Elísio Ferraz de Campos; acadêmicos, cientistas, empresários e demais autoridades.

Fonte: Governo PR

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