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Paraná

Tecpar fornecerá 26 milhões de doses da vacina antirrábica veterinária ao governo federal

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O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) teve seu contrato de fornecimento de vacina antirrábica veterinária assinado junto ao Ministério da Saúde para o período de 2023/2024 com previsão de entrega de 26 milhões de doses do imunizante. A primeira remessa está prevista para esta semana e até o fim do primeiro semestre de 2024 o Tecpar concluirá a entrega de todas as doses contratadas.

As vacinas fornecidas pelo Tecpar, único laboratório público produtor do imunológico, serão usadas pelo Ministério da Saúde nas campanhas de vacinação de cães e gatos em todo o País.

O diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, ressalta que o contrato reforça a posição do instituto como laboratório público oficial no país.

“Historicamente o Tecpar fornece a vacina antirrábica veterinária às campanhas de vacinação no país e esse novo contrato reforça a relação do Ministério da Saúde com o instituto. Estamos desenvolvendo novos projetos para cada vez mais contribuir com a saúde pública brasileira”, destacou.

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VACINA INOVADORA – A vacina produzida pelo Tecpar, cujo processo produtivo desenvolvido é patenteado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), está em constante evolução.

Em 2023, o Instituto ingressou no Programa Tecnoparque, da Agência Curitiba de Desenvolvimento. Ele prevê que parte dos impostos municipais possam ser investidos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

A inovação apresentada pelo Tecpar, e que foi aprovada para integrar o programa, trata da pesquisa de um novo método de produção da vacina antirrábica veterinária sem um dos insumos usados atualmente: o soro fetal bovino. Hoje, a aquisição desse soro representa cerca de 75% do custo total dos componentes utilizados.

Outra vantagem em conseguir fabricar a vacina sem o insumo é a eliminação de processos internos de controle da qualidade para identificar a presença de eventuais contaminantes, e também para evitar ocasionais reações alérgicas causadas por proteínas presentes no soro em cães e gatos que são imunizados.

CAMPANHAS – O Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR), criado em 1973, implantou, entre outras ações, a vacinação antirrábica canina e felina em todo País e as campanhas nacionais de vacinação para estes animais, que acontecem uma vez por ano.

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Com a vacina fornecida ao PNPR, produzida pelo Tecpar há mais de 40 anos, o Brasil conseguiu controlar os casos de raiva. Nos últimos 30 anos, o País registrou uma significativa redução na ocorrência de raiva em animais e, por consequência, nas taxas de mortalidade por raiva humana.

Fonte: Governo PR

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Paraná

MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré

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O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.

Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.

De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.

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Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.

Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.

Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.

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Processo 0007837-42.2025.8.16.0024

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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