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Paraná

Gaeco oferece denúncia contra dez pessoas como resultado de investigações contra organização criminosa que vendia notas frias

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou nesta semana, em 14 de dezembro, denúncia contra dez pessoas, investigadas no âmbito da Operação Falsa Impressão, pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, fraude processual e supressão de documento. Nesta primeira ação decorrente da operação, deflagrada em junho pelo MPPR, são atribuídos aos envolvidos 67 fatos criminosos.

Conforme a denúncia, os integrantes do esquema criminoso abordavam pessoas socialmente vulneráveis – como analfabetos, pessoas em situação de rua ou de baixo poder econômico, dependentes químicos e alcoólatras – e ofereciam dinheiro para que comparecessem a uma certificadora e fizessem o certificado digital, por valores que variavam de R$ 60 a R$ 120. De posse dos dados e do certificado digital desses “laranjas”, os denunciados repassavam as informações para contadores, determinando a abertura de empresas fictícias que eram usadas para a emissão de notas fiscais frias.

Milhões – As investigações demonstraram que os documentos fiscais serviam para acobertar ilícitos penais, como a comercialização de produtos falsificados, contrabandeados e receptados, e até mesmo para propiciar o tráfico ilícito de entorpecentes. Os denunciados vendiam as notas fiscais a criminosos por valor equivalente a 3% do valor declarado. O Gaeco cita na denúncia falsificações ideológicas na constituição de 170 empresas que emitiram notas que somam R$ 70.026.682,42.

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Além da condenação pelos crimes identificados, o MPPR requer na denúncia: a decretação do perdimento do produto e proveito dos crimes ou do seu equivalente, no valor total de R$ 2.194.500,00; o arbitramento de indenização por dano material, no valor mínimo de R$ 70.026.682,42, a ser revertido em favor do Estado do Paraná; a determinação de danos morais para as vítimas/laranjas utilizadas para abertura das empresas, no valor de R$ 10 mil por empresa aberta (acrescidos de juros e correção monetária desde a prática dos fatos).

Presos – Três dos denunciados estão presos desde 24 de novembro, quando foi deflagrada pelo Gaeco a segunda fase da investigação. A Operação Falsa Impressão é resultado de atuação conjunta do MPPR com a Receita Federal e contou com a participação de integrantes das duas instituições, conforme autorizado pelo Juízo Criminal da Comarca de Grandes Rios.

Matérias anteriores:

27/06/2023 – Gaeco e Receita Federal realizam operação voltada a coibir ilícitos penais relacionados à abertura de “empresas fantasmas”

24/11/2023 – Gaeco e Receita Federal cumprem mandados de prisão e busca em Apucarana e Medianeira na Operação Falsa Impressão, que investiga organização criminosa

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469

Fonte: Ministério Público PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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