Agro
Mapa estende plantio da soja até 13 de janeiro em Mato Grosso
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estendeu, até o dia 13 de janeiro de 2024, o período de semeadura da soja para a safra 2023/24, no estado de Mato Grosso.
A mudança, publicada na portaria nº 968 do Diário Oficial da União dia 12, vem após solicitação da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) devido à estiagem atual associada ao fenômeno climático El Niño.
A Famato havia pedido um prolongamento de 40 dias, mas o período concedido corresponde à metade dessa extensão. A Federação expressou uma postura vigilante, pronta para defender novas demandas do setor produtivo caso o prazo estendido se mostre insuficiente diante dos desafios impostos pelo clima.
O contexto climático adverso tem afetado significativamente o agronegócio na região. De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a área de soja plantada sofreu uma redução, e a produtividade esperada para a safra 2023/24 também apresenta uma queda, com uma estimativa de 57,87 sacas por hectare, inferior às 59,70 sacas estimadas anteriormente.
Além disso, a produção prevista para a safra atual foi revisada para 42,126 milhões de toneladas, o que representa uma diminuição em relação às 43,782 milhões de toneladas planejadas anteriormente. Este cenário reflete as dificuldades enfrentadas pelos produtores de Mato Grosso, que lidam com temperaturas extremas e a falta de chuva, levando a atrasos e a necessidade de replantio.
A decisão do Mapa atende parcialmente as necessidades dos produtores locais e destaca a importância de políticas públicas adaptativas frente a fenômenos climáticos extremos que impactam diretamente a produção agrícola. A Famato havia feito a solicitação oficial de prorrogação do calendário de semeadura ao Mapa e ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) em novembro deste ano.
Fonte: Pensar Agro
Agro
Regularização ambiental no campo vira oportunidade de renda para produtores rurais em São Paulo
O Governo do Estado de São Paulo tem intensificado as ações de apoio técnico voltadas à regularização ambiental no campo, criando novas oportunidades de geração de renda para produtores rurais paulistas por meio do uso sustentável de áreas de vegetação nativa, reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs).
A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e busca transformar a agenda ambiental em ferramenta de valorização da propriedade rural, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da produção agropecuária sustentável.
Regularização ambiental pode aumentar valor da propriedade rural
Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, produtores rurais podem utilizar mecanismos previstos na legislação ambiental para explorar economicamente áreas preservadas de maneira legal e sustentável.
Entre as alternativas estão:
- manejo sustentável da vegetação nativa;
- implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs);
- coleta de sementes, frutos e produtos florestais;
- aproveitamento de madeira de árvores caídas naturalmente;
- plantio comercial de espécies nativas.
O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo, destacou que a regularização ambiental não representa perda de produtividade para o produtor rural.
“É possível preservar, produzir e gerar renda ao mesmo tempo, com orientação técnica, segurança jurídica e proteção ambiental”, afirmou.
Sistemas Agroflorestais ganham espaço na agricultura familiar
Os agricultores familiares paulistas também podem manter atividades produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina árvores nativas com culturas agrícolas.
A prática vem sendo incentivada como alternativa sustentável para diversificação de renda, recuperação ambiental e aumento da resiliência das propriedades rurais.
Vegetação nativa pode gerar renda extra no campo
Outro destaque das ações da CRAR é a orientação técnica para comercialização legal de produtos oriundos da vegetação nativa.
A coleta de sementes, frutos e demais produtos florestais pode ser realizada mediante comunicação prévia aos órgãos competentes, permitindo ao produtor ampliar fontes de receita sem comprometer a preservação ambiental.
Além disso, proprietários rurais podem cadastrar áreas de plantio de espécies nativas para futura exploração comercial da madeira. Após o registro oficial, a colheita e comercialização podem ocorrer sem necessidade de autorização específica para corte, desde que respeitados os critérios legais.
São Paulo lidera regularização ambiental rural no Brasil
O Estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando liderança nacional na implementação do Código Florestal Brasileiro.
Os números mostram a dimensão do avanço:
- mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado;
- área superior a 2,8 milhões de hectares abrangida;
- mais de 111 mil hectares em processo de recomposição ambiental;
- mais de 1.050 PRADAs compromissados no estado;
- cerca de 20 mil hectares destinados à recomposição ambiental;
- outros 9,9 mil hectares vinculados à compensação de Reserva Legal.
Os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) também avançam no estado, fortalecendo a recuperação de áreas protegidas e a segurança jurídica no campo.
Governo reforça apoio técnico gratuito ao produtor rural
A equipe técnica da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural presta orientação gratuita aos produtores sobre:
recomposição de áreas protegidas;
- manejo sustentável;
- uso permitido de espécies exóticas;
- legislação ambiental rural;
- regularização de propriedades.
Segundo a CRAR, o objetivo é aproximar o produtor das soluções ambientais disponíveis e demonstrar que preservação e produtividade podem caminhar juntas no agro paulista.
Os interessados podem buscar atendimento técnico pelo e-mail oficial da coordenadoria: [email protected].
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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