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UEL vai modernizar escritório de assistência jurídica gratuita com apoio do Estado

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O Governo do Paraná liberou R$ 253 mil para a Universidade Estadual de Londrina (UEL) modernizar a infraestrutura do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos, que há 50 anos oferece serviços gratuitos de assistência jurídica para cidadãos com renda de até três salários mínimos. O objetivo é melhorar a qualidade dos serviços disponibilizados para a população de Londrina e região, otimizar o tempo de atendimento e agilizar os procedimentos.

Os recursos para a modernização do espaço são do Fundo Paraná, dotação gerida pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O aporte será destinado para aquisição e instalação de 34 computadores com alta capacidade de processamento e armazenamento, três equipamentos de digitalização de documentos e processamento de dados e quatro máquinas de ar-condicionado.

A expectativa é que os novos equipamentos estejam em plena operação no primeiro semestre de 2024, proporcionando um ambiente confortável e funcional para o público assistido. Os serviços abrangem ações de diferentes campos do Direito, como alvará judicial; busca e apreensão de menor; consignação em pagamento; despejo; divórcio; guarda e responsabilidade de menor; interdição; inventário; investigação de paternidade; liberdade provisória; pensão alimentícia; posse e propriedade; queixa-crime; retificação de documento; e tutela.

Ao longo de cinco décadas, o escritório jurídico da UEL alcançou números expressivos, que demonstram a importância da unidade acadêmica na promoção do acesso à justiça e exercício da cidadania para milhares de pessoas. São 627.700 atendimentos, 112 mil ações judiciais, sendo 108,2 mil concluídas, e 45 mil audiências realizadas. Somente em 2023, até outubro, a equipe atendeu 2.667 pessoas e 2.358 novos casos. O balanço de atividades no mesmo período aponta, ainda, 750 audiências, 12,9 mil despachos judiciais e 902 consultas jurídicas.

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Além de beneficiar a população, o escritório contribui para compatibilizar atividades de extensão com o estágio obrigatório para estudantes de graduação de quarto e quinto ano do Curso de Direito. A equipe é composta por oito profissionais da carreira técnica-administrativa e cerca de 80 estudantes de graduação que atuam como estagiários, orientados por 17 professores.

A diretora do Escritório Jurídico da UEL, professora Márcia Teshima, do Departamento de Direito Privado do Centro de Estudos Sociais Aplicados, reforça o caráter social dos serviços disponíveis na universidade. “A condição de vulnerabilidade econômica é uma frequente barreira para a reivindicação de direitos, sendo o escritório jurídico um instrumento para o acesso dessa parcela da população à justiça, confirmando a importância dessa iniciativa acadêmica para a sociedade com a prestação de um serviço totalmente gratuito”, afirma.

Na dinâmica atual de trabalho do Poder Judiciário, todas das atividades são feitas em ambiente digital, de forma que a gestão de dados eletrônicos dos processos dos cidadãos assistidos pelo escritório acadêmico se tornou essencial, em meio ao grande volume de documentos. Nos tribunais e juizados, todos os processos estão online e as audiências são virtuais, o que implica em acompanhamento, do início ao fim do processo, por meio eletrônico.

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O coordenador do Fundo Paraná, Luiz Cézar Kawano, destaca os aspectos científicos do escritório jurídico da UEL na produção de conhecimento na área do Direito. “O escritório desenvolve pesquisas sobre a assistência jurídica para a população economicamente vulnerável e estudos sobre a dinâmica dos processos jurídicos, com forte impacto na promoção da justiça social, e a partir da modernização da infraestrutura essas atividades podem ser ampliadas, incluindo projetos de iniciação científica desenvolvidos pelos estudantes de graduação”, explica.

HOMENAGEM – Como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido para pessoas de baixa renda ao longo de 50 anos, o Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos da UEL recebeu, em outubro deste ano, homenagem da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Em novembro, a unidade acadêmica foi condecorada com a Comenda e a Medalha Ouro Verde, principais honrarias concedidas pela Câmara Municipal de Londrina.

Serviço:

Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos da UEL

Endereço: Rua Brasil, nº 742 – Centro – Londrina (PR)

Horário: Segunda a sexta-feira, de 8 horas às 12 horas e de 13h30 às 17h30

Telefones: (43) 3371-5188, (43) 3371-5189 e (43) 3371-5190

Fonte: Governo PR

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MPPR deflagra Operação Profundidade para investigar esquema de corrupção e fraudes envolvendo empresários e policiais penais do sistema prisional de Londrina

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O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Londrina Grupo Especializado na Proteção do Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), e a Polícia Civil do Paraná, por meio da Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor), deflagraram nesta quinta-feira, 3 de setembro, a Operação Profundidade. A ação investiga a existência de um esquema criminoso envolvendo servidores públicos e empresários, com atuação no Centro de Reintegração Social de Londrina (Creslon), no Departamento de Polícia Penal do Estado do Paraná (Deppen) e no Conselho da Comunidade de Londrina.

Acesse áudio do Promotor de Justiça Renato de Lima Castro

Acesse imagens do cumprimento das medidas

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão contra sete policiais penais que ocupam posições de destaque na estrutura do sistema prisional, incluindo um ex-diretor-geral do Deppen e presidente do Conselho da Comunidade de Londrina, o atual chefe de Inteligência do Deppen e a atual presidente do Conselho da Comunidade. Também são alvos das ordens judiciais seis empresários. A esposa de um dos agentes públicos, apontado como principal beneficiário do esquema, também é investigada.

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As diligências realizadas nesta quinta-feira buscaram reunir novos elementos de prova sobre a atuação dos investigados, identificar a extensão do esquema e esclarecer a origem e a destinação dos recursos movimentados. As medidas judiciais foram autorizadas pela 2ª Vara Criminal de Londrina. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 87,5 mil em espécie. Desse total, R$ 45 mil foram encontrados na residência de um dos alvos, R$ 24,5 mil na casa de outro e R$ 18 mil na residência de um terceiro. Também houve uma prisão em flagrante por porte de arma de fogo.

Investigações – Os investigados estariam envolvidos em duas principais frentes de atuação ilícita: o recebimento de propinas de pessoas privadas de liberdade em troca da concessão indevida de benefícios na execução penal e o direcionamento fraudulento de contratações realizadas pelo Conselho da Comunidade de Londrina.

As investigações tiveram início a partir de denúncias anônimas e avançaram com a análise de dados obtidos por meio de quebras de sigilo bancário e fiscal. Os elementos reunidos apontaram que policiais penais teriam movimentado valores milionários incompatíveis com seus rendimentos lícitos, além de terem recebido repasses injustificados de outros investigados e de empresas fornecedoras.

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Fraudes em contratações – Uma das frentes investigadas envolve supostas fraudes em contratações realizadas pelo Conselho da Comunidade de Londrina. Conforme as investigações, empresas pertencentes a três núcleos empresariais teriam sido utilizadas para simular concorrência e viabilizar o direcionamento dos contratos.

Como contrapartida pelos contratos supostamente direcionados, as empresas teriam realizado pagamentos aos investigados. Segundo as apurações, parte dos valores teria sido depositada de forma fracionada, em diferentes operações, estratégia conhecida como smurfing, com o objetivo de dificultar a identificação da origem dos recursos e burlar mecanismos de controle.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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