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Paraná

Secretaria de Segurança Pública apresenta resultados da megaoperação no Sudoeste

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública divulgou nesta sexta-feira (1) os resultados da operação com 159 mandados judiciais deflagrada na quarta-feira (29) no Sudoeste. A terceira edição da chamada Operação Cidade Segura já gerou 77 prisões, sendo nove em flagrante, e apreensão de 75 celulares, drogas, sete armas de fogo, seis balanças de precisão, quatro notebooks, duas máquinas de cartão de crédito e anotações referentes ao tráfico de drogas.

Participaram do esforço operacional mais de 500 agentes das polícias Civil, Militar e Penal, além de cães e helicópteros da PCPR e da PMPR.

De acordo com as investigações, a organização criminosa comandava o tráfico de drogas na região com foco nos municípios de Palmas, Pato Branco e Francisco Beltrão. A ação também aconteceu simultaneamente em Campo Largo, Mangueirinha, Mariópolis, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Santo Antônio do Sudoeste e Vitorino. Conforme apurado, os alvos estão ligados a outros crimes, como roubos e homicídios.  

Alguns dos alvos foram criminosos presos que continuavam a liderar o tráfico de drogas de dentro do sistema penitenciário, contando com a ação externa. Durante a operação, ocorreram 31 transferências de apenados para garantir a efetividade da ação. Dos mandados de prisão, 16 foram cumpridos em unidades penais da coordenação regional da Polícia Penal em Francisco Beltrão. Além disso, foram realizadas revistas nas cadeias públicas.

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O secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, disse que a operação é resultado de um trabalho de investigação de cinco meses das forças policiais. “As polícias trabalham de forma integrada no combate ao crime organizado. Essa operação não se esgota por aqui”, disse.

“Foram mais de 150 mandados já cumpridos, entre prisões e busca e apreensão, trazendo um resultado significativo para a segurança na região”, complementou a delegada Alini Simadon.

CIDADE SEGURA – Esta é a terceira edição da Operação Cidade Segura. Com foco no reforço do policiamento ostensivo, combate a crimes e proteção da população, sua primeira edição foi lançada em Curitiba, em agosto deste ano. Já em outubro, a Secretaria de Estado da Segurança Pública realizou a segunda fase em Maringá.

SATURAÇÃO – A operação no Sudoeste também contou com uma fase de saturação da Polícia Militar nas ruas de Pato Branco. Mais de 150 policiais militares fizeram abordagens a pedestres e veículos, além de bloqueios em ruas do município.

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Fonte: Governo PR

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Paraná

Paraná registra 1.802 atendimentos no projeto de Insulina Glargina para diabetes

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A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa), a convite do Ministério da Saúde (MS), iniciou uma parceria com o órgão federal para implementação do projeto-piloto visando a ampliação do acesso à insulina Glargina. A iniciativa tem como objetivo fortalecer o cuidado e melhorar a qualidade de vida de pacientes com diabetes mellitus, principalmente daqueles que enfrentam dificuldades no controle da glicemia com os tratamentos convencionais.

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue e exige acompanhamento contínuo, mudanças no estilo de vida e, em muitos casos, uso diário de medicamentos e insulina. A doença também é um importante fator de risco para complicações cardiovasculares, especialmente quando não há controle adequado da glicemia.

Implementado em fevereiro deste ano, o projeto já atendeu no Paraná 1.802 pacientes até o dia 20 de maio de 2026. O Estado recebeu uma remessa de 19.891 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina para atendimento da população contemplada pelo programa.

De acordo com o secretário da Saúde do Paraná, César Neves, o projeto busca ampliar a assistência aos pacientes e avaliar os resultados clínicos da utilização da medicação na rede pública de saúde. “A proposta é oferecer um tratamento mais eficiente para pacientes que apresentam dificuldades no controle glicêmico. O acompanhamento adequado contribui para reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

O tratamento contempla novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a insulina NPH, conforme indicação médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos com diabetes tipo 1. O projeto também prevê monitoramento dos pacientes atendidos, com avaliação médica e acompanhamento multiprofissional realizado pelas equipes de saúde.

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AÇÃO PROLONGADA – Segundo o médico endocrinologista e coordenador da Saúde do Adulto no Departamento de Atenção Primária à Saúde da SMS Curitiba, Alexei Volaco, a insulina Glargina é um análogo de insulina, ou seja, um medicamento que teve sua molécula modificada para alterar suas características de ação. “Essa modificação estrutural faz com que a insulina tenha absorção mais lenta após a aplicação subcutânea, proporcionando uma ação prolongada de até 24 horas, sem picos de ação”, explicou.

O endocrinologista reforça que o controle adequado do diabetes depende de fatores como alimentação equilibrada, prática de atividade física, adesão ao tratamento e acompanhamento regular. “O uso correto da insulina, aliado aos cuidados diários, ajuda a prevenir complicações graves da doença e proporciona mais segurança e qualidade de vida ao paciente”, completou.

PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO – Além da distribuição do medicamento, a iniciativa também destaca a importância da prevenção e da identificação precoce do diabetes. Entre os sinais mais comuns da doença estão sede intensa, aumento da vontade de urinar, fadiga, emagrecimento sem causa aparente e alterações na visão.

A paciente Martha Notburga Rosniecek, de 90 anos, que participa do projeto-piloto, relata melhora significativa no controle da glicemia após o início do tratamento com a insulina Glargina. ‘Estou me dando muito bem com essa nova insulina. Parece que ela é melhor do que a outra que eu usava. Depois que comecei o tratamento, meus exames melhoraram bastante e a glicemia ficou mais controlada no dia a dia. Isso me trouxe mais tranquilidade e segurança’, relatou.

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Segundo ela, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde também tem contribuído para melhorar a qualidade de vida. Hoje consigo acompanhar melhor os resultados e percebo que os níveis diminuíram bastante. Acho que melhorou muito”, afirmou Martha.

Para Antônio José Bertulino, de 83 anos, a utilização da insulina Glargina trouxe melhora significativa no controle da glicemia e mais qualidade de vida. “Antes eu tinha muita dificuldade para controlar o diabetes. Mesmo usando a outra insulina, a glicemia chegava a níveis muito altos. Depois que comecei a usar a insulina Glargina, melhorou bastante. Hoje, em alguns dias, a medição fica em 90, 87. Isso traz mais tranquilidade e segurança. Ter acesso gratuito a esse medicamento pela rede pública está sendo muito bom e fez diferença na minha saúde”, relatou.

PRODUÇÃO NACIONAL – A adoção desta estratégia pelo Ministério da Saúde (MS) é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do país e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.

Fonte: Governo PR

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