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Lottopar promove workshop sobre apostas esportivas para atletas e apostadores

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A Loterias do Paraná (Lottopar) e a Secretaria de Estado do Esporte promoveram nesta sexta-feira (24) o 1º Workshop de Jogo Responsável e Seguro. O evento, que aconteceu no auditório do Palácio das Araucárias, teve como objetivo chamar a atenção de entidades esportivas e de apostas sobre as condutas adequadas relacionadas às apostas esportivas.

O encontro reuniu federações esportivas do Paraná e deve ser replicado em outras cidades para conscientizar os atletas sobre o tema. Na mesma ocasião, a Lottopar lançou uma Cartilha sobe o Jogo Responsável e Seguro e apresentou vídeos informativos sobre as apostas seguras.

O diretor-presidente da Lottopar, Daniel Romanowski, destacou que a regulamentação das apostas esportivas está avançando no Congresso Nacional, e que o Paraná sai na frente ao regular esse mercado no Estado, para dar mais credibilidade ao setor.

Segundo ele, uma das preocupações do Governo do Estado é com a criação de um ambiente saudável e seguro para a realização das apostas no Paraná, que a partir de agora passarão a ser regulamentadas em nível estadual. A operação será feita por empresas credenciadas e habilitadas pelo Lottopar, que fiscalizará as atividades.

“A criação da Lottopar seguiu alicerces claros pautados na ética, transparência, educação e compliance, e a realização desse evento busca justamente promover a educação em relação aos jogos seguros e responsáveis”, disse Romanowski. “Junto com a Secretaria de Esportes, queremos educar nossos atletas para que não tenhamos mais casos, como já tivemos no passado, de escândalos de envolvimento em apostas esportivas. O jogo já existia, o que a gente está fazendo, a regulamentação, é trazer isso para a luz”.

O secretário estadual da Administração e Previdência, Elisandro Frigo, destacou que o credenciamento dos operadores das apostas esportivas foi feito utilizando a Nova Lei de Licitações, o que garante a transparência e idoneidade do processo. “A Lottopar foi criada para apoiar o esporte e aumentar a arrecadação do Estado e a ideia é que aconteça um jogo seguro, em que as pessoas tenham noção da ética e da responsabilidade desse processo”, afirmou.

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“Tomamos todos os cuidados para garantir um jogo responsável por parte da população, adotando todas as medidas de segurança para que isso aconteça, mas atuando também na outra ponta, para que os atletas que disputam os campeonatos tenham o maior zelo possível”, ressaltou Frigo. “O objetivo é que os campeonatos aconteçam com a maior transparência e a maior seriedade”.

JOGO SEGURO – O encontro contou com uma palestra de representantes da Sportradar, empresa que é referência mundial em prevenção, detecção e inteligência no combate à manipulação de resultados. A empresa apresentou cases de má conduta no esporte envolvendo as apostas esportivas e maneiras de evitá-las.

Também foram apresentados detalhes sobre o funcionamento da plataforma de gestão e meios de pagamentos contratada pela Lottopar, que deverá mais segurança para o mercado de loterias no Estado.

Entre as medidas que deverão ser adotadas pelos operadores e que serão fiscalizadas pela Lottopar estão informar aos apostadores sobre as reais probabilidades de ganho; orientar sobre a moderação nas apostas e para que o apostador aproveite as experiências de jogo em condições de baixo risco; evitar que menores de 18 anos façam apostas; orientar quanto aos possíveis danos relacionados aos jogos e seus tratamentos; e proibir pagamentos de apostas em cartão de crédito para evitar o endividamento.

Na semana passada, a Lottopar e a Secretaria do Esporte assinaram um termo de cooperação técnica que prevê a promoção de políticas públicas para o fortalecimento do esporte e do Jogo Responsável.

O acordo visa o intercâmbio de informações entre os órgãos e ações para a prevenção de fraudes, garantindo a segurança de apostadores e atletas, o qual se caracteriza pela não obtenção de vantagens ou participação indevida em apostas de quotas fixas. Também tem o objetivo de promover, no Estado, um ambiente propício e de segurança jurídica para apostadores e administradores de apostas, com a promoção de políticas públicas de esporte.

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SPORTRADAR – Com sede na suíça, a Sportradar é líder global em identificar e trabalhar dados esportivos e conteúdo digital, com escritórios em 30 países. A empresa fornece sistemas de integridade e detecção de fraude para federações esportivas de 13 modalidades diferentes que abrangem cerca de mil entidades em mais de 80 países.

O sistema da Sportradar permite que os profissionais monitorem o padrão de comportamento dos mercados de apostas esportivas em todo o mundo visando a identificação de atividades suspeitas. Os resultados deste monitoramento sistêmico ajuda a detectar qualquer tipo de manipulação de resultados.

“O esporte paranaense e as federações têm muito interesse no jogo seguro, porque um sistema com credibilidade traz vantagens para todo o círculo esportivo do Paraná”, afirmou o secretário estadual do Esporte, Helio Wirbiski. “Parte dos lucros da Lottopar vai municiar o Fundo Estadual do Esporte, para que possamos investir em projetos sociais, na base e no alto rendimento. Então todos têm a ganhar se esse processo seja cada vez mais seguro, profissionalizado e sério”.

LOTTOPAR – A Lottopar é uma autarquia com receita própria e autonomia técnica, administrativa, de gestão financeira e patrimonial, que faz a exploração, administração e fiscalização do serviço público de loterias no Estado do Paraná. Uma das modalidades é com as chamadas apostas esportivas. Nesse caso a Lottopar cadastrou empresas interessadas em explorar a modalidade e será responsável pela regulamentação e regularidade de todo o processo.

Fonte: Governo PR

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Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela

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Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação devido ao calor intenso, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.

Desde a chegada ao país, na noite de sexta-feira (27), a missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.

O DESAFIO DAS BUSCAS – Mesmo cinco dias após o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edificações pode formar os chamados “espaços vitais” — pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobrevivência de pessoas soterradas. Nesses casos, vítimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por vários dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em razão da desidratação e do esgotamento físico.

Por isso, as equipes concentram os esforços no emprego de cães de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar vítimas que permanecem em áreas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, as vítimas de mais fácil localização já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais é muito mais técnico e demorado.

“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.

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Além da complexidade das buscas, os bombeiros também enfrentam riscos constantes durante a operação. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.

“Hoje tivemos um tremor secundário de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a operação. Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma o bombeiro.

CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO – A área mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da região turística de La Guaira há edifícios de 10 a 15 pavimentos completamente destruídos, tornando a operação ainda mais complexa.

Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.

“O deslocamento aqui é muito difícil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quilômetros. Não há energia elétrica na região, existe dificuldade para conseguir combustível e praticamente todas as famílias foram afetadas. As pessoas estão dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. É um sentimento de muita tristeza, mas também de gratidão entre aqueles que conseguiram sobreviver”, relata o oficial.

Segundo ele, apesar da atuação das equipes locais desde os primeiros momentos após o terremoto, o cenário ainda é de grande impacto humanitário. “Todos perderam alguém, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda há um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento às vítimas e apoio à população”, afirma.

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PLANEJAMENTO OPERACIONAL – A missão brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por até 15 dias. O planejamento prevê que os dez primeiros sejam dedicados às buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse período, conforme a evolução do cenário, as equipes poderão passar a atuar em ações de apoio humanitário à população afetada.

MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira em São Paulo, de onde decolaram para o país afetado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.

Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).

A participação do Paraná na equipe brasileira é resultado de um processo de preparação iniciado com a criação da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos últimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exercícios e intercâmbios técnicos com o Exército Brasileiro e corporações estrangeiras, incluindo atividades de certificação na Austrália e de observação de protocolos internacionais em Singapura.

“Essa atuação na Venezuela demonstra que o investimento contínuo na nossa força-tarefa colocou o Paraná entre as corporações brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em operações internacionais de alta complexidade. Esse é o resultado de anos de treinamento, aperfeiçoamento técnico e integração com os padrões internacionais de busca e resgate”, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.

Fonte: Governo PR

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