Paraná
Defesa Civil intensifica atendimento aos municípios; barragens operam com segurança
Devido ao retorno dos grandes volumes de chuva ao Paraná, sobretudo nas regiões Oeste e Sudoeste do Estado, a Defesa Civil Estadual intensificou o atendimento a 19 municípios que registraram ocorrências das mais variadas, sendo as mais comuns os alagamentos e enxurradas. Nas últimas 24 horas com maiores precipitações, os acumulados chegaram a aproximadamente 150 milímetros em algumas localidades.
A situação tem sido monitorada pela equipe Coordenadoria da Defesa Civil do Paraná a partir do seu centro de controle, em Curitiba, e diretamente nos municípios, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná e das equipes das defesas civis municipais das cidades diretamente impactadas.
Além dos atendimentos imediatos de urgência, o Governo do Estado está acompanhando a situação para prestar todo o suporte assistencial e humanitário possível aos municípios e às famílias prejudicadas pelos temporais como já tem ocorrido desde o início do mês de outubro.
BARRAGENS – A Defesa Civil esclarece ainda que apesar dos transtornos nas cidades, a chuva não trouxe qualquer tipo de impacto estrutural nas grandes barragens de produção elétrica no Paraná. O órgão estadual reforça a importância de que a população se mantenha atualizada por meio dos canais oficiais, o que inclui principalmente o sistema de envio de alertas da Defesa Civil por mensagem de celular.
Para ter acesso ao serviço, que é gratuito, basta enviar um SMS com o CEP da sua residência para o número 40199. Para mais informações e orientações, acesse o site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Paraná.
A ENGIE Brasil Energia, que administra as usinas hidrelétricas de Salto Santiago, em Saudade do Iguaçu, e Salto Osório, entre São Jorge d’Oeste e Quedas do Iguaçu, esclarece que ambas operam em perfeitas condições e dentro dos seus parâmetros de segurança. A empresa acompanha os níveis de vazão das comportas devido à possibilidade aumento significativo do Rio Iguaçu nas próximas horas.
Segundo o último informe da Engie Brasil Energia, o reservatório da Usina de Salto Santiago está com 89% do seu volume útil, enquanto a Usina de Salto Osório está com 94% do volume útil ocupado.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná em Ibiporã obtém liminar para proibir a comercialização de terrenos em loteamento clandestino situado na zona rural
Em Ibiporã, no Norte Central do estado, atendendo a ação proposta pelo Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca, o Judiciário determinou liminarmente a suspensão imediata de um loteamento irregular situado na zona rural do Município, na região do Ribeirão Jacutinga, área de preservação ambiental. Conforme o MPPR, o empreendimento imobiliário, nomeado “Recanto do Vale”, vem sendo comercializado de forma indevida, inclusive com intensa divulgação nas redes sociais. Além do problema ambiental, como se trata de um imóvel irregular, as pessoas que compram os lotes correm o risco de perder o dinheiro investido.
Na liminar, entre outras questões, foi deliberada a indisponibilidade do imóvel e o bloqueio financeiro e de bens dos responsáveis pelo loteamento. Foi determinado que os requeridos “cessem imediatamente toda e qualquer atividade de comercialização, reserva, hipoteca ou qualquer negócio jurídico oneroso ou gratuito relacionado aos lotes do empreendimento”, sob pena de multa de R$ 50 mil por lote ou chácara comercializado, e que os responsáveis ou que as pessoas que já compraram terrenos não façam qualquer modificação nos imóveis (como corte de árvores, demarcações, início de edificações, etc.), também sob pena de multa. Com a decisão, os requeridos também devem suspender qualquer ação publicitária da venda do loteamento, inclusive em perfis nas redes sociais, bem como devem postar nota nos perfis ligados ao empreendimento “informando o embargo judicial e a suspensão das vendas”.
Ilegalidades – A Promotoria sustenta na ação que o empreendimento é irregular porque configura parcelamento indevido de zona rural para fins urbanos. O terreno tem área total de aproximadamente 132 mil metros quadrados e foi indevidamente dividido em cerca de 26 chácaras, de 1.000 metros quadrados cada. Essa metragem é muito inferior à fração mínima de parcelamento permitida para áreas rurais no Estado do Paraná, que é de 20 mil metros quadrados. Conforme o MPPR, para tentar dar uma falsa aparência de legalidade ao negócio e atrair compradores, os responsáveis vendiam as áreas sob o rótulo de “fração ideal” e atreladas à promessa de criação de uma “Associação de Moradores”, estratégia que é frequentemente utilizada para tentar burlar o Estatuto da Terra e a legislação que regula o parcelamento do solo.
Processo 0001233-27.2026.8.16.0090
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469
Fonte: Ministério Público PR
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