Cidades
Projeto de combate a incêndio e evacuação em CMEIs pode se tornar lei estadual
Criado por um grupo de estudantes de Umuarama, o Projeto de Combate a Incêndio e Evacuação em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) pode se tornar lei estadual. A iniciativa surgiu no curso de Engenharia Civil da Unipar, em 2018, quando os alunos foram incentivados a desenvolver projetos que teoricamente ainda não existiam.
“O trabalho bimestral do 4º ano foi procurar iniciativas que ainda não tinham resposta na internet. Saímos da nossa zona de conforto e fomos pensar no que fazer. A partir disso, desenvolvemos este projeto de prevenção de incêndio e evacuação dos CMEIs”, contra Bruna Pereira, que junto com outras quatro colegas de turma, idealizou a proposta. O grupo é composto pelas estudantes Bruna Pereira de Paiva, Bruna Cecon, Gabriela de Melo Alves, Sindy Mirian Leite e Mayara da Costa Virgens, sob orientação do professor Igo Henrique Nunes.
O projeto piloto foi desenvolvido no CMEI Graciliano Ramos, do bairro Ouro Branco. “Pensamos no projeto e depois desenvolvemos algumas dinâmicas com as crianças. Como são crianças bem pequenas, há uma certa dificuldade. Porém, o objetivo principal é a segurança deles”, diz Bruna.
O grupo contou com a parceria do Corpo de Bombeiros de Umuarama para elaboração do projeto piloto.
Ideia
A ideia de um programa de combate a incêndios e evacuação surgiu de uma experiência que uma das integrantes teve quando era criança. Bruna é vítima de um incêndio, que tirou a vida de seus pais e deixou sequelas em sua vida.
“Este projeto é muito importante para nós, especialmente para mim. Eu sou vítima de um incêndio. Eu era criança e o local onde estava pegou fogo. Meus pais faleceram neste acidente e até hoje é difícil conviver com isso”, conta.
A jovem acrescenta que mostrar para as pessoas como agir, especialmente como sair de uma situação que envolva incêndio é a intenção. “Nosso foco é a segurança. Um incêndio pode ser fatal ou, no mínimo, deixar sequelas no corpo e no emocional. Eu mesma tenho queimaduras pelo corpo todo. Tinha 3 anos quando aconteceu. É importante para mim esse projeto, incentivar a prevenção”.
Premiação e proposta de lei
Ainda em 2018 o projeto foi inscrito no Google for Education, iniciativa do Google que visa premiar propostas inovadoras. “No ano passado o Google escolheu o Brasil, mais especificamente o Paraná, para receber propostas. De todos os projetos enviados, conseguimos ser selecionados entre os sete melhores do estado e fomos para Curitiba receber a premiação. Nosso projeto era o único na área de engenharia”, explica a estudante.
Após o reconhecimento, o grupo de acadêmicas manteve contato com o deputado estadual Delegado Fernando para explicar o projeto e propor que o tema se tornasse lei no Paraná. “O deputado recebeu muito bem a proposta”, diz Bruna.
Há alguns dias, o parlamentar publicou em suas redes sociais que apresentou o projeto de lei na Assembleia Legislativa do Paraná. “O projeto de lei 220/2019, de minha autoria, prevê que as instituições de ensino infantil e fundamental devem elaborar um plano de evacuação em casos de incêndio. A proposta visa garantir a segurança e integridade física da comunidade escolar. Incêndios destroem prédios, mas pior, eles acabam com vidas. O impacto de um incêndio em uma escola é devastador para funcionários, crianças e professores. Por isso é importante que as escolas saibam como proceder nesses casos”.
Delegado Fernando acrescentou: “Este projeto surgiu a partir da ideia de um grupo de alunos de Engenharia Civil da Unipar que desenvolveu um método de evacuação. O excelente trabalho foi, inclusive, premiado pelo Google. Quem me apresentou o projeto foi uma das integrantes da equipe, que passou na pele os impactos de um incêndio. Muito obrigado Bruna Pereira!”.
“Estamos confiantes de que a iniciativa será aprovada na Assembleia, pois visa garantir a segurança das crianças”, ressalta.
Para conhecer mais sobre o projeto das alunas, acesse o link.


Cidades
Feriadão? Saiba quais são os melhores horários para pegar a estrada no Paraná
O 7 de Setembro, sempre muito aguardado pelos curitibanos que têm um dia de bônus por conta do feriado municipal, neste ano não será um feriadão. Isso porque, a data nacional, 7, cai em um domingo. Em resumo, o feriado será bom para quem mora e trabalha em Curitiba, que celebra o dia da padroeira Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, no dia 8 de setembro.
A parte boa deste ‘meio’ feriado para o curitibano deve ser o alívio nas estradas. A tendência é de um movimento um pouco mais tranquilo em comparação ao de outros feriados nacionais, onde o movimento costuma crescer até 40% em alguns trechos e até mais.
O fluxo maior de carros pode ocorrer em direção ao litoral, mas com movimento considerado normal para um fim de semana.
No entanto, vale ressaltar que as estradas do Paraná têm movimento constante. Além disso, o movimento de caminhões, geralmente restringidos em feriados nacionais, estarão rodando normalmente. Então vale a dica para quem é de Curitiba e quer aproveitar o feriado de um dia sem se estressar.
Qual é o melhor horário para pegar a estrada?
Para evitar o tráfego intenso, o melhor horário geralmente é madrugada ou início da manhã (entre 5h e 8h) e, em viagens de retorno, as madrugadas.
Outra dicas é consultara os sites das concessionárias (como CCR PR Vias, Via Araucária, EPR Litoral Pioneiro e Arteris) antes de viajar, pois os horários de pico variam dependendo do feriado e da rodovia, com picos concentrados em dias e horários específicos.
Horários a evitar pegar as estradas
- Dias de semana: Final da tarde, das 16h às 22h, quando as pessoas estão voltando do trabalho e o fluxo aumenta.
- Feriados:
- Dia de ida: Quarta-feira e quinta-feira costumam ser os dias de maior movimento para sair das cidades.
- Dia de retorno: Domingo e o feriado em si são os dias de maior movimento para voltar.
Dicas bônus para uma viagem tranquila
- Planejamento: Os horários de pico são mais intensos em feriados prolongados e em dias que antecipam alguns feriados nacionais, como o Natal, por exemplo.
- Verifique as previsões: Acompanhe as previsões de tráfego das concessionárias rodoviárias antes de viajar. Cada empresa fornece dados específicos sobre cada trecho e período.
- Roteiro: Rotas de grande volume, como o acesso ao litoral do Paraná, têm tráfego mais intenso sempre. Vale consultar rotas alternativas por outras rodovias, com a BR-277 e BR-376. Mas lembre-se que este caminho, por enquanto, depende de travessia por balsas pela baía entre os municípios de Matinhos e Guaratuba.
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