Paraná
500 estações de monitoramento e laboratórios do IAT garantem qualidade da água no Paraná
Plano de gestão, banco de dados, fiscalização, pesquisa e tecnologia. Esses são alguns dos instrumentos utilizados pelo Instituto Água e Terra (IAT), dentro de um robusto sistema de monitoramento hídrico com aproximadamente 500 estações, para avaliar a vazão e o nível dos rios, além de garantir a qualidade da água que chega aos paranaenses.
Ao todo, a divisão especializada do IAT possui três áreas responsáveis por coletar informações sobre a água no Estado: a de qualidade ou limnologia, a de levantamento de cargas poluidoras e a de hidrometria. Cada uma delas analisa aspectos particulares, utilizando dados coletados em tempo real, amostras de efluentes lançados por diversos empreendimentos ou por meio da instalação de estações de monitoramento.
Em relação à qualidade de água, a rede é composta por 207 estações distribuídas entre as 16 bacias hidrográficas paranaenses. A cada três meses são coletadas amostras de água e encaminhadas para análise nos três laboratórios do IAT (Curitiba, Londrina e Toledo), todos acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), seguindo a norma de qualidade laboratorial ISO 17.025. Nesses espaços são feitos diversos testes que avaliam, entre outros quesitos, as características físicas, químicas e biológicas da água.
“Todos os procedimentos são aplicados para certificar que a água do rio está em um nível de qualidade compatível com o que é estabelecido nos planos de gestão das bacias, que levam em conta os usos múltiplos atuais e futuros da água”, afirma a chefe da Divisão de Monitoramento do IAT, Christine da Fonseca Xavier.
Esse processo também é aplicado pela área de levantamento de cargas poluidoras, que coleta periodicamente amostras dos efluentes lançados por empreendimentos para verificar se os resíduos condizem com os padrões permitidos pela legislação ambiental. Os resultados obtidos são utilizados pelos departamentos de outorga e licenciamento do órgão ambiental e servem de apoio às ações de fiscalização.
HIDROMETRIA – Outra área de monitoramento do instituto é a de hidrometria, que analisa a quantidade de água nas bacias hidrográficas paranaenses. No total, a rede do IAT reúne 300 estações, que podem transmitir os dados de forma manual ou por telemétricas, compartilhando em tempo real, via satélite, as condições de cada local. Esses instrumentos são responsáveis por avaliar a vazão, a quantidade das chuvas e o nível da água de rios do Estado, permitindo um planejamento antecipado.
“Nós temos estações que datam de 1930, o que permite a construção de um histórico detalhado do perfil hidrológico das bacias. Esses dados facilitam o cálculo da quantidade de água disponível nos rios para captação ou despejo de efluentes”, afirma Christine.
“As informações também são encaminhadas para a Defesa Civil para ajudar na avaliação de riscos de enchentes, deslizamentos ou secas, e para a Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) para compor a rede nacional de monitoramento hidrológico”, acrescenta.
BANCO DE DADOS – Os resultados obtidos por esses diversos monitoramentos são posteriormente compilados em um banco de dados com várias aplicações, como explica a chefe da divisão.
“O banco de dados é de domínio público, e pode ser acessado por qualquer pessoa por meio do site do IAT. A cada dois anos, os resultados também são submetidos para uma análise estatística, e ajudam a compor índices de qualidade de água. Isso permite a avaliação real da situação da água do Estado em comparação com classes de enquadramento estabelecidas pelos planos de gestão de bacias”, destaca Christine.
Além disso, reforça ela, a rede é essencial para pautar a gestão de recursos hídricos pelo Governo do Estado. “As informações levantadas pelo monitoramento são usadas para avaliar se a legislação ambiental está sendo cumprida, para auxiliar na tomada de decisões pelos comitês de bacias e também para participar do Programa Nacional de Qualidade da Água (QUALIÁGUA), coordenado pela ANA”, diz.
Você pode conferir todos os dados da rede de monitoramento do Instituto na seção de monitoramento do site do IAT. As informações disponíveis incluem uma seção que permite a consulta de dados por estação de coleta e um mapa interativo com todos os pontos analisados pelo órgão.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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