Paraná
Procurador de Justiça aposentado Hélio Lewin será homenageado na Alep
O procurador de Justiça aposentado Hélio Airton Lewin será agraciado com o título de Cidadão Benemérito do Estado do Paraná, em sessão solene a ser realizada nesta terça-feira, 17 de outubro, às 19 horas, no plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. A solenidade é aberta ao público e será transmitida ao vivo no Youtube da TV Assembleia do PR.
A homenagem foi proposta pelos deputados Ademar Traiano, Luiz Claudio Romanelli, Alexandre Curi e Mauro Moraes, em reconhecimento a Hélio Lewin pelos relevantes serviços prestados à população paranaense.
Trajetória
Hélio Lewin ingressou no Ministério Público do Paraná em 1971, atuando como promotor substituto nas comarcas de Irati, Rebouças, Mallet e Teixeira Soares. Foi promovido a promotor de Justiça de entrância inicial da comarca de Matelândia (1973). Posteriormente, foi promovido à entrância intermediária em Foz do Iguaçu (1977) e à entrância final de Curitiba (1982). No mesmo ano, foi designado para prestar serviços na 8ª Seção Judiciária em Curitiba e, na sequência, nomeado como chefe de Gabinete na Secretaria de Estado de Segurança Pública, do Governo José Richa (1983 a 1987). Após esse período, foi designado para a Vara de Execuções Penais e Corregedoria dos Presídios da Comarca de Curitiba, passando, em seguida, para a 2ª Vara de Execuções Penais.
Foi designado à função de adjunto da Corregedoria-Geral do MPPR em 1990, tornando-se procurador de Justiça em 18 de fevereiro de 1991. Ocupou o cargo de diretor-secretário da Procuradoria-Geral de Justiça durante os anos de 1992 a 1994. Foi coordenador do Centro Operacional das Promotorias de Execução Penal em 1995 e eleito corregedor-geral do Ministério Público por dois mandatos consecutivos (1997 e 2001). Após seu mandato, retornou ao cargo de coordenador do Caop de Execuções Penais em 2002, sendo designado como representante permanente no Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas. Em 2011 foi eleito membro do Conselho Superior do Ministério Público, em 2015 passou a integrar o 1º Grupo da Procuradoria de Justiça Criminal e em 2021 assumiu a coordenação do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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