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Paraná

Ações das polícias aumentam em 334% as prisões no Paraná

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AEN

As ações promovidas pelas polícias do Paraná fizeram o número de prisões aumentar 334% (de 157 para 682) no primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, houve um aumento de 140% (27 para 65) no volume de operações no combate à criminalidade.

Os dados também apontam redução no índice de homicídios dolosos, que caiu 32% no Estado. Nos primeiros quatro meses deste ano foram 381 casos, contra 558 no mesmo período do ano anterior.

“Nossas forças de segurança estão mais presentes e têm agido de forma técnica e integrada para atender a população”, afirma o secretário estadual da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, que lembra que neste ano o Governo do Estado já liberou o pagamento das promoções de 1.063 praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Paraná.

As estatísticas demonstram que a efetividade no trabalho policial, como o aumento de policiais nas ruas e nas investigações de polícia judiciária, contribuíram para reduzir também outros índices.

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O número de latrocínios (roubo seguido de morte) caiu 46% durante o quadrimestre, marcando uma das principais reduções do país, caindo de 35 casos em 2018 para 19 em 2019.

O índice de roubo também teve queda no período (19%), assim como o roubo de veículos, que caiu 31,4%. “Nossa atuação frente à Secretaria é combater o crime organizado e proporcionar mais segurança para toda a população paranaense, por meio de um trabalho integrado, inteligente e contínuo”, destaca o secretário.

Ele salienta também que o Estado iniciou um processo mais efetivo de construção de presídios para alocar detentos que estão dentro de delegacias. Nos próximos anos, mais de 6,3 mil vagas deverão ser abertas no sistema penitenciário do Estado, sendo 1,1 mil ainda neste ano.

CIDADE DA POLÍCIA – O Governo do Estado planeja, ainda, unificar as áreas de planejamento, comando, controle e inteligências das forças de segurança estaduais em único lugar.

A previsão é investir R$ 140 milhões na implantação da Cidade da Polícia, que ocupará uma área de 35 mil metros quadrados no bairro Rebouças, em Curitiba, onde funcionava a antiga fábrica da Ambev.

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Paraná

Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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