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Paraná

Judiciário recebe denúncia do MPPR contra três empresas e seis pessoas por corte ilegal de árvores para expor painéis publicitários

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O Juízo da 10ª Vara Criminal de Curitiba recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná contra seis pessoas físicas e três empresas por possíveis crimes ambientais e associação criminosa. Conforme a denúncia – apresentada pela Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente da capital – os denunciados uniram-se com o objetivo de fazer cortes ilegais de vegetação para dar mais visibilidade aos painéis e outdoors publicitários das empresas. Em julho, os suspeitos chegaram a ser presos temporariamente em operação da Polícia Civil.

Conforme a denúncia, “Os integrantes da associação criminosa apresentam-se vinculados a três pessoas jurídicas aparentemente distintas […], mas que atuam no mesmo ramo comercial e que compartilham, em momentos distintos e de maneira alternada, os mesmos funcionários e/ou gestores, ora integrantes da associação criminosa”. Quanto ao modo de atuação, “Para a consecução dos seus objetivos delituosos, a organização criminosa percorre todos os locais em que os painéis das empresas estão instalados para verificar as condições de visibilidade, de modo que, se existirem árvores próximas ao equipamento, capazes de ‘atrapalhar’ a visibilidade do painel, os integrantes da associação criminosa contratam prestadores de serviço terceirizados e determinam o corte e/ou poda de árvores, de qualquer tamanho ou espécie, sem autorização do órgão ambiental competente”.

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Foram identificados pelo menos 45 casos de supressão ilegal de vegetação pelos denunciados, que, de acordo com o MPPR, atuam no cometimento dos crimes de forma reiterada e estável há pouco mais de três anos. A denúncia cita os crimes de associação criminosa, destruição de vegetação do Bioma Mata Atlântica e destruição de plantas de ornamentação de logradouros públicos, com diversas circunstâncias agravantes. Em caso de condenação, as penas podem passar de dez anos de prisão, além do pagamento de multa.

Processo número 0008781-48.2023.8.16.0013

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Família de paciente que recebeu polilaminina destaca estrutura e agilidade do Estado

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Os pais da jovem Ana Beatriz Cruz, que recebeu a aplicação da polilaminina no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, entre a noite de terça-feira (16) e a madrugada desta quarta-feira (17), destacaram o apoio recebido do Governo do Estado durante o atendimento da filha na unidade hospitalar que é gerida pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e referência no atendimento de traumas.

Ana Beatriz está internada no Hospital do Trabalhador desde o último sábado (13), quando foi atingida por um galho de árvore enquanto passeava com a família em Curitiba. Ela deu entrada na unidade em estado gravíssimo, com risco iminente de morte.

A mãe, Vanessa Stubinski, contou que após o incidente, ficou em choque sem saber o que fazer. No primeiro momento, ligou para o ex-marido, que mora em São Paulo, em busca de apoio e também para ver se o plano de saúde de Ana cobriria o atendimento necessário. Mas não foi necessário, pois a jovem foi encaminhada ao Hospital do Trabalhador, com o atendimento realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De imediato, Ana Beatriz passou por uma cirurgia.

“No sábado foi aquela sensação de achar que ela não ia conseguir sobreviver. Com fé, sabia que as coisas iriam acontecer. Eu fiquei desesperada e liguei para o pai dela, porque eu achava que não daria conta sozinha e também para ver a questão do plano de saúde. O plano de saúde dela nem atenderia aqui em Curitiba e não teríamos como levar para São Paulo e arcar com o custo que seria altíssimo”, explicou Vanessa. “Quando chegamos aqui, ela já foi encaminhada, atendida e em menos de 12 horas fez a cirurgia. Foi quando comecei a respirar aliviada, mas até que veio a constatação de que ela havia perdido o movimento das pernas”, completou.

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Após isso, os médicos do HT comentaram com a família sobre o tratamento com a polilaminina, a unidade, inclusive, realizou a primeira aplicação da proteína em Curitiba no mês de março. Os médicos deram o apoio para que a família fizesse contato com a equipe de pesquisadores e realizasse o trâmite junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que Ana Beatriz pudesse receber o tratamento experimental. A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. Ela é desenvolvida a partir da laminina, proteína que já existe no corpo humano e é encontrada em grande quantidade na placenta. 

“O médico nos falou da proteína, que já havia sido aplicada aqui e que aqui era o melhor hospital para ela estar naquele momento na situação em que ela se encontrava. Tivemos o apoio do hospital e também o avião do Estado que foi buscar a equipe e a proteína. Achei incrível a prontidão em atender ela, fazer toda essa movimentação, a rapidez e eficiência no tempo hábil para aplicação da proteína. Só tenho a agradecer. Nossa expectativa está alta e a gente é muito grata ao hospital e ao Estado por ter prestado todo esse apoio para gente. Não ficamos desamparados em nenhum momento”, destacou Vanessa.

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A mesma opinião tem o pai de Ana Beatriz, Tiago Cruz, que falou de todo atendimento recebido pelo Estado e assistência de todos os profissionais do Hospital do Trabalhador. “Os médicos explicaram certinho todo o procedimento, tivemos toda a assistência do hospital. Fiquei surpreso de forma positiva. Só temos a agradecer todo o apoio e ao próprio governador Ratinho Junior que liberou a aeronave. Fico bem grato por essa agilidade e atendimento”, disse.

POLILAMININA – A polilaminina é uma terapia experimental desenvolvida por pesquisadores brasileiros para o tratamento de lesões medulares agudas. O procedimento integra o Programa de Acesso Expandido (Uso Compassivo), autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), enquanto seguem os estudos clínicos para avaliação da segurança e da eficácia da substância. No Brasil, 87 pacientes já receberam a proteína, sendo 17 no Paraná.

Fonte: Governo PR

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