Paraná
MPPR participa de mutirão em Curitiba para a promoção de direitos de pessoas em situação de rua
Na semana que marca o Dia Nacional da Luta da População em Situação de Rua, o 19 de agosto, o Ministério Público do Paraná participa de uma ação articulada com diversos órgãos do sistema de justiça do estado para a promoção dos direitos desse segmento da população. O “Mutirão: ação itinerante para promoção dos direitos das pessoas em situação de rua” será realizado em Curitiba, com a oferta de diversos serviços dirigidos especialmente a pessoas que se encontram em situação de rua na capital. A atividade faz parte das ações do Grupo de Trabalho Interinstitucional entre órgãos do sistema de justiça, criado para promoção e proteção dos direitos dessa população. São direitos da população nessa situação de vulnerabilidade o acesso à alimentação, aos serviços de saúde, educação e transporte, entre outros.
Na oportunidade, equipes do Ministério Público do Paraná, da Defensoria Pública do Estado e do Tribunal de Justiça, em conjunto com o Movimento Nacional da População em Situação de Rua, órgãos públicos e organizações da sociedade civil, prestarão orientações jurídicas sobre acesso a direitos, e tomada de providências necessárias para solucionar as situações de menor complexidade, bem como haverá encaminhamentos para emissão de documentos pessoais, averiguação de paternidade, regularização de situação eleitoral, emissão e regularização de CPF, orientação e informação sobre regularização migratória de estrangeiros, orientações para vagas de emprego, orientações sobre cuidados com animais de estimação, entre outros serviços básicos.
Direitos humanos – O “Mutirão: ação itinerante para promoção dos direitos das pessoas em situação de rua” será realizado na quinta-feira, 17 de outubro, de 9 às 17 horas, no Centro POP Solidariedade (Praça Plínio Tourinho – Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico). Pelo MPPR participam da ação agentes do Núcleo de Promoção dos Direitos da População em Situação de Rua do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos e o Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades (NACC).
Estatísticas – Atualmente, de acordo com dados do Cadastro Único do Governo Federal, a estimativa é de que 3.130 pessoas vivam em situação de rua em Curitiba (10.790 em todo o Paraná). Os números, entretanto, correspondem a registros de pessoas cadastradas pelas políticas de assistência social. Levantamentos do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, por exemplo, apontam para um universo de 5 a 6 mil pessoas vivendo nessa situação somente na capital do Paraná.
Serviço
Mutirão: ação itinerante para promoção dos direitos das pessoas em situação de rua
Data: Quinta-feira, 17 de agosto – o atendimento será por ordem de chegada
Horário: 9 às 17 horas
Local: Centro POP Solidariedade (Praça Plínio Tourinho – Rua Engenheiro Rebouças, 845 – Jardim Botânico)
Crédito da foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Informações para a imprensa:
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[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
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Fonte: Ministério Público PR
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