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Paraná

PGE-PR celebra 77 anos com exposição sobre Emancipação Política do Paraná

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A Procuradoria-Geral do Estado do Paraná (PGE-PR) abriu nesta sexta-feira (11) uma exposição cultural sobre a Emancipação Política do Estado, que completa 170 anos em 2023. O evento marca a celebração dos 77 anos da Procuradoria e os 74 anos da Biblioteca da instituição, que possui um dos acervos jurídicos mais completos do Estado, com cerca de 8 mil obras. A mostra prossegue até o próximo dia 18 de agosto no Espaço História e Memória, na sede da PGE-PR, em Curitiba. É necessário agendar a visita pelo telefone (41) 3281-6318.

Com um enfoque que entrelaça a história da Emancipação com a própria atuação da Procuradoria-Geral do Estado, a exposição mostra como esses dois aspectos estão interligados. A equipe da Biblioteca da PGE-PR fez um meticuloso trabalho de pesquisa para criar a exposição que também apresenta duas figuras centrais da Emancipação, cuja influência também se estende à história da Procuradoria. Francisco de Paula e Silva Gomes, notável tropeiro e figura abastada, teve um papel crucial no movimento de Emancipação do Estado. Seu legado é lembrado nos registros históricos, mas também no próprio endereço oficial da sede da PGE-PR, na Rua Paula Gomes, 145, no Centro Histórico de Curitiba.

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Outra personalidade destacada na exposição é Augusto Stresser, figura multifacetada tendo sido pintor, músico e escultor. Em parceria com seu primo Jaime Ballão, Stresser foi responsável pela primeira ópera de inspiração paranaense, que curiosamente abordou a Revolução Federalista no Estado. A ligação de Stresser com a PGE-PR está no fato de que a casa em que morou até sua morte, em 1918, hoje faz parte do prédio da PGE-PR. A residência, uma estrutura anexa ao terreno da Procuradoria, é hoje uma unidade de interesse histórico e de preservação.

“O Projeto História e Memória da PGE-PR, iniciado em celebração aos 75 anos da instituição, tem sido vital para reavivar as origens da Procuradoria e para honrar eventos e personalidades que desempenharam papéis significativos na história do Estado. A Emancipação Política do Paraná criou oficialmente o nosso Estado e a PGE só existe para atuar na defesa do Paraná e no suporte jurídico para a viabilização das políticas públicas que beneficiam os paranaenses”, lembrou a procuradora-geral Leticia Ferreira da Silva.

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Os documentos e itens reunidos para a exposição foram obtidos a partir de parcerias entre a PGE-PR e a Biblioteca Pública do Paraná, Casa da Memória, Fundação Cultural de Curitiba, Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e Instituto Água e Terra.

PROCURADORIA – A Procuradoria-Geral do Estado é responsável por representar legalmente o governo estadual em questões judiciais e oferecer orientação jurídica. Ela defende os interesses do Estado em processos legais, emite pareceres legais sobre assuntos governamentais e ajuda a garantir que as ações do governo estejam em conformidade com a lei. Atualmente, conta com 274 procuradores, que atuam em Curitiba, mas também em 16 procuradorias regionais espalhadas pelo Paraná, e um escritório em Brasília.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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