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Três réus ligados a uma rede de óticas de Curitiba que aplicavam golpes em idosos são condenados após denúncia oferecida pelo Ministério Público do Paraná

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Em resposta a ação penal ajuizada pelo Ministério Público do Paraná, o Judiciário condenou três réus (duas mulheres e um homem) ligados a uma rede de óticas de Curitiba que aplicavam golpes contra idosos. A denúncia foi apresentada por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital, e a ação penal está sendo acompanhada pela Promotoria de Justiça da 11ª Vara Criminal de Curitiba.

Conforme a denúncia, os réus usavam “uma rede de óticas localizada no Centro de Curitiba para realizar vendas fraudulentas e lesar diversos consumidores, preferencialmente idosos, induzindo-os, ardilosamente, a realizar a aquisição de óculos e lentes confeccionados a partir de prescrições errôneas realizadas por optometristas parceiros, além de efetuarem cobranças não autorizadas nos cartões de débito e crédito das vítimas”.

As investigações constataram que as óticas contratavam funcionários para abordar as vítimas nas ruas do Centro, prometendo consultas oftalmológicas gratuitas ou a baixo custo, encaminhando-as a uma pessoa sem habilitação profissional para prescrever lentes. Depois da emissão da receita, elas eram levadas às óticas, onde lhes vendiam óculos – frequentemente superfaturados – com lentes inadequadas para a correção de seus problemas de visão.

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A pena aplicada à proprietária das óticas, pelos crimes de associação criminosa e estelionato, foi de 24 anos e 1 mês de prisão em regime inicial fechado, mais o pagamento de 252 dias-multa (cerca de R$ 11 mil). Já uma funcionária da rede de óticas foi condenada pelos mesmos crimes, com pena de 6 anos e 7 meses de prisão em regime inicial semiaberto, mais o pagamento de 65 dias-multa (aproximadamente R$ 2,9 mil). Por fim, o réu responsável pela realização dos exames de vista das vítimas foi condenado pelos crimes de associação criminosa, estelionato e exercício irregular de medicina, sendo fixada pena de 4 anos e 9 meses de prisão em regime inicial aberto, mais o pagamento de 50 dias-multa (em torno de R$ 2,2 mil). Todos poderão recorrer da decisão em liberdade.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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