Paraná
Primeiro edital do Estado com recursos da Lei Paulo Gustavo vai a consulta pública
A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) coloca a partir desta terça-feira (1°) o para consulta pública, por meio do sistema SIC.Cultura. Trata-se do primeiro edital do Governo do Estado com recursos da Lei Paulo Gustavo. A consulta pública segue até as 18h do sábado (5).
Para participar, o interessado deve acessar www.sic.cultura.pr.gov.br, clicar em Consulta Pública, preencher um cadastro e enviar sua sugestão. Não é preciso ter login e senha no sistema para registrar sua contribuição.
“A consulta pública é a continuidade das oitivas que temos feito para estabelecer nossas políticas públicas, especialmente neste momento em que trabalhamos com a nova lei. Os editais já vão nascer com um esboço que contou com sugestões da classe artístico-cultural”, afirma André Avelino, diretor de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura da SEEC.
No dia 2 (quarta-feira), às 16 horas, no canal Cultura Paraná no YouTube, um Ciclo de Diálogo aberto a todos – dirigentes culturais, produtores e representantes da sociedade civil – apresentará os principais pontos do edital e a metodologia da consulta.
“A participação da classe artístico-cultural é muito importante para que o edital tenha êxito do início ao fim, ou seja, que consiga abranger o máximo de participantes possível. Nossa missão é a distribuição dos recursos, a descentralização e o fomento às economias de cada região do Paraná através da produção cultural”, ressalta a secretária de Estado da Cultura Luciana Casagrande Pereira Ferreira.
O Edital Audiovisual – Produção e Roteiro corresponde ao Inciso 01 do Artigo 6º da Lei Paulo Gustavo, voltado exclusivamente ao Audiovisual. Este será o maior edital da LPG lançado pela SEEC, no valor total de R$ 47.622,291,06. Os projetos devem estar inseridos em áreas como videoclipes, curtas-metragens, obras seriadas de ficção ou animação, longas-metragens, obras documentais e desenvolvimento de roteiro.
O edital é dirigido a coletivos, pessoas físicas e jurídicas sediados ou domiciliados no Paraná por, no mínimo, seis meses. Entre os critérios de participação está a ampliação do acesso a minorias: 20% das inscrições são reservadas a proponentes afrodescendentes e 10% a proponentes indígenas, além de indutores de nota para grupos vulneráveis.
LEI PAULO GUTAVO – Regulamentada em 11 de maio, a Lei Paulo Gustavo vai destinar mais de R$ 98 milhões ao Paraná e outros R$ 105 milhões aos municípios paranaenses. Tanto o Estado quanto os municípios tiveram seus planos de ação autorizados pelo governo federal e estão aptos a lançar programas, chamamentos e editais de fomento.
Outros editais e programas serão anunciados nos próximos dois meses pela Secretaria de Estado da Cultura, contemplando outras áreas artístico-culturais, como Qualificação, Paraná Festivais e Profice (fomento direto). Todas as propostas passarão por consulta pública.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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