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Coração Azul: Paraná participa de mobilização contra o tráfico de pessoas

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A Semana Nacional de Mobilização de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas começa nesta segunda-feira (24) com diversas atividades promovidas pelo Governo do Estado, Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgãos do Sistema de Justiça, prefeituras e organizações da sociedade civil (OSCs).

As ações ocorrem até 30 de julho, Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, e fazem parte da Campanha Coração Azul, uma iniciativa da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), que desde 2009 (com adesão do Brasil a partir de 2013), promove a conscientização para prevenção e informação sobre os mecanismos de assistência e proteção disponíveis para as vítimas.

O conceito do uso da cor azul na campanha remete às lágrimas que as vítimas de tráfico de pessoas derramam todos os anos, representando a dor e o sofrimento que enfrentam. O simbolismo do “Coração Azul” traz à tona a importância de olhar para essa realidade com empatia e solidariedade, bem como incentiva a ação conjunta de toda a sociedade na proteção dessas pessoas vulneráveis.

No Paraná, as ações são coordenadas pela secretaria estadual da Justiça e Cidadania (Seju), por meio do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP-PR), e estão concentradas em Curitiba e Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira, cidades consideradas estratégicas para o combate a este crime classificado como hediondo.

“Precisamos reforçar o alerta para a população sobre este crime que, infelizmente, faz muitas vítimas no Brasil. Pode parecer um problema distante, mas está muito mais perto do que se imagina. Não se pode acreditar em propostas miraculosas para trabalhar no Exterior, verifique os antecedentes dessas ‘agências de emprego’ e denuncie qualquer situação suspeita”, alertou secretário da Justiça e Cidadania, Santin Roveda.

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O Paraná é referência no combate ao tráfico de pessoas, servindo de porta de entrada de denúncias, além de realizar capacitações constantes em parceria com órgãos policiais, socioassistenciais e de justiça.

AÇÕES DE CONSCIENTIZAÇÃO – Em Curitiba, haverá distribuição de conteúdos informativos e encenações sobre o tema na Rodoferroviária e no calçadão da Rua XV de Novembro. Já em Foz do Iguaçu, ações semelhantes ocorrerão na Ponte da Amizade e pontos turísticos, como a Itaipu Binacional, Parque Nacional do Iguaçu e no Marco das Três Fronteiras.

“Ao longo de dez anos que realizamos a campanha, por onde andamos, nas ruas, parques e praças, recebemos denúncias e foi possível salvar vidas, oferecendo oportunidade de trabalho digno, restituindo a cidadania, preservando direitos e possibilitando a concretização de sonhos verdadeiros”, destacou Sílvia Xavier, coordenadora de Direitos Humanos e Cidadania da Seju e chefe do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.

As ações visam mostrar ao público os riscos e o sofrimento das vítimas nas diversas modalidades de tráfico de pessoas. Também estão previstas divulgação nas redes sociais e iluminação cênica de monumentos públicos. Confira o cronograma de ações neste LINK .

ILUMINAÇÃO CÊNICA – Por meio de ofício, a Secretaria da Justiça e Cidadania requisitou a iluminação em azul de monumentos, praças e locais públicos de grande visibilidade.

Até o momento, já foram confirmadas a iluminação, pela Prefeitura de Curitiba, do Jardim Botânico; Praça do Japão; Praça 29 de Março e Praça 19 de Dezembro; pela Prefeitura de Foz do Iguaçu: do Hospital Municipal Padre Germano Lauck e Marco das Três Fronteiras; Palácio das Araucárias, o Museu Oscar Niemeyer (Mon), o Tribunal de Justiça (TJ-PR), o Ministério Público do Trabalho no Paraná (MPT-PR) e a Itaipu Binacional, além dos shoppings Jockey Plaza, em Curitiba, e Catuaí Palladium, em Foz do Iguaçu.

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NÚMEROS – Nos últimos três anos, o número de denúncias recebidas pelo NETP-PR quase dobrou. Em 2020, foram acompanhados 137 casos, número que subiu para 185 em 2021, e 260 em 2022.

A maioria dos casos envolve as modalidades exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. Maiores informações, como perfil das vítimas e suas cidades, não são divulgadas para não prejudicar as investigações em andamento e para preservar a vida das vítimas e denunciantes.

TRÁFICO DE PESSOAS – O tráfico de pessoas é um crime silencioso, velado e ainda invisível. Atinge vítimas em diversas modalidades: exploração sexual, remoção de órgãos, adoção ilegal, servidão doméstica, casamento servil, servidão por dívida e trabalho análogo à escravidão. É uma forma moderna de exploração e sacrifício que se apresenta como uma “boa ação”.

O crime é definido pelo Protocolo Adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional Relativo à Prevenção, Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas, mais conhecido como Protocolo de Palermo.

Denúncias podem ser feitas junto ao Núcleo de Combate ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo (NETP-PR), da Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju), por meio do telefone (41) 3210-2778 ou do e-mail [email protected]; pelos canais Disque 100 e Ligue 180, do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, Disque-Denúncia 181 da Polícia Civil do Paraná, ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), e junto à Polícia Federal pelo e-mail [email protected].

Fonte: Governo PR

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MPPR denuncia quatro pessoas investigadas pela morte de um homem que caiu do 14º andar de um apartamento em Londrina quando tentava fugir de agressões

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, denunciou criminalmente quatro pessoas investigadas pela morte de um homem de 27 anos no dia 14 de agosto último. A vítima morreu ao cair do 14º andar de um edifício quando tentava fugir do local após sofrer agressões físicas e psicológicas. A partir do recebimento da ação penal, os acusados responderão pelos crimes de tortura qualificada pelo resultado morte, majorada pelo sequestro (cárcere privado), e fraude processual.

De acordo com as apurações, os quatro denunciados (homens com idades entre 22 e 24 anos na época dos fatos) residiam juntos no apartamento em que os crimes ocorreram, sendo o local frequentemente visitado pela vítima devido ao relacionamento afetivo que mantinha com uma das moradoras.

Violência – As investigações apontam que a vítima foi mantida pelos acusados em cárcere privado, desde o dia 13 de agosto, em um dos dormitórios do apartamento, sendo submetida a diversos tipos de ameaças e violência física e psicológica. O objetivo dos autores seria fazer com que ele informasse sobre uma câmera fotográfica supostamente furtada por ele, avaliada em R$ 12 mil e que estaria sendo vendida pela internet, e devolvesse valores referentes a uma dívida de R$ 800 que ele havia adquirido com um dos agressores.

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Para conter a vítima durante a madrugada, os agressores forçaram-no a ingerir comprimidos de um sedativo. Após ser submetido por mais de quatro horas às agressões, a vítima conseguiu se desvencilhar de amarras que o mantinham preso e, na tentativa de fugir do local, cortou a tela de proteção da janela e buscou acessar a estrutura externa do prédio. Em decorrência do abalo psicológico extremo e dos efeitos da medicação, ele perdeu o equilíbrio e sofreu uma queda fatal do 14º andar.

Fraude – A denúncia sustenta ainda que, após a queda, os quatro homens alteraram a cena do crime na tentativa de simular um suicídio e ocultar as agressões. Eles esconderam objetos utilizados nas sessões de tortura, apagaram fotos em seus celulares que mostravam cenas das violências cometidas e descartaram documentos pessoais da vítima em uma lixeira pública. Além disso, fecharam a janela e posicionaram um colchão na porta de entrada do apartamento na tentativa de dificultar o ingresso das forças de segurança no local.

Com o oferecimento da denúncia, o Ministério Público requer a condenação dos acusados às penas previstas em lei e a fixação de valor mínimo de R$ 40 mil (R$ 10 mil para cada denunciado) a título de reparação por danos morais a ser paga aos familiares e herdeiros da vítima.

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Processo 0053030-76.2026.8.16.0014

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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