Paraná
Programa prevê polos de inovação com coworking gratuito em 10 municípios
O Governo do Estado, através da Secretaria da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI), de polos regionais de inovação em 10 municípios do Paraná. Os Núcleos Regionais de Inovação, Modernização e Transformação Digital (NRIs) têm como objetivo promover o desenvolvimento nos setores público e privado em todas as regiões do Paraná.
Eles serão montados estrategicamente para contemplar todas as regiões do Estado, nas cidades de Paranaguá, Ponta Grossa, Guarapuava, Pato Branco, Cascavel, Foz do Iguaçu, Umuarama, Maringá, Londrina e Jacarezinho.
O projeto também prevê investimento de R$ 1,5 milhão para as cidades envolvidas, por meio da criação de espaços de coworking públicos. Serão implementados, na sede de cada polo regional, locais destinados para trabalho colaborativo, totalmente gratuito para população. Como contrapartida, as prefeituras cedem o local.
Além disso, os NRIs terão a função de prestar apoio técnico às prefeituras no desenvolvimento de projetos de modernização, como explica o secretário da Inovação, Marcelo Rangel. “Cada núcleo será responsável por orientar e acompanhar a execução de medidas que estimulem a cultura da inovação”, disse o secretário. “Esse é mais um passo para ampliação e unificação do desenvolvimento do Paraná, através de municípios que são referências em suas determinadas regiões. Vamos fomentar uma governança compartilhada, que engloba o Estado, prefeituras, instituições de ensino, Sistema S e a população”, acrescenta Rangel.
Cada cidade terá uma sede física específica, através da criação de uma agência de inovação regional. Já os municípios de menor porte já possuem um programa próprio para implantação de agências de inovação através de convênios entre o Estado e as prefeituras.
Atualmente, há 14 processos em andamento para a implantação de novas unidades. As agências já estão mais avançadas com espaços definidos em Carambeí, nos Campos Gerais; e Morretes e Guaratuba, no Litoral.
Além disso, os primeiros trâmites estão em curso com protocolos em andamento para convênios com os municípios de Ortigueira, Tibagi, Pitanga, Rio Azul, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, Manoel Ribas, na região dos Campos Gerais; em Arapongas, no Norte; em Itapejara d’Oeste, no Sudoeste; e em Matelândia, no Oeste.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nova campanha de prevenção e combate a incêndios florestais é iniciada no Paraná
A 6ª Campanha Estadual de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais foi lançada nesta quarta-feira (17), em Curitiba, na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Participam da iniciativa a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre Florestas) e outras 16 instituições públicas e privadas, incluindo a Defesa Civil, Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e o Simepar – Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.
O tema desse ano envolve slogans como “Onde há fumaça, há quem solicita ajuda”, “Onde há fumaça, há animais em fuga” e “Onde há fumaça, há florestas desaparecendo”. Para incentivar a participação da população, além das campanhas de mídia digital, foram criados folders e cartilhas.
A campanha ocorre no período de maior incidência de estiagem, entre os meses de maio e outubro, quando as condições climáticas favorecem a propagação das chamas. O setor produtivo, entidades ambientais e órgãos do setor público se uniram para mobilizar a população com o objetivo de reduzir os riscos de incêndios no Estado, já que cerca de 90% das ocorrências têm origem em ações humanas. Em 2025, houve 17.121 casos, mais da metade (9.156 casos) envolvendo queimada de vegetação.
O trabalho de monitoramento climático e identificação de focos de calor também integra a estratégia da campanha. Para isso, o Simepar realiza monitoramento permanente por meio da plataforma VFogo, sistema que utiliza imagens de satélite, processamento de dados geoespaciais e inteligência artificial para identificar focos de calor em diferentes regiões do Estado. Em situações de risco, os alertas são encaminhados à Defesa Civil do Paraná.
E a educação ambiental é uma das ferramentas da campanha. De acordo com diversas lideranças envolvidas, é preciso investir em informação, sobretudo de crianças e jovens, para evitar os prejuízos dos incêndios florestais. Para isso, foram criadas diversas cartilhas que orientam a população a respeito de medidas preventivas como a manutenção de aceiros nas propriedades, medidas imediatas a serem tomadas na ocorrência de um incêndio, além de boas práticas de prevenção.
Uma delas é a cartilha infantil “Turma dos Guardiões da Floresta”, que busca disseminar a cultura de prevenção entre as crianças de forma lúdica. O material, direcionado a crianças de até 10 anos, foi lançado em 2024 e produzido em uma parceria do CBMPR com a Apre, trazendo explicações e dicas de prevenção em linguagem simples e ilustrações atrativas.
Autora dos textos, a capitã Luisiana Guimarães Cavalca, integrante da Câmara Técnica de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais Corpo de Bombeiros, destaca o impacto positivo dessa iniciativa. “Esse tipo de material, aliado a ações que expliquem ainda mais as consequências dos incêndios, tem resultados muito positivos na prevenção em comunidades rurais. Como 90% dos incêndios são causados por seres humanos, a prevenção é possível. Se mudarmos a conduta desde a infância, conseguimos mudar o futuro”, afirma.
AÇÃO INTEGRADA – Durante a cerimônia, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Altair Dorigo, lembrou que a ação integrada das instituições na campanha, nos últimos seis anos, tem surtido efeito, com a diminuição significativa dos casos de incêndios no Estado.
Os profissionais do IDR-Paraná levam orientações aos produtores rurais e às comunidades com palestras, workshops, distribuição de cartilhas e atividades educativas voltadas à prevenção.
O diretor executivo da Apre Florestas, Ailson Loper, destacou a importância de informar a população. Segundo ele, os incêndios nas áreas de plantios florestais, em sua maioria, começam fora dessas áreas. “A causa mais comum dos incêndios é a ação humana e uma grande parte é criminosa”.
Ele apontou a queima de lixo e a limpeza de terrenos com fogo como as razões mais frequentes dos incêndios. “Isso tem causado transtornos para a produção florestal, produção agrícola, florestas nativas, fauna e para a saúde humana”, ressaltou. Para Loper, com a participação de diversas instituições na campanha é possível chegar nas regiões mais distantes, onde os incêndios podem ocorrer.
O chefe do Departamento de Sustentabilidade do IDR-Paraná, Amauri Ferreira Pinto, destacou no evento que, atualmente, já se usa o termo “incêndio ambiental” em vez de incêndio florestal. “As consequências desses eventos incluem a destruição da fauna, da flora, degradação do solo e prejuízos para a qualidade do ar”.
Os demais participantes da campanha de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais são: Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Associação Paranaense de Engenheiros Florestais (Apef), Associação Paranaense de Medicina de Animais Selvagens, Embrapa Florestas, Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupep), Ibama/Prevfogo, Instituto Água e Terra (IAT), Rede Nacional de Brigadas Voluntárias, Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Secretaria de Estado do Turismo e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Os materiais da campanha estão disponíveis no site www.paranacontraincendioflorestal.com.
Fonte: Governo PR
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