Paraná
Projeto oferece acolhimento e atendimento psicológico a vítimas de violência
Em janeiro deste ano, Joana*, dona de uma lanchonete, em Curitiba, foi vítima de violência e grave ameaça ao ser assaltada dentro do seu estabelecimento comercial. Ela estava no local com a mãe e o filho de um ano, em um dia de pouco movimento, quando foi surpreendida por um homem que, após segurar seu braço e seu pescoço violentamente, exigindo que lhe entregasse o celular, fugiu levando o aparelho. Joana gritou por socorro, e o homem foi detido logo em seguida, mas, até hoje, em consequência desse fato, ela sente muito medo no trabalho todos os dias.
Joana é uma das pessoas atendidas pelo projeto “Dando voz às vítimas”, uma iniciativa do Ministério Público do Paraná criada em outubro de 2022, no âmbito do programa Pró-Vítima, com o objetivo de dar suporte a pessoas que sofreram algum tipo de violência (física, emocional ou material) causada pela prática de crime. O que motivou o desenvolvimento do projeto foi a percepção de que as vítimas têm dificuldade de compreender como funciona o processo criminal e necessitam ser devidamente informadas sobre seus direitos e, principalmente, acolhidas e ouvidas em suas necessidades. A ação é desenvolvida em Curitiba pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal e pela 2ª Promotoria de Justiça de Prevenção e Persecução Criminal, com o apoio da Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional e da Coordenadoria da Política Estadual de Atendimento ao Público do MPPR.
“O projeto busca promover a acolhida da vítima e oferecer um canal de comunicação com as Promotorias, além de possibilitar que os agentes ministeriais envolvidos possam obter dados que os auxiliem a efetivar os direitos dos ofendidos no processo criminal”, explica a promotora de Justiça Fernanda Guarnier Domiciano. “Historicamente, o Sistema de Justiça tratou a vítima apenas como meio de prova, e essa concepção vem mudando, na perspectiva de que a vítima seja tratada como sujeito de direitos que abrangem a prevenção, atenção, assistência e reparação do dano causado pelo crime”, ressalta.
Atendimento às vítimas
Os serviços são oferecidos por demanda, quando a vítima procura o Ministério Público, e por busca ativa, quando a Promotoria entra em contato com a vítima por iniciativa própria, a partir de informações presentes nos processos judiciais. O projeto também acolhe os familiares da pessoa que sofreu o dano ou a violência ou ainda aqueles que sofreram algum prejuízo ao prestar assistência à vítima.
Além do suporte jurídico, o “Dando voz às vítimas” oferece atendimento psicológico gratuito, por meio de um termo de cooperação firmado com o curso de Psicologia da Universidade Tuiuti. Até o momento, das 57 vítimas atendidas pelo projeto, 10 foram encaminhadas para esse acompanhamento, que terá início efetivamente a partir de agosto. Para facilitar o acesso ao serviço, a universidade também irá disponibilizar atendimento on-line.
Joana, a personagem desta matéria, está entre as dez pessoas. Ela destaca a importância da aproximação do Ministério Público por meio do projeto. “[O contato da Promotoria] me deixou mais segura, principalmente nos primeiros dias depois do assalto, que foram muito difíceis”, afirma. “Os estudantes [da Universidade Tuiuti] me ligavam para saber se estava tudo bem comigo, até que me encaminharam para o atendimento psicológico. Estou com a expectativa de que vou conseguir ficar mais tranquila com esse apoio.”
Para Fernanda Domiciano, a vítima devidamente informada se sente mais segura para participar do processo e deixa de ser apenas meio de prova, passando a exercer, realmente, os seus direitos no processo, buscando reparação de danos, eventuais medidas cautelares, e, principalmente, acolhimento, sabendo que será ouvida.
Perfil
De acordo com a promotora de Justiça, na busca ativa são atendidas as vítimas de crimes praticados com violência ou grave ameaça; de injúria racial, racismo e homofobia; de crimes contra a dignidade sexual, com exceção dos delitos atendidos pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas de Estupro (Naves); e também vítimas que demonstrem grande sofrimento psicológico em decorrência do crime. No atendimento por demanda, não há um recorte, ou seja, a vítima é atendida independentemente do tipo de crime e de sua condição. O projeto atende, em sua maioria, vítimas de roubo, importunação sexual e injúria racial.
Pró-Vítima
O Ministério Público do Paraná lançou, em março, o programa Pró-Vítima, com o objetivo de coordenar ações que promovam a proteção integral das vítimas de todas as modalidades de crimes. A iniciativa pretende impulsionar, inicialmente, práticas institucionais de atendimento, acolhimento e reparação de pessoas que sofreram violência ou grave ameaça e, em outra etapa, abranger vítimas diretas e indiretas de demais crimes, incluindo calamidades públicas, desastres naturais ou graves violações de direitos humanos.
MP e as vítimas
O MPPR busca adotar medidas que garantam às vítimas informação, tratamento digno e reparação de danos, por meio de um olhar cada vez mais humanizado direcionado não apenas à vítima, mas também a seus familiares. Isso ocorre por meio de orientações da Administração Superior e de iniciativas desenvolvidas pelas Promotorias de Justiça.
Com o programa, o objetivo é que projetos e ações possam ser compartilhados com toda a instituição, para que, em qualquer parte do estado, a vítima receba o melhor atendimento possível por parte dos integrantes do MPPR.
*Nome fictício para preservar a identidade da entrevistada, indicada pela 5ª Promotoria de Justiça Criminal de Curitiba
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Professores do Paraná são selecionados para intercâmbio em Utah, nos EUA
O Governo do Paraná publicou nesta sexta-feira (17) o resultado da seleção de professores para participarem de um intercâmbio profissional nos Estados Unidos. Os docentes paranaenses irão lecionar em escolas de ensino fundamental e médio dos condados de Tooele e Washington, localizados no Estado de Utah, na região Oeste do país. A viagem está prevista para julho deste ano, antes do início do calendário letivo estadunidense, que começa em agosto e termina em maio.
A iniciativa é resultado de uma parceria firmada em 2014 entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria da Educação de Utah. Neste ano, entre 40 candidatos de 16 municípios, foram selecionados as professoras Isabeli Rodrigues, de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, e Paula Fernanda de Souza do Amaral, de Toledo, no Oeste; e o professor Kesley Cassiano dos Santos, de Curitiba. A seleção dos profissionais foi realizada em quatro etapas, incluindo avaliação de aulas e entrevistas em inglês.
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A coordenadora de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, Helena Salim de Castro, destaca a importância de crescimento profissional para os professores. “O objetivo é viabilizar essa experiência internacional, oferecendo aos professores paranaenses a oportunidade de atuar no sistema educacional norte-americano para conhecer novas metodologias e práticas de ensino, além de ampliar os horizontes dos profissionais ao vivenciar uma imersão cultural capaz de fortalecer a visão sobre a educação”, afirmou.
Com formação em Pedagogia, a professora Isabeli Rodrigues, uma das selecionadas nesta edição do programa, destaca a oportunidade de crescimento e aprendizado para o magistério. “Esse tipo de ação é importante para a carreira dos professores, principalmente para enxergar o futuro, a educação e o ensino sob uma nova perspectiva, sendo uma grande oportunidade de crescimento, de aprendizado, de mudanças e de propósito e poder contribuir como educadora para crianças de outros lugares”, disse a docente.
O valor anual da remuneração dos professores participantes desse programa de intercâmbio varia entre R$ 224,3 mil e R$ R$ 289,1 mil, de acordo com o nível de graduação e a titulação dos profissionais aprovados. Outros benefícios são plano de saúde e odontológico, visto de trabalho para o marido ou a esposa e matrículas em escolas públicas de Utah para os filhos com idade entre cinco e 21 anos.
Fonte: Governo PR
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