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Paraná

Sanepar investe R$ 16 milhões e dobra disponibilidade de água tratada em Mariópolis

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Mariópolis, no Sudoeste do Paraná, está recebendo investimentos de R$ 16 milhões da Sanepar em obras de ampliação do sistema de abastecimento de água e de implantação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto. Os empreendimentos estão em execução e devem ser concluídos no próximo ano.

No sistema de abastecimento, as obras vão dobrar a disponibilidade de água tratada para a população pelos próximos anos. Para isso, haverá um aumento de capacidade de produção do sistema com a instalação de um novo poço. Ele deve somar 40,3 mil litros de água tratada por hora ao sistema.

Além disso, será construída uma nova adutora, com 2,4 mil metros de extensão, serão feitas adequações em outras duas captações subterrâneas e outras melhorias nas estruturas operacionais do sistema. Também será construído um novo reservatório, com capacidade para armazenar 200 mil litros de água tratada.

De acordo com o gerente de Projetos e Obras da Sanepar na Região Sudoeste, Aurio Bonilha Junior, esse empreendimento vai proporcionar a Mariópolis um sistema de abastecimento de água mais moderno e seguro. “São obras que vão beneficiar toda a população urbana do município”, disse.

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As obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário foram retomadas neste ano, com previsão de conclusão em 2024. No total, o sistema terá cerca de 20 mil metros de rede coletora, 1.300 ligações domiciliares e a Estação de Tratamento de Esgoto Mariópolis, com capacidade de tratamento de 20 litros por segundo.

Após a conclusão das obras, a previsão é a de que 65% da população seja atendida pela rede coletora de esgoto. E 100% do esgoto coletado receberá tratamento.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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