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Após derramamento de óleo, reforma de rodovia em União da Vitória está quase pronta

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A Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL) está concluindo a recuperação da PRC-280 em União da Vitória, região Sul, trecho atingindo em março por derramamento de óleo vegetal que era transportado em um caminhão. Os serviços são do programa Proconserva do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR).

Já foram realizadas a fresagem do pavimento e a aplicação de nova camada de Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), seguidas pela sinalização horizontal, que será concluída com a instalação de tachas refletivas. O trecho atendido vai do viaduto no entroncamento com a BR-153 até a Rua Padre Saporiti, em uma extensão de 5,94 quilômetros.

A obra visa restabelecer as condições de segurança e conforto da pista, evitando acidentes e garantindo a vida útil do pavimento no trecho, que havia sido comprometida pelo derramamento.

O Proconserva é um programa intermediário, que atende as rodovias estaduais com serviços de conservação e manutenção do pavimento enquanto está em elaboração um novo programa, iniciativa que contemplará soluções mais modernas, embasadas por uma cuidadosa análise das condições do pavimento da malha estadual.

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Os serviços, neste caso, são realizados por meio do Lote D da Superintendência Regional Leste do DER/PR, que prevê um investimento de R$ 12.731.756,18 para atender 188,23 quilômetros de rodovias estaduais, nos municípios de Bituruna, Cruz Machado, General Carneiro, Paula Freitas, Porto Vitória e União da Vitória.

ÓLEO – O derramamento ocorreu na madrugada de 18 de março deste ano, com o veículo percorrendo um trajeto de aproximadamente 44,8 km entre General Carneiro e União da Vitória, causando danos na BR-153 além da PRC-280.

Equipes do DER/PR atuaram no trecho estadual do incidente com sinalização de emergência e aplicação de cal nos pontos críticos do derramamento para conter o óleo e reforçar a segurança dos usuários.

A transportadora do produto contratou empresa especializada para recolhimento tanto do óleo, acumulado nas canaletas de drenagem da rodovia, quando do material utilizado para conter seu espalhamento.

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Em análises do pavimento da PRC-280 após a limpeza, o DER/PR constatou que o óleo alterou a composição, textura e porosidade da capa asfáltica da rodovia, tornando-a mais quebradiça, suscetível à afundamento por trilho de rodas, e também dificultando a frenagem de veículos, devido à perda da textura do pavimento.

Após verificar estes danos, que se agravariam ainda mais a longo prazo, e atendendo a requerimento do Ministério Público do Paraná, bem como a pedido de lideranças locais, o DER/PR decidiu pela fresagem de todo o pavimento danificado e sua recomposição com nova capa asfáltica e a nova sinalização horizontal.

Ao término da obra será enviado um relatório final com o custo dos serviços para ressarcimento junto ao causador do dano na rodovia.

Fonte: Governo PR

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Modelagem numérica da previsão do tempo do Simepar é tema de publicação internacional

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Um estudo realizado por pesquisadores do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) foi publicado na prestigiada revista internacional Weather and Climate Extremes e no ScienceDirect, uma das maiores bases de dados do mundo para pesquisa científica, operada pela editora Elsevier. Os pesquisadores paranaenses foram os primeiros a avaliar o desempenho de um sistema apontado como o futuro da modelagem atmosférica.

A modelagem numérica é uma técnica computacional que utiliza equações físicas e matemáticas para simular o comportamento da atmosfera e, assim, montar previsões do tempo automáticas. Supercomputadores processam dados coletados por radares, estações meteorológicas, hidrológicas e outros equipamentos e estes dados, como temperatura, vento e pressão, ajudam a compreender as condições climáticas atuais e o comportamento delas dias à frente.

A evolução contínua da modelagem numérica é importante para antecipar eventos climáticos severos e, consequentemente, proteger a sociedade. Um dos modelos mais utilizados atualmente é o WRF (Weather Research and Forecasting), e o modelo apontado como futuro da modelagem atmosférica é o MPAS (Model for Prediction Across Scales), projetado para ser a transição natural e aprimorada do WRF. 

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O MPAS utiliza uma malha global de resolução variável, que permite focar em alta resolução em áreas de interesse (como o Paraná, por exemplo) sem a necessidade de impor condições de contorno laterais, eliminando erros e instabilidades que frequentemente afetam os modelos de área limitada.

Para explorar esse potencial, o estudo realizado pelo bolsista do Simepar José Antonio Mantovani Jr., com a parceria do funcionário Rafael Toshio Inouye e outros parceiros, avaliou diretamente o desempenho do MPAS em comparação com a configuração operacional do WRF.

A pesquisa analisou quatro eventos recentes de tempo severo no Paraná — incluindo tempestades com chuvas extremas e frentes de rajada — e trouxe resultados muito promissores. De maneira geral, o MPAS superou ou igualou o desempenho do WRF operacional, demonstrando maior habilidade na previsão da distribuição espacial e da intensidade das chuvas.

Um dos grandes destaques do estudo foi a constatação de que o uso das condições iniciais do modelo europeu ECMWF-IFS impulsionou significativamente a precisão do MPAS. Em cenários dominados por fortes forçantes de grande escala, as condições iniciais de alta resolução do IFS forneceram detalhes muito mais refinados das estruturas de vento e umidade (como o Jato de Baixos Níveis), resultando em melhores correlações e menores erros de previsão de precipitação observados no estudo.

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“Essa publicação é um marco institucional: ela coloca o Simepar como o primeiro centro regional a testar diretamente o MPAS contra um modelo WRF em ambiente operacional no Sul do Brasil. Isso demonstra o compromisso contínuo do Simepar com a inovação e o aprimoramento tecnológico. A dedicação da equipe neste projeto também abre as portas para a implementação de ferramentas cada vez mais robustas e eficientes na previsão de desastres naturais no Paraná”, destacou do diretor-presidente do Simepar, Paulo de Tarso.

Fonte: Governo PR

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