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Matelândia recebe nesta semana a feira de serviços Paraná em Ação, e Justiça no Bairro

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O município de Matelândia, no Oeste do Estado, recebe entre quinta-feira (25) e sábado (27), a feira de serviços Paraná em Ação e o programa Justiça no Bairro, ofertando à população da região diversos serviços gratuitos como confecção de documentos, inscrição em programas sociais, orientação jurídica, psicológica e socioassistencial, além de exposições e programação voltada às crianças.

A iniciativa do Governo do Estado é coordenada pela Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju) em parceria com o Tribunal de Justiça (TJ-PR), o Sesc Cidadão, e a Prefeitura de Matelândia, além de vários órgãos e secretarias do executivo estadual. O evento será no Parque de Exposições David Menoncin, no bairro Jardim Tropical, e os atendimentos ocorrem das 9h até 17h durantes os três dias.

“O Governo não está medindo esforços para levar cidadania a todos os 399 municípios do Estado. O Paraná em Ação é um programa estratégico para cumprir este objetivo, e conta cada vez mais com parceiros do poder público e privado, ampliando a gama de serviços gratuitos”, destacou o secretário Santin Roveda.

Um dos carros-chefes da ação é a confecção gratuita de documentos como a Carteira de Identidade, CPFs, carteira do programa ID Jovem (que dá acesso a uma série de serviços), CNH Digital, Carteira do Autista, Passe Livre e segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito).

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Além da confecção dos RGs, por meio do Instituto de Identificação do Paraná (IIPR), a Polícia Civil estará presente com o programa PCPR na Comunidade, projeto que promove atendimento humanizado, auxiliando na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações.

Será possível se inscrever em programas estaduais como o Energia Solidária, da Copel; Água Solidária, da Sanepar; e Casa Fácil Paraná, da Cohapar, todos voltados à população de baixa renda. O CEIM (Centro Estadual de Informação para Migrantes, Refugiados e Apátridas), órgão vinculado à Seju, também terá atendimentos no local.

A Secretaria estadual da Fazenda (Sefa) também fará o cadastro no programa Nota Paraná, que possibilita a população a pedir o CPF na nota fiscal para receber de volta parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pago nas compras e concorrer a prêmios mensais.

Também haverá orientação socioassistencial para mulheres vítimas de violência, por meio do Ônibus Lilás, diversos serviços municipais do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), da Agência do Trabalhador, e das Secretarias do município de Agropecuária e de Saúde (com participação de professores e estudantes da Uniguaçu), além de exibições e atividades de lazer para toda a família.

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JUSTIÇA NO BAIRRO – O programa Justiça do Bairro, do TJ-PR junto com o Sesc Cidadão, vai oferecer atendimento para a resolução de conflitos na área da família, orientação e serviços jurídicos. O programa visa proporcionar à população em situação de vulnerabilidade econômica o acesso à justiça de forma célere, efetiva e desburocratizada.

Nesta edição, os serviços do programa estarão concentrados no sábado (27). Entre os serviços ofertados estão o divórcio consensual, pedido de guarda, pensão alimentícia, reconhecimento ou dissolução de união estável, reconhecimento voluntário de paternidade ou maternidade, retificação do registro civil, entre outros.

PARCERIAS – Participam da ação a Copel, Sanepar, Detran, Cohapar, Fomento Paraná, Celepar, Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiros, Polícia Penal, além das Secretarias de Desenvolvimento Social e Família (Sedef), da Mulher e Igualdade Racial (Semi), e da Fazenda (Sefa), Serviço Social do Comércio (Sesc-PR), Ministério Público (MP-PR) e Defensoria Pública (DPE).

Fonte: Governo PR

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Couro de peixe de Pontal do Paraná é a 26ª Indicação Geográfica do Paraná

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O couro de peixe de Pontal do Paraná conquistou o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O reconhecimento foi divulgado nesta terça-feira (12) e reforça a liderança do Paraná no ranking nacional, agora com 26 produtos certificados com selo de IG.

O selo de IG reconhece a tradição e a reputação do município na transformação sustentável de peles de peixes em couro, prática que une reaproveitamento de resíduos da pesca artesanal, geração de renda e valorização da cultura caiçara. Atualmente, 16 produtores atuam diretamente na atividade e cerca de 30 famílias são beneficiadas de forma indireta por meio da cadeia produtiva.

O pedido de registro foi protocolado em outubro de 2025. A mobilização envolveu a Associação Couro de Peixe de Pontal do Paraná (ACPPP), Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Sebrae Paraná, Prefeitura Municipal de Pontal do Paraná, Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), e o Conselho Municipal de Turismo. O trabalho teve origem em 2008, dentro do programa Universidade Sem Fronteiras da Unespar, com coordenação da professora Kátia Kalko Schwarz.

A certificação foi concedida na modalidade Indicação de Procedência, reconhecimento destinado a regiões que se tornam referência na produção de determinado produto. No caso de Pontal do Paraná, o selo está ligado à reputação e à tradição dos produtores caiçaras no aproveitamento de 16 espécies de peixes para a transformação sustentável da matéria-prima em couro com valor agregado e geração de renda.

Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, a conquista da Indicação Geográfica para o couro de peixe de Pontal do Paraná representa a integração entre saber tradicional e inovação científica. “Ao mesmo tempo em que esse projeto valoriza a cultura caiçara e a identidade das nossas comunidades litorâneas, coloca a ciência, por meio da atuação da Unespar, como ferramenta central para o desenvolvimento sustentável e tecnológico. A participação da Seti nessa mobilização reafirma o nosso compromisso de transformar saberes populares em ativos de inovação com reconhecimento nacional”, afirma.

Já o diretor-presidente do Instituto de desenvolvimento Rural do Paraná (IDR) destacou que a conquista da IG para o couro de peixe de Pontal do Paraná é mais uma conquista que valoriza a produção paranaense. “É mais uma conquista do nosso povo e a garantia de que teremos um produto ainda mais valorizado no mercado. Parabéns à população de Pontal e ao Sebrae por essa parceria histórica que viabilizou esse marco”, disse.

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TRAJETÓRIA – A busca pela Indicação Geográfica começou em 2023, com a estruturação da associação, capacitações para qualificação da cadeia produtiva e elaboração do caderno de especificações técnicas. O documento reúne todas as etapas necessárias para a produção do couro, desde a aquisição e limpeza das peles até secagem, tingimento, amaciamento e comercialização.

A expectativa da associação é alcançar neste ano o curtimento de 600 quilos de peças, que é o processo químico e artesanal que transforma a pele bruta do peixe em couro. Com a certificação, a visibilidade deve fortalecer a geração de renda do produto e incentivar a entrada de novos integrantes na atividade artesanal.

SEM CHEIRO E MAIS RESISTENTE – O processo produtivo utiliza peles de espécies de água doce e salgada, como linguado-abaxial, robalo flecha, robalo peva, parú, corvina, pescada amarela, miraguaia, tainha, prejereba, peixe-porco, cavala, salmão e tilápia. As várias opções resultam em diferentes texturas de couro.

Para transformar a pele em couro, estudos de quase duas décadas foram feitos em laboratório da Unespar. Graças à academia, o produto não utiliza o cromo, que é um substância tóxica muito comum em produtos de curtimento de pele bovina.

Após a compra da pele do peixe, os produtores realizam a limpeza manual para retirar resíduos de carne e gordura. Em seguida, o material passa pelo processo de curtimento, que estabiliza as proteínas e transforma a pele em um couro sem odor e adequado para diferentes aplicações por conta da elasticidade.

Outro diferencial é a resistência do couro do peixe, que é até três vezes maior que o bovino, como comprovado em pesquisa feita pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e na Universidade de São Paulo (USP). Isso acontece por causa da disposição das fibras de colágeno na pele do peixe. Elas formam uma estrutura entrelaçada, quase em “X”, que distribui melhor a força e reduz rasgos. No couro bovino, as fibras costumam ser mais paralelas.

Após os processos químicos de curtimento do couro, ocorre a pintura, que pode ser feita com urucum, para tons avermelhados; ou cúrcuma, em amarelo. Por fim, a última etapa é a hidratação e secagem que é feita na sombra. Todo o processo dura dois dias e meio, enquanto o do couro bovino leva em torno de uma a duas semanas.

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Os produtos confeccionados incluem bolsas, colares, chaveiros, cadernetas e peças de artesanato. O couro de peixe de Pontal do Paraná já alcança mercados internacionais, com comercialização para países como Alemanha, França e Portugal.

LÍDER NACIONAL – Em uma estratégia voltada à valorização de produtos regionais e ao fortalecimento da economia local, o Paraná ampliou a articulação para o reconhecimento de produtos com selo de Indicação Geográfica. Hoje, o Estado soma 26 IGs reconhecidas e ocupa, de forma isolada, a liderança nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 21 registros, e São Paulo e Rio Grande do Sul, ambos com 13 indicações cada.

Somente em 2026, o Paraná conquistou quatro novos registros. Além do couro de peixe de peixe de Pontal do Paraná, o ginseng de Querência do Norte, o café da Serra de Apucarana e as tortas de Carambeí.

Em 2025, o Estado obteve oito novas Indicações Geográficas, entre elas as ostras do Cabaraquara, ponkan de Cerro Azul, broas de centeio de Curitiba, cracóvia de Prudentópolis, carne de onça de Curitiba, café de Mandaguari, urucum de Paranacity e queijo colonial do Sudoeste do Paraná.

Também possuem selo de IG no Paraná o mel de Ortigueira, queijos coloniais de Witmarsum, cachaça e aguardente de Morretes, melado de Capanema, vinhos de Bituruna, mel do Oeste do Paraná, barreado do Litoral do Paraná, bala de banana de Antonina, erva-mate de São Mateus, camomila de Mandirituba, uvas finas de Marialva, cafés especiais do Norte Pioneiro, morango do Norte Pioneiro e goiaba de Carlópolis.

Há ainda o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, IG concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e Rio Grande do Sul.

Outros cinco produtos paranaenses têm pedidos em análise no INPI, entre eles acerola de Pérola, pão no bafo de Palmeira, cervejas artesanais de Guarapuava, mel de Capanema e cambira, prato típico de Pontal do Paraná.

Saiba mais sobre os produtos paranaenses que conquistaram Indicação Geografica em uma série de reportagens produzida pela Agência Estadual de Notícias.

Fonte: Governo PR

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