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Inspirado no Hub de Beato, Paraná quer consolidar novos centros de inovação empresarial

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A comitiva do Governo do Paraná liderada pelo governador Ratinho Junior visitou nesta segunda-feira (15) o Hub Creativo do Beato (HCB). Localizado em uma antiga área industrial desativada no centro histórico de Lisboa, o espaço serve como centro de convivência para startups e grandes empresas de tecnologia de Portugal e de outros países, além de contar com uma área residencial para empreendedores, freelancers e outros profissionais que trabalham com criatividade e inovação.

Segundo o governador, a visita ao HCB ajuda a compreender de perto uma experiência exitosa da capital portuguesa com a criação de um grande centro para a inovação tecnológica. A ideia é iniciar estudos para a implantação de um primeiro espaço destes em Curitiba, tendo em vista a vocação da capital paranaense para a inovação e tecnologia, com o Vale do Pinhão.

“Este centro que está sendo construído aqui em Lisboa é sem dúvida alguma um incentivo para que a gente possa consolidar um novo modelo de inovação no Paraná em espaços degradados e que ainda podem servir como ambientes para implementação de novas tecnologias e startups de inovação que ajudem o Estado a avançar e se desenvolver social e economicamente”, afirmou Ratinho Junior.

O governador ressaltou que investir em inovação é uma prioridade do Governo do Estado, que criou em 2019 a Superintendência de Inovação, Modernização e Transformação Digital, transformada em Secretaria de Estado no início de 2023 para fortalecer as iniciativas deste segmento em todo o Paraná. O secretário da pasta, Marcelo Rangel, acompanhou a visita.

Além disso, o poder executivo estadual regulamentou neste ano a Lei de Inovação do Paraná, que aproxima as universidades estaduais da iniciativa privada, e o Fundo de Inovação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (FIME/PR), que oferece financiamentos com juro zero para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.

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TRANSFORMAÇÃO – Antes de ser fechado em definitivo, há mais de uma década, o espaço onde o HCB começou a ser instalado, em 2016, era sede de fábricas de farinhas, massas, pães, bolachas e outros alimentos. As obras de revitalização do local, que possui cerca de 50 mil metros quadrados, permitirão a criação de aproximadamente 3 mil novos postos de trabalho após a conclusão definitiva.

O conceito aplicado ao HCB difere de outros modelos existentes no mundo por não focar apenas em ambientes corporativos, mas agregar também equipamentos e oferta de serviços ligados ao lazer e à cultura. Não se trata, portanto, apenas de escritórios, mas de fomentar a criação de uma comunidade com espaços criativos, agregando moradias, espaços de convivência e parques.

As estruturas são abertas a toda a cidade, especialmente aos trabalhadores das empresas instaladas no local, fortalecendo-o como um polo de atração e retenção de novos talentos.

Dentro do HCB, uma das iniciativas que chamou a atenção da equipe do Paraná foi a Unicorn Factory Lisboa, incubadora de empresas criada em 2022 para facilitar o acesso de startups (empresas emergentes) e scale-ups (empresas com rápido crescimento) a investimentos, mentores, parceiros estratégicos e potenciais clientes.

Além da própria Factory, que é uma das maiores incubadoras europeias; o HCB já conta com a presença do Super Bock Group, com um espaço de promoção das indústrias criativas e a cervejaria artesanal Browers Beato; a Delta Cafés; e a Startup Lisboa, entidade gestora do espaço e a responsável pela curadoria e programação das atividades.

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O modelo de desenvolvimento e sustentabilidade econômica do HCB, desenhado pela Startup Lisboa, prevê que as obras de recuperação dos edifícios seja feita pelas próprias empresas selecionadas para utilizarem o espaço, que tem isenção de pagamento até recuperarem o dinheiro investido. O objetivo é reduzir a necessidade de investimentos públicos, ganhar agilidade na execução do projeto e ter uma adequação melhor dos espaços às necessidades dos futuros utilizadores.

Outra preocupação no projeto do Hub Creativo do Beato é o alinhado com as práticas de sustentabilidade ambiental e de preservação da identidade histórica e cultural do local. A ideia é que o HCB esteja integrado ao restante da malha urbana, estimulando a interação da comunidade com os espaços.

VISITA À CÂMARA MUNICIPAL – Durante a agenda desta segunda-feira (15), o governador Ratinho Junior também se reuniu com o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, na sede do órgão, que equivale à prefeitura da cidade. Durante o encontro, o gestor português também defendeu a importância do poder público trabalhar como um fomentador da inovação.

“Nós definimos a cidade de Lisboa como a capital da inovação na Europa e por isso criamos a ideia da Fábrica de Unicórnios. Em apenas um ano de funcionamento, conseguimos atrair empresas unicórnios de todo o mundo e que compreendem que a inovação não é apenas uma ideia, mas deve ser tratada como um processo”, declarou Moedas ao lado do governador.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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