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Sustentabilidade: Paraná organiza encontro inédito sobre preservação ambiental e turismo

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Agentes do Turismo e do Meio Ambiente do Brasil inteiro têm uma agenda em comum no Oeste do Paraná. O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), organiza a primeira edição do Encontro Nacional de Uso Público, Turismo e Meio Ambiente, Mercado Atual, Desafios e Oportunidades.

O evento é inédito no País e acontecerá paralelamente ao Festival das Cataratas, em Foz do Iguaçu, entre os dias 31 de maio e 02 de junho. A iniciativa conta com a parceria do Instituto Ciência e Tecnologia para Biodiversidade (ICTBIO), ONG que tem como objetivo contribuir para a difusão do Uso Público das Unidades de Conservação (UCs).

Para participar do evento é necessário garantir a inscrição no Festival das Cataratas, por meio do link: www.festivaldascataratas.com.

Rafael Andreguetto, diretor de Patrimônio Natural do IAT, explica que a proposta vai além de promover a discussão da pauta em âmbito nacional. A intenção, destacou ele, é debater, criar e divulgar estratégias assertivas que envolvam preservação ambiental e turismo, em alinhamento com o Marco Global da Biodiversidade – o documento quer evitar a extinção de até 1 milhão de espécies da fauna e da flora do mundo até 2030 com a proteção de 30% do planeta e a restauração de 30% das áreas marinhas e terrestres degradadas.

“A idealização do encontro surgiu diante do aumento da procura pelas Unidades de Conservação como opção de lazer, pesquisa científica e prática de esportes. Mas isso tudo pode e precisa acontecer em conformidade com a conservação e preservação ambiental”, afirmou.

Ele citou o Programa Parques Paraná, que busca promover as 29 unidades de conservação abertas à visitação do público, como um exemplo de gestão de turismo responsável e sustentável. Esse case de referência nacional será debatido durante o evento.

“O Parques Paraná fomenta o desenvolvimento e atividade turística paralelamente à visitação das Unidades de Conservação. Também opera melhorias, promovendo a qualificação da visitação com educação ambiental, impulsionando e utilizando o turismo como instrumento para conservação. Esse modelo funciona e queremos que essa prática se expanda para todo o Brasil”, ressaltou Andreguetto.

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Ações que fazem do Paraná referência no País em sustentabilidade. O Estado conquistou em 2022, pela segunda vez consecutiva, o título de mais sustentável do Brasil, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados. Além disso, recebeu dois outros importantes prêmios por projetos desenvolvidos em prol do cuidado com a biodiversidade: o Prêmio Braztoa Sustentabilidade 2022 e o Prêmio A3P.

“Todos ganham: o meio ambiente, com ações efetivas para manutenção, preservação e conservação da biodiversidade; os municípios e o setor turístico com o estímulo à visitação de Unidades de Conversação; e a sociedade que terá cada vez mais Parques Estaduais para visitar e com isso compreender práticas ecológicas e sustentáveis mais que necessárias”, afirmou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

“Queremos utilizar ao máximo o potencial de nosso turismo sustentável. Temos mais de 70 Unidades de Conservação, totalizando uma área de 1.250.235,77 hectares de áreas conservadas. É isso que queremos mostrar ao mundo e por isso é tão importante debater as formas de utilização responsável dessas áreas, bem como sua gestão”, acrescentou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Valdemar Bernardo Jorge.

PROGRAMAÇÃO – Estarão em debate em Foz do Iguaçu durante o encontro nacional os seguintes temas: “O perfil do consumidor do Turismo em Áreas Naturais e os desafios para roteirização”, “A integração das Populações Tradicionais, Bioeconomia e Uso Público”, “A importância da Qualificação e da Segurança do Visitante no Uso Público”, “Os novos e velhos desafios do Uso Público”, “Delegações de Uso e Parcerias – O que existe no Brasil”, e “O futuro do Uso Público no Brasil, o que esperar?”.

A programação será finalizada com uma visita técnica ao Parque Nacional do Iguaçu, ponto das Cataratas do Iguaçu, um espaço administrado pela iniciativa privada.

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“O setor turístico é o nosso maior aliado e pode nos auxiliar neste processo de gestão, manutenção e valorização dos espaços naturais. O atual modelo de gestão das UCs é deficitário, uma vez que depende diretamente do tempo e do interesse do Poder Público”, disse o vice-presidente do ICTBIO, Sergio Morato.

Já confirmaram presença no evento as seguintes entidades e empresas: Secretaria de Turismo do Paraná (Setu), Viajar Verde, Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (BRAZTOA), Limber Software, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), Secretaria do Meio Ambiente do Acre, Sebrae-PR e Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA).

FESTIVAL DAS CATARATAS – Já a programação do Festival das Cataratas contempla ações de educação ambiental relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Em comunhão à ideia do evento, materiais gráficos e folheteria serão produzidos com materiais reciclados e os cordões dos crachás serão produzidos com plásticos reciclável de garrafas pet.

“O encontro promovido pelo IAT está alinhado às tendências do Turismo. Não há espaço mais para dissociar a questão ambiental da questão turística, os dois trabalham lado a lado. A decisão de reunir operadores e responsáveis pelo Turismo no Brasil é assertiva e necessária”, afirmou Paulo Angeli, idealizador e coordenador do Festival das Cataratas.

Serviço:

Encontro Nacional de Uso Público, Turismo e Meio Ambiente Mercado Atual, Desafios e Oportunidades

Data: 31 de maio a 02 de junho

Local: Festival das Cataratas – Foz do Iguaçu (PR)

Entrada: os preços variam de R$ 300 a R$ 400

Para participar do evento é necessário garantir a inscrição no Festival das Cataratas, por meio do link: www.festivaldascataratas.com

Fonte: Governo PR

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Nova atualização do Monitor de Secas aponta para continuidade da estiagem no Paraná

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As regiões Oeste e Noroeste do Paraná estão em situação de seca fraca, de acordo com o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas, divulgado nesta quinta-feira (16). O estudo é realizado em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná. Agora todas as regiões paranaenses registram algum tipo de seca no mapa referente a março.

Nas cidades de divisa com São Paulo, de Sengés à Jacarezinho, houve um recuo da seca grave para moderada. Além destas cidades, a seca moderada também atinge o Vale do Ribeira, as cidades mais ao norte do Litoral, do Sul até a cidade de Pinhão e parte mais ao sul do Sudoeste paranaense. Nas outras regiões, há registro de seca fraca. 

No norte da Região Metropolitana de Curitiba, nos Campos Gerais e no Norte Pioneiro, a seca já está estabelecida há mais de um ano. Os impactos são de curto e longo prazo no Norte do Paraná, ou seja, podem prejudicar a agricultura e o abastecimento de água; e de curto prazo nas demais áreas, ou seja, prejudicando apenas a agricultura.

CHUVAS RECENTES – A irregularidade das chuvas nos últimos meses foi o principal fator para o avanço da seca, que já era observada no Centro-Leste e Centro-Norte do Paraná, para a faixa oeste. Janeiro, fevereiro e março são os meses com maior volume de chuva no Estado, porém o verão registrou chuvas com má distribuição. 

A situação ficou mais crítica em março. Entre as 47 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, apenas oito atingiram o volume histórico de chuva para o mês de março de 2026. Algumas delas registraram menos de 25 mm de chuva durante o mês inteiro, como é o caso de Cascavel, Curitiba, Irati, Loanda, Pato Branco e Santo Antônio da Platina. 

“Essa precipitação abaixo da média histórica foi influenciada pela atuação de massas de ar seco que predominaram ao longo do mês. A ausência de movimento de umidade da região amazônica para o estado do Paraná também justifica a ocorrência de vários dias consecutivos com pouca ou nenhuma chuva, principalmente nos municípios das regiões Oeste e Sudoeste”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

O déficit de precipitação no Oeste, Noroeste e Sudoeste favoreceu para que a seca fraca se estabelecesse. “A seca fraca está relacionada à ausência de precipitação e alguns indicadores, como o crescimento baixo de algumas culturas, afetando a agricultura. Além disso, no Sudoeste especificamente, a seca se agravou um pouco mais, evoluindo de fraca intensidade para moderada. Ou seja, também há impactos em alguns riachos, rios da região. Isso pode ocasionar desabastecimento, ou alguma cultura poderá ser mais atingida que outras”, diz Kneib.

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As informações da plataforma de inteligência agroclimática do Simepar, o Simeagro, apontam que os eventos pontuais de precipitação identificados nas imagens de chuva espacializada foram insuficientes para recompor o déficit hídrico acumulado. Esse comportamento se reflete em anomalias negativas moderadas no índice de vegetação, indicando redução do vigor das culturas, especialmente em áreas de soja em final de ciclo e milho segunda safra em fase inicial de desenvolvimento. 

Já na região Noroeste, segundo o Simeagro, o cenário é mais crítico, com maior persistência de falta de chuva ao longo do mês de março e aumento expressivo do risco de incêndio, evidenciando condições de estresse hídrico mais severo. Nesse contexto, os impactos sobre as lavouras tendem a ser mais acentuados, com comprometimento do desenvolvimento vegetativo, maior risco de falhas no estabelecimento do milho safrinha e redução do potencial produtivo. 

EM ABRIL – A tendência é de que a situação de seca continue ao longo do mês de abril. Neste mês, historicamente, as chuvas são mais volumosas em poucos episódios: são muitos dias sem chuva, e quando chove, os acumulados são mais altos. A previsão climática do Simepar indica que o Litoral terá volumes acumulados de chuva dentro ou muito próximo da média histórica para abril, e o resto do Estado registrará acumulados abaixo da média – principalmente a Região Metropolitana de Curitiba e os Campos Gerais, onde já choveu pouco em março. 

A Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cedec) acompanha o avanço da estiagem e auxilia as prefeituras de acordo com a demanda. Atualmente estão vigentes 20 decretos de situação de emergência homologados pelo Estado nos municípios de Boa Vista da Aparecida, Nova Tebas, Planalto, Realeza, Capitão Leônidas Marques, Coronel Domingos Soares, Espigão Alto do Iguaçu, Laranjal, Prudentópolis, Quedas do Iguaçu, Missal, Santa Helena, Iretama, Salto do Lontra, Roncador, Nova Prata do Iguaçu, Capanema, Santa Mariana, Borrazópolis e Antonina. 

Nestes casos, o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap) pode direcionar recursos para ações de prevenção e recuperação, como detalha o coronel Fernando Schunig, coordenador estadual da Defesa Civil. “Ao todo destinamos já R$ 324 mil para as prefeituras de Nova Prata do Iguaçu, Roncador e Antonina que solicitaram ajuda à Cedec. O dinheiro está sendo investido na compra de caixas d’água e combustível usado nos veículos pesados para obras de emergência para a captação de água”, completa. 

Em 2025 e 2026 foram doados 57 reservatórios flexíveis, com capacidade de 6 mil litros de água, para 35 municípios. Os equipamentos permanecem instalados nos locais com maior demanda e podem ser reabastecidos. Este ano foram enviadas ainda 1.440 cestas básicas para os municípios de Antonina, Quedas do Iguaçu, Boa Vista da Aparecida, Roncador, Iretama e Espigão Alto do Iguaçu.

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O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explica que a Companhia mantém um sistema de monitoramento constante do volume dos mananciais e acompanha a evolução do quadro de estiagem em todas as regiões do Paraná.

“Graças ao sistema Infohidro, ferramenta desenvolvida em parceria com o Simepar e o IAT, podemos realizar a gestão de riscos e estamos trabalhando ininterruptamente para garantir a regularidade do abastecimento. No entanto, água é um bem finito e sua disponibilidade depende de um esforço coletivo. Por isso, a Sanepar reforça a necessidade do uso consciente e racional da água, evitando o desperdício”, recomenda Bley.

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

No Brasil, no mapa divulgado nesta quinta-feira (16), a seca grave, assim como no Paraná, recuou para moderada em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A área de seca extrema também reduziu, ficando restrita agora a cidades do Ceará e do Rio Grande do Norte. No país, a única região que ainda tem registro de seca grave é o Nordeste.

A seca moderada atinge, além do Paraná, maior parte de São Paulo; cidades ao sul e noroeste de Minas Gerais; uma pequena área a noroeste do Mato Grosso do Sul; cidades ao sul e nordeste de Goiás; a maior parte da região Nordeste, com exceção do Maranhão; e algumas cidades ao leste do Piauí, no Norte. 

A seca fraca aparece em quase toda a região Sul, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí e Amazonas, e em pequenas áreas do Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Amapá e Pará. Os únicos estados brasileiros sem qualquer registro de seca neste mapa do Monitor de Secas são o Acre e o Espírito Santo. 

O Monitor de Secas explica que, apesar dos episódios de chuva intensa registrados em Minas Gerais nos últimos meses, a condição de seca infelizmente permanece. “Esse aparente contraste se explica pela má distribuição das chuvas no tempo e no espaço, muitas vezes concentradas em poucos dias e em áreas isoladas, o que limita a recuperação das reservas hídricas. Assim, eventos de cheias podem coexistir com escassez hídrica, em razão do déficit acumulado e do início desfavorável da estação chuvosa 2025/2026”, detalha o estudo.

Fonte: Governo PR

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