Paraná
Duplicação do Contorno Oeste de Cascavel recebe os últimos ajustes
A duplicação do Contorno Oeste de Cascavel, na BR-163, região Oeste do Paraná, chegou a 86% de conclusão. A obra é executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e tem 19,07 quilômetros de extensão, somando o segmento principal com o novo acesso à Avenida Brasil. É fruto de uma parceria entre o Governo do Paraná, governo federal e Itaipu Binacional. O investimento é de R$ 67,99 milhões, custeado pela hidrelétrica.
Os serviços estão próximos da conclusão, com terraplanagem já finalizada. Por causa das chuvas, houve um pequeno atraso para entrega, já ajustada através de aditivo de prazo e sem alteração de custos. A pavimentação está praticamente concluída em todo o trecho, sendo executados agora o micronivelamento de pavimento rígido, instalação de bueiros e sarjetas para drenagem.
Nas obras de arte especiais, o viaduto do entroncamento com a BR-277, feito em concreto armado, tem 99,18% de execução; e a ponte sobre o Rio das Antas, próximo ao entroncamento com a BR-467, está em 96,84%. Restam somente a implantação das lajes de transição e serviços complementares.
Tanto o trecho duplicado da rodovia federal quanto o novo acesso estão recebendo últimos detalhes, como serviços de paisagismo, hidrossemeadura, pintura de sinalização, instalação de placas e defensas metálicas, calçadas, iluminação e barreira de concreto.
A obra tem início a cerca de 500 metros do viaduto no entroncamento com a BR-277 e segue até o viaduto de entroncamento com a BR-467. A nova pista da BR-163 tem extensão de 14,28 quilômetros em pavimento rígido de concreto, sendo separada da pista já existente por um canteiro central de 10 metros. A rodovia passa a ter duas pistas de 3,6 metros cada, além de acostamento externo de 2,5 metros e acostamento interno de 1 metro.
O acesso para o município foi pavimentado (estrada Charrapal) até a Avenida Brasil, em uma extensão de 4,79 quilômetros. Neste novo acesso, existe uma ligação em “Y” entre a Avenida Brasil e a Avenida Tito Muffato, duas das principais vias de Cascavel, com opção de deslocamento tanto para o Centro da cidade quanto para o sentido Santo Inácio e sentido Santa Cruz, bairros que concentram o polo universitário da região.
Fonte: Governo PR
Paraná
Combate às arboviroses no Paraná conta com monitoramento por sistema inteligente e de baixo custo
O combate às arboviroses no Paraná ganhou um aliado tecnológico e estratégico que tem apresentado resultados práticos na saúde pública. Diferente das ações tradicionais de limpeza e monitoramento, a ovitrampa funciona como uma armadilha inteligente e de baixo custo. O sistema é formado por um vaso plástico preto preenchido com água, onde é inserida uma palheta de madeira áspera. Esse ambiente simula o local ideal para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. Atraída pela água, a fêmea deposita seus ovos na palheta de madeira.
As armadilhas são instaladas em residências e comércios, distribuídas de forma homogênea, respeitando a distância de 300 a 400 metros entre elas. Após um período de cinco a sete dias, a equipe técnica municipal recolhe o material para análise.
“Desde 2019, a Sesa capacita as equipes de combate a endemias para utilizar e fazer o trabalho com as ovitrampas e, desta forma, fomos o primeiro Estado a estar 100% capacitado para o método que tem apresentado resultados bastante significativos”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
“A ovitrampa não elimina o mosquito diretamente. Na prática, ela funciona como um sensor que possibilita o cálculo de índices mais precisos quanto à presença e quantidade do mosquito naquela região”, explicou o secretário.
Na análise das palhetas, que é feita em laboratório, é possível calcular a positividade, ou seja, a indicação da presença do mosquito, a densidade de ovos, que mede a quantidade de fêmeas depositando ovos na região e ainda determina a média geral de infestação do território. Com essas informações, é possível direcionar, com maior precisão, as ações práticas de controle vetorial.
MUDANÇA – O sistema de ovitrampas substitui o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) como principal metodologia de monitoramento do Aedes aegypti.
A diferença do LIRAa e das ovitrampas é que o LIRAa era realizado no máximo em ciclos de monitoramento bimestrais e a abrangência ocorria por amostragem de sorteio, o que levava a resultados momentâneos. Já a frequência das ovitrampas é quinzenal e abrange 100% do território urbano, gerando dados constantes.
Porém, o LIRAa permanece, com aplicação uma vez ao ano (entre outubro e novembro), como atividade complementar para identificar os tipos de criadouros predominantes no município, uma vez que esta metodologia busca encontrar de larvas do vetor nos depósitos presentes no ambiente.
CONTROLE – O monitoramento e controle dos mosquitos do gênero Aedes (A. aegypti e A. albopictus) previnem a circulação dos vírus que causam dengue, chikungunya, zika e até febre amarela urbana. Por isso, o monitoramento sistemático com as ovitrampas permite ao município determinar quais são as áreas de maior risco vetorial e assim priorizar as ações de controle do mosquito, que é a principal forma de prevenção das arboviroses.
Esta conduta inclui, no ambiente privado (residências, comércios, edifícios públicos, entre outros), a eliminação dos criadouros e, no domínio público, a oferta de coleta de lixo, saneamento e abastecimento regular de água. Monitoramento e controle do vetor, dentre outras ações, quando bem implementadas e executadas, permitem reduzir o número de casos de arboviroses.
Fonte: Governo PR
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