Paraná
Campanha estadual criada por mulheres estimula denúncias de violência no Paraná
A violência contra a mulher ainda é um assunto delicado, em que muitas se recusam a relatar o ocorrido ou têm dificuldades em perceber que são vítimas. Para mudar este cenário e garantir a proteção efetiva das mulheres, o Governo do Estado lançou nessa terça-feira (21) uma nova campanha educativa criada totalmente por mulheres que estimula o registro das denúncias pelas vítimas e testemunhas. Ela foi apresentada em primeira mão no evento II Encontro das Primeiras-Damas do Paraná — A Força da Mulher Paranaense.
As peças sobre o tema serão veiculados ao longo desta semana em rádio e televisão e em publicações nas redes sociais até o fim de abril. A partir de cenas dramatizadas que infelizmente são um retrato da realidade comum em muitos lares, o material aborda o ciclo vicioso de violência vivido pela maioria das vítimas.
Nas situações mostradas, o agressor, que acha que é uma espécie de controlador da vida da mulher, usa xingamentos, gritos e agressões em situações comuns. Na sequência, demostra arrependimento, momento em que o ciclo se reinicia. Na maioria dos casos, os crimes são cometidos pelos próprios companheiros ou ex-companheiros, mas também podem partir de filhos, pais, parentes próximos, cuidadores e até mesmo vizinhos. Acontece em casa, no trabalho, na vida social e na rua.
A pedido da Secretaria de Estado da Comunicação, a veiculação será intensificada nos finais de semana, que, segundo sondagem da agência que confeccionou as peças, concentram o maior número de buscas sobre denúncia.
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 4.600 casos de violência doméstica contra a mulher são registrados por mês no Paraná. Em todo o Estado, mais de 30 mil mulheres receberam medidas protetivas de urgência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) em 2022.
Estimativas apontam que, nos casos mais graves de agressão, 45% das vítimas acabam não tomando qualquer atitude. Entre as que procuram ajuda, 22% recorrem aos familiares, 13% aos amigos, 12% realizam denúncias na delegacia da mulher e 7% em delegacias comuns. Por fim, 7% acionaram a Polícia Militar pelo telefone 190 e apenas 2% ligaram para a Central de Atendimento à Mulher no número 180.
Uma mais detalhada elaborada pelo Estado sobre o assunto também explica os diferentes tipos de agressão. Além da física uma das mais comuns e fácil de detectar, as mulheres podem sofrer violência psicológica, quando há dano emocional por meio de ameaças, humilhações, chantagem e constrangimento; sexual, com relações forçadas por meio de ameaça ou força; patrimoniais, quando o criminoso retém, furta ou destrói bens de uso pessoal da vítima; ou morais, como falsas acusações ou o vazamento de fotos íntimas, podendo ocorrer inclusive pela internet.
Mesmo em situações em que as agressões não são testemunhadas, alguns sinais podem ajudar a identificar potenciais vítimas. Entre eles, estão hematomas, queimaduras, contusões e fraturas, relatos frequentes de acidentes ou de dores, isolamento da mulher, mudanças frequentes de emprego ou de endereço, além de distúrbios como depressão, transtornos alimentares e uso de álcool e drogas.
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COMO AGIR – As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelas vítimas ou testemunhas pelo telefone 181. Caso um crime tenha acontecido ou esteja prestes a acontecer, o recomendado é acionar a Polícia Militar pelo número 190. A vítima pode registrar um boletim de ocorrência na delegacia da Polícia Civil ou, em caso não possa à delegacia, o registro pode ser feito online pelo site policiacivil.pr.gov.br/BO.
Entre as medidas que podem ser aplicadas contra o agressor, estão o afastamento do lar, com proibição de chegar perto ou manter contato com a vítima, familiares e testemunhas, a restrição ou suspensão de visitas aos filhos e a suspensão do porte de armas. Em casos de necessidade, pode ser determinada até mesmo a prisão preventiva do agressor.
Confira os contatos úteis em caso de denúncia:
Central de Atendimento à Mulher – 180
Centro de Referência de Atendimento da Mulher – CRAM – (41) 3338-1832
Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher – (41) 3010-7034
Disque Denúncia – 181
Disque Direitos Humanos – 100
Polícia Militar – 190
Polícia Civil – 197
Confira o vídeo:
Fonte: Governo do Paraná
Paraná
Com apoio do Anjo Inovador, startup paranaense desenvolve cinta massageadora para suinocultura
A Pigma Desenvolvimentos, startup paranaense sediada em Toledo, desenvolveu uma solução inédita: uma cinta massageadora para matrizes suínas que auxilia no trabalho de parto. A solução teve apoio do programa de subvenção econômica para startups do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), o Paraná Anjo Inovador.
O projeto PigSave aplica estímulos físicos que favorecem a liberação natural de ocitocina, ajudando A diminuir os índices de natimortalidade em suínos. Além disso, o equipamento contribui para minimizar o estresse e as dores do animal e aumentar a produção de colostro e melhora a massagem que normalmente é realizada de forma manual.
Para o CEO Marcelo Augusto Hickmann, o aporte do programa foi fundamental para essa fase de desenvolvimento. “O suporte do Paraná Anjo Inovador foi fundamental nesse processo, ao viabilizar a realização de pesquisa aplicada em parceria com instituições, além de permitir a contratação de serviços especializados e a aquisição de componentes eletrônicos e matérias-primas essenciais para o refinamento da solução tecnológica”, afirmou.
O desenvolvimento do produto iniciou antes do aporte financeiro do Anjo Inovador 2, mas foi após a participação no programa que o projeto ganhou tração.
Ainda segundo Marcelo, a motivação do projeto esteve centrada na reestruturação do projeto.“Visamos no reprojeto da solução, aliado a um embasamento sólido em pesquisa, com foco na consolidação e no aprimoramento do produto. Nosso objetivo é ampliar o bem-estar animal no setor agropecuário e garantir maior usabilidade do produto”, destacou.
O produto ainda encontra-se em fase de prototipagem para melhorias e mensuração de resultados. Além de reestruturar a equipe, a startup já conta com parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para a realização de pesquisa aplicada.
STARTUP – Fundada em 2020, a Pigma Desenvolvimentos é uma empresa de tecnologia multidisciplinar que atua como um hub de pesquisa e desenvolvimento (P&D), oferecendo soluções sob medida para desafios industriais e empresariais, nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento, oferecendo soluções tecnológicas voltadas à resolução de problemas industriais e empresariais.
Com foco em indústrias e produtores do setor agro (suinocultura) que buscam automação e aumento de produtividade, os produtos integram hardware, software e processos inovadores, para isso, a startup compreende as necessidades específicas do cliente e a transforma em soluções tecnológicas inteligentes, contribuindo para a modernização e competitividade do setor em que atua.
ANJO INOVADOR 3 – O terceiro edital do programa de subvenção econômica será lançado no primeiro semestre deste ano e terá o aporte de até R$ 10 milhões para 40 empresas paranaenses enquadradas nesta categoria, sendo até R$ 250 mil para cada projeto selecionado.
O chamamento será destinado a projetos alinhados nos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Agricultura e Agronegócio; Biotecnologia e Saúde; Energias Sustentáveis/Retornáveis (Energias Inteligentes); Cidades Inteligentes; Sociedade, Educação e Economia; Inteligência Artificial e Automação Ética.
Criado em 2023, o Paraná Anjo Inovador é um programa pioneiro de incentivo financeiro público voltado ao fortalecimento de startups. Promovida pela SEIA, a iniciativa oferece subsídios para que empresas paranaenses desenvolvam produtos, serviços, processos e soluções inovadoras em diversas áreas, impulsionando o ecossistema de inovação no Estado. Ao todo, o programa já beneficiou 148 startups com projetos de alto potencial de crescimento.
Fonte: Governo PR
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