Paraná
Setembro de 2026 teve o maior volume de chuva já registrado em 14 estações do Simepar
Todas as estações meteorológicas do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) ultrapassaram a média histórica de chuva para o mês em setembro em 2026. Em pelo menos 14 delas, distribuídas entre o Leste, Campos Gerais, Centro e Norte do Estado, o volume de chuva no período foi o mais alto da série histórica – em algumas cidades choveu mais do que nos meses de setembro dos últimos 25 anos.
Com o impacto do fenômeno El Niño, que já estava sob forte intensidade em setembro sobre o Oceano Pacífico Equatorial, mais calor e umidade ficaram disponíveis na atmosfera e frentes frias passaram com mais frequência sobre o Paraná, e com maior intensidade, trazendo grandes acumulados de chuva.
Entre as estações meteorológicas instaladas pelo Simepar em 1997, registraram em setembro deste ano o maior volume de chuva para o mês, desde o início da série histórica, as que ficam em Cambará (média para o mês de 89,2 mm / acumulado em setembro de 2026 de 332,6 mm), Cerro Azul (média de 110,1 mm e acumulado de 363,4 mm), Ponta Grossa (média de 124 mm e acumulado de 341,4 mm), e Telêmaco Borba (média de 133,3 mm e acumulado de 356,6 mm).
Já entre as estações meteorológicas instaladas em 1998, registraram em setembro de 2026 o maior volume de chuva para o período desde o início das medições as localizadas em Antonina (média do mês de 157,4 mm e em setembro de 2026 de 476,8 mm) e Pinhais (média de 122,8 mm e acumulado de 274,2 mm).
Em funcionamento desde 1999, também atingiu o maior volume da climatologia para setembro a estação de Apucarana, com 109,3 mm na média para o mês e 272,4 mm em setembro deste ano.
Jaguariaíva, com média para o período de 102,6 mm e acumulado em setembro/26 de 359,2 mm, também alcançou o maior valor para o mês desde que a estação foi instalada, em 2000.
Também tiveram o setembro mais chuvoso da série histórica as estações litorâneas APPA Antonina (de 2014, média 109 mm e acumulado em setembro de 2026 de 247 mm), Paranaguá (de 2012, média de 113,6 mm e acumulado no mês passado de 217 mm), e Guaraqueçaba (instalada em 2011, com média de 123,2 mm e acumulado de 359,8 mm).
CAPITAL – Em Curitiba, a média de chuva para setembro é de 129,5 mm e choveu 339,4 mm no nono mês do ano em 2026 – valor próximo ao maior já registrado no mês na estação: 359,4 mm, em 1998.
Na Região Metropolitana de Curitiba, além de Pinhais, também teve o maior volume de chuvas para setembro desde o início das medições a estação de Fazenda Rio Grande (instalada em 2009, média para setembro de 92 mm e volume em 2026 de 219,6 mm).
INTERIOR – No Interior, tiveram o setembro mais chuvoso da climatologia as estações meteorológicas do Simepar que ficam em Cornélio Procópio (de 2018, com média de 83,9 mm e acumulado de 278 mm), Cruzeiro do Iguaçu (de 2021, média de 157,3 mm e acumulado de 292 mm) e Loanda (de 2017, média de 78,5 mm e acumulado de 244,4 mm).
Também registraram o nono mês do ano mais chuvoso o Distrito de Horizonte, em Palmas (de 2019, com média de 181,8 mm e acumulado de 347,8 mm), Santa Maria do Oeste (de 2022, com média de 136,1 mm e acumulado de 250 mm), e Santo Antônio da Platina, que funciona desde 2019, com média de 87,8 mm e acumulado de 246,6 mm.
VENTOS E TEMPESTADES – As rajadas de vento durante as tempestades também foram fortes e ultrapassaram os 100 km/h em várias cidades. Além de vários episódios de downburst ((também chamado de microexplosão atmosférica), dois tornados foram identificados pelo Simepar em setembro de 2026: às 17h do dia 09 em Francisco Alves e às 16h do dia 11, em Goioerê.
A análise dos danos, até o momento, mantém inconclusiva a classificação dos tornados na escala Fujita.
TEMPERATURAS – Com tanta chuva e nebulosidade, o sol predominou menos, esquentou menos ao longo dos dias, e por isso as temperaturas ficaram entre dentro a abaixo da média em todo o Paraná em setembro de 2026.
As temperaturas médias ficaram mais distantes da climatologia no Norte e Noroeste, com valores entre 1,3°C e 1,8°C abaixo da média histórica em cada estação. A mais alta registrada no Paraná em setembro de 2026 foi 39,9°C em 27 de setembro em Capanema – que foi, também, a temperatura mais alta em todo o Paraná neste ano, até o momento.
Outras estações meteorológicas do Simepar contabilizaram em setembro suas temperaturas mais altas de 2026, até o momento: Apucarana (33,8°C dia 28), Campo Mourão (36,1°C dia 28), Cornélio Procópio (34,6°C dia 29), Londrina (35,2°C dia 29), Maringá (35,2°C dia 28), Palotina (37,3°C dia 28) São Miguel do Iguaçu (38,1°C dia 27) e Toledo (36,6°C dia 28).
Já a temperatura mais baixa no Paraná em setembro de 2026 foi registrada em duas estações meteorológicas do Simepar no feriado de Sete de Setembro: -0,1°C em General Carneiro, e no Distrito de Horizonte, em Palmas.
O serviço Alerta Geadas, feito pelo Simepar em parceria com o IDR-PR, finalizou as atividades de 2026 em setembro, após a emissão de quatro novos alertas no mês. Desde maio, o serviço enviou 30 alertas específicos para a possibilidade de geada com potencial de causar danos a atividades agropecuárias.
Fonte: Governo PR
Paraná
Nasce o primeiro bebê na nova maternidade do Hospital Regional de Ivaiporã
Em Ivaiporã, no Vale do Ivaí, uma família começa outubro de uma forma inesquecível. Às 14h20 desta terça-feira (06), os pais Rodrigo Cordeiro e Bianca Masiero conheceram Felipe, o primeiro bebê nascido na nova ala Materno-Infantil do Hospital Regional Marcelo Reis. O menino nasceu saudável, grande e forte, pesando 3,138kg e medindo 48 cm, e vai ficar para a história de Ivaiporã.
O pai conta que Bianca foi fazer uma visita guiada da maternidade, e depois passou por uma consulta com as enfermeiras e obstetra na última quinta-feira. “Ela ficou encantada com a estrutura e então, na terça-feira (06), rompeu a bolsa. Fomos até a UPA, rapidinho fomos encaminhados ao Hospital Regional. Fomos muito bem atendidos por toda a equipe de médicos e enfermeiros. Seremos eternamente gratos aos envolvidos. Estou muito feliz por ser atendido nessa estrutura maravilhosa, deu tudo certo”, contou o pai. Bianca se internou na madrugada às 5 horas da manhã, e a evolução do parto foi dentro do previsto.
A equipe médica também teve uma noite movimentada. Nuria Inhfé Lucas Ferreira foi a segunda bebê nascida no local, às 20h14 do dia 06 de outubro. A primeira menina nascida na nova maternidade chegou ao mundo pesando 3.344 kg e integra uma família do município de Cândido de Abreu, no Centro do Estado. “À noite já tivemos o segundo nascimento, da menina em parto por cesariana, e para esta quarta-feira (07) temos mais gestantes que estão sendo avaliadas. A roda está girando e começamos muito bem”, disse o diretor do Hospital, Hemerson Saqueta.
O local, conhecido também como Hospital Regional de Ivaiporã, é uma estrutura própria da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e administrado por meio da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (Funeas), com 100% dos atendimentos voltados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os atendimentos da nova ala Materno-Infantil, localizada no primeiro andar do prédio, começaram na última segunda-feira (05) e, desde então, já realizou 14 consultas obstétricas, 18 consultas de visitas guiadas e três internações para realização de partos.
“Parabenizamos essas famílias com a chegada desses bebês e celebramos junto com eles essa notícia tão feliz. Também cumprimentamos a equipe médica. Desejamos saúde e alegrias para essa e todas as famílias do Vale do Ivaí que estão na espera e vão viver esse momento tão especial nessa nova estrutura gerida pelo Estado”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
A nova estrutura recebeu do Governo do Estado do Paraná, por meio da Sesa, R$ 1,1 milhão de investimento na modernização do parque tecnológico e do mobiliário especializado, que conta com suporte de equipes multiprofissionais, corpo médico especializado continuado de 24 horas. O espaço reformado especialmente para a maternidade conta com novas acomodações de suporte avançado e humanização, unificando o atendimento materno-infantil à estrutura principal do hospital geral. São 13 quartos, sendo três destes leitos chamados de PPP (pós-parto, parto e puerpério) – preparados com camas multifuncionais, analgesia de parto, métodos não farmacológicos de alívio da dor e presença garantida de acompanhante com privacidade, em um acolhimento seguro e humanizado.
“Foi dentro deste hospital que vivenciamos alguns dos momentos mais tristes e desafiadores da pandemia da Covid-19. Hoje, porém, este mesmo lugar nos convida a renovar a esperança de novos começos com esta Maternidade. Um novo capítulo começa a ser escrito, marcado pelo cuidado e pelo compromisso com a nossa população. É um orgulho poder fazer parte, e que venham muitos nascimentos, muitas histórias e muitas vidas para celebrar”, afirmou Silvia Bovo, diretora da 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã.
Fonte: Governo PR
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