Paraná
Em Marialva, homem denunciado pelo Ministério Público do Paraná por estuprar e engravidar a própria filha adolescente é condenado a quase 56 anos de reclusão
O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Marialva, no Norte Central do estado, obteve a condenação de um homem pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra a própria filha. A sentença, proferida pelo Juízo Criminal da comarca, reconheceu a existência de inúmeros crimes em continuidade delitiva e fixou a pena em 55 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão, uma vez que os abusos tiveram início quando a vítima – hoje uma adolescente – ainda era criança e resultaram em sua gravidez.
Áudio do promotor de Justiça Ricardo Barison Garcia
O desfecho do caso foi possível graças à minuciosa investigação conduzida pelo Ministério Público, que conseguiu recolher objetos com material genético do acusado (como uma máscara facial e outros utensílios) que haviam sido descartados voluntariamente por ele nas dependências de uma unidade de saúde. Segundo as apurações, o ato resultante da gravidez teria sido em março de 2025.
O material apreendido foi encaminhado para análise da Polícia Científica, e o exame de confronto genético, realizado entre o DNA extraído dos itens descartados e o material biológico do recém-nascido, confirmou que o investigado era o pai do bebê gerado pela filha. A prova técnica foi determinante para atestar a materialidade do crime (tipificado no artigo 217-A do Código Penal). Diante do laudo pericial, o homem teve a prisão decretada e foi detido ainda durante a fase de investigações.
Proteção à vítima e adoção – Após o nascimento, a criança foi encaminhada para adoção, mediante o procedimento legal de entrega voluntária. Já a adolescente vítima dos abusos foi acolhida e encaminhada para morar com a mãe, em outro estado da federação, após o Ministério Público realizar diligências com sucesso para localizá-la.
Além da pena privativa de liberdade, a decisão judicial estabeleceu que o sentenciado deverá pagar R$ 30 mil à filha a título de reparação mínima pelos danos causados.
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Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná em Ibiporã deflagra Operação Corsário contra grupo criminoso especializado em roubos de cargas de aparelhos eletrônicos em rodovias
O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, no Norte Central do estado, deflagrou nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Operação Corsário, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por roubos em rodovias. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal contra cinco pessoas apontadas como integrantes de uma associação criminosa.
Áudio do Promotor de Justiça José Paulo Montesino Gomes da Silva
Os mandados de busca e apreensão domiciliar foram cumpridos em endereços de Londrina, Jaguapitã e Cambé. Além disso, foi executado um mandado de busca pessoal em Guaíra, onde um dos investigados foi localizado. A ofensiva tem como base um procedimento investigatório instaurado pelo Ministério Público a partir de sucessivos relatórios elaborados pela Agência Local de Inteligência do 30º Batalhão de Polícia Militar. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da Vara Criminal de Ibiporã.
Violência – Segundo apurado no curso das investigações, a organização criminosa mantinha um modo de operação padronizado e violento. As vítimas, condutoras de caminhões, eram interceptadas por equipes distribuídas em três veículos, com a participação direta de seis ou sete indivíduos. Os agentes criminosos agiam portando armas de fogo, inclusive fuzis, e utilizavam coletes e balaclavas para dificultar a identificação. O objetivo principal da associação era a subtração de aparelhos eletrônicos de origem estrangeira transportados por rodovias do Paraná.
Após a rendição dos motoristas, as cargas eram transferidas para os veículos do grupo e transportadas para pontos de descarregamento ainda sob investigação. Para dificultar o rastreamento pelas forças de segurança, os suspeitos adotavam táticas de despistamento, como a utilização de placas frias, por meio da fixação e posterior retirada de adesivos falsos sobre as placas originais, e o emprego de veículos registrados em nome de empresas de locação.
Foram apreendidos documentos, anotações, mídias e dispositivos eletrônicos, como smartphones e computadores. Foi deferida também a quebra do sigilo dos dados armazenados nos aparelhos celulares apreendidos, permitindo a extração e a análise técnica imediata do conteúdo de e-mails e aplicativos de mensagens. Os envolvidos são investigados pela possível prática dos crimes de associação criminosa e roubo, somados aos delitos de receptação e adulteração de sinal identificador de veículos. O material arrecadado será periciado para a continuidade das diligências e para a identificação de eventuais outros integrantes do esquema.
Processo 0004448-11.2026.8.16.0090
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Fonte: Ministério Público PR
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