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Férias escolares no Centro-Oeste: confira roteiros para curtir em família

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Com a chegada do período de férias escolares, famílias de todo o país buscam destinos que combinem diversão para as crianças, descanso para os adultos e experiências para todas as idades.

Para transformar essa pausa em memórias inesquecíveis, os brasileiros contam com uma enorme diversidade de atrativos espalhados pelas cinco regiões do país, que reúnem muitas belezas naturais, cultura, lugares históricos e roteiros ligados à natureza que tornam o Brasil um dos destinos mais plurais do mundo.

Começamos nossa jornada pelo Centro-Oeste, uma região marcada pela exuberância do Pantanal e do Cerrado, pelo charme de cidades históricas, pela modernidade da capital federal e por complexos de águas termais perfeitos para os pequenos.

Distrito Federal

A capital do país vai muito além dos monumentos políticos. Brasília é um verdadeiro museu a céu aberto, com parques arborizados e atrações ideais para as crianças.

Atrativos:

– Parque da Cidade: um dos maiores parques urbanos do mundo oferece ciclovias, quadras esportivas, pedalinhos, brinquedos na areia e muito espaço verde para piqueniques, sendo o lugar perfeito para crianças.
– Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB): com grandes gramados e jardins, é um espaço seguro e cultural. Durante as férias, sempre traz exposições interativas, oficinas, sessões de cinema e teatro voltadas ao público infantil.
– Planetário de Brasília: é uma verdadeira viagem pelo espaço! As crianças se fascinam com as projeções imersivas na cúpula, que ensinam sobre astronomia, sistema solar e ciência de uma forma lúdica.
– Zoológico de Brasília: abriga uma grande variedade de espécies, com foco na preservação da fauna do Cerrado. O local é muito arborizado, ideal para caminhadas em família.
– Torre de TV: além de oferecer um mirante panorâmico com uma vista espetacular de Brasília, a feira aos pés da torre é ótima para apresentar a culinária regional às crianças e comprar lembrancinhas.

Como chegar:

Quem opta pelo transporte aéreo conta com o Aeroporto Internacional de Brasília, um dos maiores do país, recepcionando voos diretos de diversas cidades brasileiras. Já quem viaja de ônibus conta com a Rodoviária Interestadual, que recebe linhas diretas de quase todas as capitais. Para as famílias que preferem a viagem de carro, os acessos principais são feitos pelas rodovias federais BR-040 (vinda do Sudeste), BR-060 (vinda de Goiás) e BR-020 (vinda do Nordeste).

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Goiás

Destino perfeito para quem busca diversão aquática e passeios em vilas históricas cercadas pela natureza.

Atrativos:

– Caldas Novas: cidade com águas termais, repleta de parques aquáticos com infraestrutura completa para bebês, crianças e idosos.
– Pirenópolis: cidade interiorana com casarões coloniais, ruas de pedra e cachoeiras de fácil acesso, ideais para banhos tranquilos em família.
– Chapada dos Veadeiros: para famílias aventureiras com crianças maiores, a Chapada oferece trilhas estruturadas, cachoeiras e mirantes.

Como chegar:

Para desembarcar em Goiás, os aeroportos de Goiânia (GYN) e Brasília (BSB) funcionam como os principais portais de entrada no estado, onde é possível alugar um carro ou contratar traslados para seguir viagem. Para as famílias que optam por ir de carro, os trajetos a partir das capitais são facilitados pelas rodovias BR-060, GO-139 e GO-70. Já para quem prefere o transporte rodoviário, linhas de ônibus conectam as rodoviárias de Goiânia e Brasília diretamente aos principais polos turísticos, como Caldas Novas, Pirenópolis e Alto Paraíso.

Mato Grosso

Para as famílias que amam o contato com a fauna e a flora, o Mato Grosso reserva experiências inesquecíveis que vão desde passeios de barco até o turismo de vivência indígena.

Atrativos:

– Porto Jofre e Cáceres – Pantanal: foco em pescaria esportiva familiar, passeios de barco e observação de animais, como jacarés e onças-pintadas.
– Chapada dos Guimarães: balneários, mirantes de fácil acesso e cachoeiras com poços calmos para banho.
– Bom Jardim – Nobres: águas incrivelmente cristalinas, perfeitas para a prática de flutuação com colete salva-vidas.
– Campo Novo do Parecis: referência em etnoturismo e ecoturismo, permitindo o contato com aldeias indígenas e banhos em rios de águas esmeralda.

Como chegar:

A principal porta de entrada para explorar o Mato Grosso é o Aeroporto Internacional de Cuiabá/Várzea Grande (CGB). A partir da capital, famílias que preferem viajar de ônibus contam com redes intermunicipais partindo da Rodoviária de Cuiabá rumo a destinos como Cáceres, Chapada dos Guimarães e Nobres.

Para quem prefere pegar a estrada de carro, os principais caminhos passam pelas rodovias BR-163 e BR-070, além da rodovia Transpantaneira (MT-060). Já na região do Pantanal (como em Porto Jofre e Cáceres), o transporte fluvial ganha protagonismo: a navegação por rios como o Paraguai e o Cuiabá é a principal via para alcançar as pousadas pantaneiras e os melhores pontos de observação da vida selvagem.

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Mato Grosso do Sul

Referência global em sustentabilidade e ecoturismo, o Mato Grosso do Sul é uma verdadeira aula de biologia ao vivo para crianças e adolescentes.

Atrativos:

– Bonito: mundialmente famoso pelas flutuações em rios de águas cristalinas repletos de peixes, visita a grutas e parques ecológicos com estrutura completa para recepcionar famílias.
– Bodoquena: destaca-se pelos belíssimos circuitos de cachoeiras, balneários com poços calmos e passeios de bote em rios transparentes cercados pela mata.
– Miranda: porta de entrada pantaneira perfeita para viver a experiência de safáris fotográficos em caminhões abertos, passeios de chalana e vivência da cultura local.
– Corumbá: ideal para cruzeiros fluviais e passeios de barco pelo Rio Paraguai, além da observação da vida selvagem.

Como chegar:

Para viajar ao Mato Grosso do Sul por via aérea, há a opção de desembarcar diretamente no Aeroporto de Bonito (BYO) ou pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR), de onde é possível seguir em transporte terrestre por cerca de 3h40 até Bonito.

Quem prefere o transporte rodoviário conta com linhas de ônibus que conectam a capital aos principais municípios turísticos do estado. Para as famílias que optam por ir de carro, as rotas passam por rodovias como a BR-262, ligando Campo Grande ao Pantanal, e a MS-178, acesso para Bonito. Além disso, em cidades pantaneiras como Corumbá e Miranda, o transporte por barco ganha destaque pelo Rio Paraguai.

Seja explorando os parques urbanos e os monumentos da capital federal, relaxando nas águas termais goianas ou vivenciando a biodiversidade única das flutuações e safáris do Pantanal e do Cerrado, o coração do Brasil se consolida como uma escolha fantástica para transformar as férias escolares em memórias inesquecíveis.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

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A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

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O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

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