Paraná
Com investimento de R$ 1,2 milhão, Estado inaugura novo CRAS em Itaguajé
O Governo do Paraná inaugurou nesta quinta-feira (02) uma nova unidade do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) no município de Itaguajé, na região Noroeste do Estado. Foram investidos R$ 1,2 milhão na construção do equipamento. As destinações são coordenadas pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Família (Sedef) com recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas).
A nova estrutura fortalece a rede de proteção social do município, oferecendo melhores condições de atendimento à população e de trabalho às equipes da assistência social. O Cras é a principal porta de entrada da proteção social básica do Sistema Único de Assistência Social (Suas). A unidade atenderá diretamente famílias em situação de vulnerabilidade social, oferecendo acompanhamento familiar, acesso a benefícios socioassistenciais, orientação e atividades de fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.
A secretária do Desenvolvimento Social e Família em exercício, Luiza Simonelli, destacou a importância dos equipamentos para a promoção da cidadania. “Além de ampliar a capacidade de atendimento, o novo espaço proporciona mais conforto, acessibilidade e qualidade na prestação dos serviços à população”, afirmou.
A inauguração integra a política estadual de fortalecimento da assistência social, que vem ampliando a estrutura física dos municípios por meio da construção de novos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas).
Entre 2023 e 2025, o Governo do Estado anunciou a implantação de 223 novas unidades, sendo 172 Cras e 51 Creas, com investimento total de aproximadamente R$ 268,8 milhões. Dos 172 Cras em andamento, oito já estão com obras em execução nos municípios de Altamira do Paraná, Assaí, Esperança Nova, Marilândia do Sul, Reserva, Cândido de Abreu, Nova Aurora e Toledo.
Os Cras desenvolvem ações de proteção social básica, com acompanhamento das famílias, atividades socioeducativas e acesso a programas e benefícios sociais. Já os Creas ofertam proteção social especial, atendendo pessoas e famílias em situação de violação de direitos, por meio de equipes multidisciplinares que atuam em articulação com a rede de proteção.
Fonte: Governo PR
Paraná
Bombeiros do Paraná mantêm busca por sobreviventes na força-tarefa na Venezuela
Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando de forma ininterrupta na Venezuela, onde restam apenas dois dias da chamada janela de resgate considerada mais favorável para localização de sobreviventes sob estruturas colapsadas. Na região de La Guaira, uma das mais atingidas pelo terremoto que devastou o país na última quarta-feira (24), as equipes permanecem mobilizadas em uma operação iniciada após a detecção de indícios da presença de uma vítima com vida em um edifício de oito pavimentos colapsado.
A missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em conjunto com equipes internacionais nas operações de busca e resgate. Desde a tarde desta quarta-feira (1º), bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais trabalham ao lado de equipes do Equador e da Inglaterra na tentativa de acessar o ponto onde foram identificados sinais compatíveis com a presença de um sobrevivente. Os trabalhos avançaram durante toda a noite e seguiram ao longo desta quinta-feira (02).
“Na data de ontem, as nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício que foi totalmente destruído. Já foram removidos alguns corpos aqui, mas foi detectada vida tanto pela nossa equipe quanto pelas equipes do Equador e da Inglaterra. Esse trabalho começou na tarde de ontem, durou toda a noite, hoje o dia inteiro e deve continuar amanhã”, relatou em vídeo enviado ao comando do CBMPR, em Curitiba, o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert.
CORRIDA CONTRA O TEMPO – As operações entram agora na fase mais crítica das buscas. De acordo com protocolos internacionais adotados em missões de resposta a terremotos, os primeiros dez dias após o colapso de edificações concentram as maiores chances de localização de sobreviventes. Isso ocorre porque algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais — vazios formados entre elementos estruturais da construção —, onde ainda conseguem respirar e aguardar o resgate. Com o passar dos dias, porém, as possibilidades diminuem em razão da desidratação, da falta de alimento e do agravamento das condições no interior dos escombros.
Segundo o tenente-coronel Gabriel, embora a maior parte das vítimas de mais fácil acesso já tenha sido retirada pelas equipes locais, ainda há registros de pessoas sendo encontradas com vida, o que mantém mobilizadas as forças de resgate internacionais
“A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Nesse momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas elas ainda estão sendo encontradas. Ontem foram localizadas mais duas vítimas com vida e nós seguimos nessa corrida. Até completar dez dias do terremoto vamos trabalhar com esforço máximo para tentar localizar pessoas que ainda estejam sob os escombros e retirá-las com vida”, afirma.
MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização da força-tarefa brasileira teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Os militares embarcaram em dois grupos, partindo de Curitiba e Guarapuava, seguindo para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, onde se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira
Na sexta-feira (26), a equipe embarcou em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino à Venezuela. Após a chegada ao país, os bombeiros instalaram a base operacional e iniciaram as buscas em campo na manhã de sábado (27). Desde então, permanecem atuando continuamente nas operações de busca e resgate em estruturas colapsadas ao lado de equipes brasileiras e de diversos outros países mobilizados para a resposta ao desastre.
Fonte: Governo PR
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