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Agro

Coamo investe R$ 85,6 milhões e amplia capacidade de armazenagem no Vale do Ivaí para fortalecer logística dos cooperados

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A Coamo segue ampliando sua infraestrutura de armazenagem para acompanhar o crescimento da produção de seus cooperados. A cooperativa entregou novas estruturas nas unidades de Faxinal, Cruzmaltina e Rio Ivaí, no Vale do Ivaí, região do Paraná, reforçando sua estratégia de investimentos em logística, armazenagem e eficiência operacional.

As obras receberam investimentos que somam R$ 85,6 milhões e fazem parte de um planejamento contínuo voltado à ampliação da capacidade de recebimento, secagem, beneficiamento e armazenagem de grãos, oferecendo mais segurança e agilidade durante o período de safra.

Estrutura acompanha avanço da produção agrícola

Segundo a Coamo, o crescimento constante da produção nas propriedades dos cooperados exige planejamento de longo prazo para garantir que toda a safra seja recebida com eficiência.

Atualmente, a cooperativa recebe entre 10 milhões e 11 milhões de toneladas de grãos por ano, contando com uma estrutura que permite administrar o fluxo entre as safras de verão e inverno, preservando a qualidade dos produtos destinados à comercialização.

De acordo com o diretor de Logística e Operações da Coamo, Edenison Carlos de Oliveira, os investimentos são planejados antecipadamente para assegurar que a infraestrutura acompanhe a evolução da produção agrícola.

Os projetos são desenvolvidos pela equipe de engenharia da cooperativa, priorizando tecnologia, desempenho operacional e conformidade com as exigências dos órgãos reguladores.

Novas unidades ampliam capacidade de armazenagem

Os investimentos contemplaram diferentes necessidades em cada unidade operacional.

Em Rio Ivaí, distrito de São João do Ivaí, foram destinados R$ 31,4 milhões para instalação de um novo secador e novos silos, ampliando a capacidade de armazenagem para 20 mil toneladas e elevando o processamento para até 200 toneladas por hora.

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Na unidade de Cruzmaltina, o aporte de R$ 28,1 milhões permitiu a construção de novos silos, acrescentando capacidade para armazenar 40 mil toneladas de grãos.

Já em Faxinal, a cooperativa investiu R$ 26,1 milhões na implantação de estruturas capazes de armazenar outras 30 mil toneladas, proporcionando maior rapidez no recebimento da produção durante o pico da colheita.

Segundo o gerente de Engenharia da Coamo, Jarbas Luiz Kleveston, cada empreendimento passa por estudos técnicos detalhados para garantir máxima eficiência operacional e desempenho compatível com o crescimento da produção.

Investimentos fortalecem logística e reduzem custos

Além de ampliar a capacidade estática de armazenagem, os novos empreendimentos também proporcionam ganhos logísticos importantes.

Com estruturas mais próximas das propriedades rurais, os cooperados reduzem o tempo de deslocamento, encontram maior agilidade na descarga dos caminhões e contam com melhores condições para armazenar sua produção.

Para a cooperativa, o aumento da capacidade própria também reduz a necessidade de armazenagem terceirizada, diminui despesas com transporte e melhora a gestão dos estoques ao longo do ano.

Outro benefício é a maior velocidade no recebimento dos grãos, fator cada vez mais importante diante da evolução tecnológica das colheitadeiras, que elevam significativamente o volume colhido por hora.

Por isso, os investimentos incluem não apenas novos silos, mas também melhorias nos sistemas de descarga, secagem e beneficiamento.

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Coamo investiu R$ 1,1 bilhão em infraestrutura em 2024

Os investimentos fazem parte de um programa permanente de expansão da cooperativa.

Somente em 2024, considerando projetos de armazenagem, logística, estrutura portuária e unidades industriais, a Coamo destinou aproximadamente R$ 1,1 bilhão para modernização e ampliação de sua infraestrutura.

A meta da cooperativa é elevar sua capacidade estática de armazenagem para 7 milhões de toneladas, fortalecendo a logística e reduzindo impactos durante os períodos de maior movimentação das safras.

Maior capacidade de armazenagem do Brasil

Presente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, além de operar estrutura portuária em Paranaguá, a Coamo mantém uma das maiores redes logísticas do agronegócio brasileiro.

Segundo a cooperativa, por trás de cada novo silo existe um planejamento integrado que envolve movimentação estratégica dos estoques, abastecimento das indústrias e preparação das unidades para receber as próximas colheitas.

Para os cooperados, os investimentos representam ganhos diretos na rotina das propriedades. Com unidades mais modernas e maior capacidade operacional, a entrega da produção torna-se mais rápida, eficiente e segura.

O produtor Reginaldo Pavezzi, cooperado de Faxinal, destaca que a ampliação das estruturas acompanha a evolução das lavouras e oferece mais tranquilidade durante a comercialização da safra.

Com a expansão contínua de sua infraestrutura, a Coamo reforça seu compromisso de oferecer aos cooperados condições para aumentar a produtividade, reduzir custos logísticos e garantir mais competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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