Agro
Plantio da soja avança lentamente no Brasil, mas previsão de chuvas anima produtores
O plantio da safra 2025/26 de soja no Brasil avançou para 0,9% da área estimada até a última quinta-feira (18), segundo levantamento da AgRural. O percentual é ligeiramente superior ao registrado na semana anterior (0,1%) e igual ao observado no mesmo período da temporada passada.
O Paraná lidera o ritmo das atividades, seguido por Rondônia, Mato Grosso e São Paulo. Apesar disso, a baixa umidade no solo ainda restringe o avanço das máquinas. A expectativa é que os trabalhos ganhem impulso nos próximos dias, com a chegada de chuvas mais consistentes em diversas regiões produtoras.
Chuva deve impulsionar ritmo do plantio
De acordo com as previsões meteorológicas, bons volumes de precipitação devem atingir áreas estratégicas do país nesta semana. Caso se confirmem, essas chuvas poderão aliviar a limitação imposta pelo solo seco e permitir maior progresso no plantio da oleaginosa.
Milho verão já cobre 25% da área no Centro-Sul
Enquanto a soja ainda enfrenta dificuldades para avançar, o plantio do milho verão mostra ritmo mais acelerado. Até o dia 18, a primeira safra de milho 2025/26 já havia sido semeada em 25% da área estimada no Centro-Sul, de acordo com a AgRural.
O percentual representa avanço sobre a semana anterior (17%) e está próximo do desempenho do mesmo período de 2024 (26%). O bom andamento é resultado das condições climáticas favoráveis nos três estados do Sul, que puxam o ritmo da semeadura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Tarifas dos EUA devem voltar a gerar volatilidade e aumentar incertezas para importadores
A política tarifária dos Estados Unidos deve continuar no centro das atenções do comércio internacional nos próximos meses. Após um período de relativa estabilidade, especialistas alertam que o cenário tende a ganhar nova volatilidade, impulsionado por mudanças regulatórias, disputas judiciais e possíveis revisões nas regras de importação norte-americanas.
O ambiente preocupa principalmente empresas que dependem da importação de máquinas, equipamentos e insumos para processamento de alimentos, segmentos diretamente impactados pelas tarifas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos.
O tema foi debatido durante mais uma edição do BEMA-U Market Minute, série trimestral de webinars promovida pela Baking Equipment Manufacturers and Allieds. Na avaliação de Shawn Jarosz, fundadora e estrategista-chefe de comércio da TradeMoves, o mercado não deve interpretar o atual momento como um cenário definitivo de estabilidade.
Segundo a especialista, a calmaria observada nos últimos meses tende a ser temporária, exigindo das empresas maior preparo para possíveis oscilações tarifárias e novos custos sobre importações.
Suprema Corte dos EUA abre caminho para reembolsos bilionários
Um dos principais movimentos recentes ocorreu após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional como base para aplicação de tarifas.
A medida abriu espaço para o início dos reembolsos a importadores afetados. De acordo com Jarosz, aproximadamente US$ 35 bilhões já foram devolvidos aos importadores registrados, de um total de US$ 175 bilhões arrecadados anteriormente por meio dessas tarifas.
Nesta etapa, podem ser protocolados pedidos relacionados a declarações de importação ainda não liquidadas ou com vencimento recente. Apenas importadores oficialmente registrados ou despachantes aduaneiros estão autorizados a solicitar os valores.
Governo Trump ainda pode recorrer da decisão
Apesar da abertura para os reembolsos, ainda existe incerteza jurídica sobre o alcance da decisão judicial.
O governo do presidente Donald Trump terá até 6 de junho para recorrer da abrangência do processo. O recurso poderá definir se os reembolsos serão destinados a todos os contribuintes afetados pelas tarifas ou somente aos autores identificados na ação judicial.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que importadores e corretores aduaneiros acelerem os pedidos de restituição para evitar riscos de perda de prazo ou mudanças nas regras.
Nova tarifa de 10% já substitui medidas anteriores
Mesmo com a revogação das tarifas vinculadas à legislação anterior, os Estados Unidos adotaram uma nova cobrança temporária baseada na Seção 122.
A medida estabeleceu uma tarifa de 10% sobre importações provenientes de praticamente todos os países, com exceção de produtos do Canadá e do México enquadrados nas regras do USMCA, acordo comercial da América do Norte.
A nova taxa terá validade de 150 dias, permanecendo em vigor até 24 de julho, e funciona como uma transição para possíveis futuras tarifas estruturadas nas seções 301 e 232 da legislação comercial norte-americana.
Empresas devem reforçar planejamento diante da volatilidade
O ambiente de incerteza reforça a necessidade de planejamento estratégico para empresas ligadas ao comércio exterior e às cadeias globais de suprimentos.
A expectativa é que o cenário tarifário dos Estados Unidos continue influenciando custos logísticos, competitividade industrial e decisões de investimento ao longo de 2026, especialmente em setores dependentes de importações industriais e tecnológicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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