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Confina Brasil 2026 inicia nova expedição para mapear mais de 2,6 milhões de bovinos em confinamento no país

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O Confina Brasil 2026 iniciou oficialmente sua nova expedição de campo com a missão de ampliar o maior levantamento técnico sobre confinamentos bovinos do país. Realizada pela Scot Consultoria, a pesquisa chega à sua sétima edição com a expectativa de superar os números alcançados no ano anterior e mapear mais de 2,6 milhões de cabeças de gado criadas em sistemas intensivos e semi-intensivos de engorda.

A iniciativa teve início nesta semana e seguirá por aproximadamente 15 semanas, percorrendo diferentes regiões produtoras do Brasil para reunir informações que auxiliam produtores, empresas e agentes da cadeia da carne bovina na tomada de decisões estratégicas.

Equipe técnica visitará cerca de 200 propriedades rurais

Para atingir os objetivos da edição de 2026, uma equipe multidisciplinar formada por médicos-veterinários, zootecnistas, engenheiros agrônomos e analistas da Scot Consultoria realizará visitas presenciais a mais de 130 propriedades rurais.

Além disso, aproximadamente 70 fazendas serão avaliadas remotamente, totalizando cerca de 200 propriedades analisadas ao longo da expedição.

O levantamento é considerado uma das principais fontes de informações sobre a evolução da pecuária de corte confinada no Brasil, permitindo acompanhar indicadores de produção, capacidade instalada, manejo, investimentos e tendências do setor.

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Acre entra pela primeira vez na rota do Confina Brasil

Uma das principais novidades desta edição é a inclusão do Acre no roteiro da pesquisa. O estado será a primeira parada da Rota 3, ampliando a cobertura geográfica do levantamento.

Por outro lado, estados da região Sul não receberão visitas presenciais neste ano. As informações dessas localidades serão incorporadas por meio de coleta remota, mantendo a representatividade nacional do estudo.

Segundo o médico-veterinário e expedicionário da Scot Consultoria, Daniel Quintana, a alternância das regiões visitadas faz parte da metodologia adotada pela pesquisa.

“O objetivo é promover uma rotatividade entre estados e regiões visitadas presencialmente, ampliando a abrangência das informações coletadas em diferentes sistemas produtivos brasileiros”, explica.

Ao todo, 14 estados participarão do Confina Brasil 2026.

Confira as rotas da expedição Confina Brasil 2026
  • Rota 1
    • São Paulo: Avaré, Itapetininga, Lençóis Paulista e Guarantã;
    • Minas Gerais: de Betim até Montes Claros, encerrando em São João da Ponte;
    • Espírito Santo: Nova Venécia e região serrana;
    • Bahia: Lajedão, Vitória da Conquista, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães.
  • Rota 2
    • Piauí: Bom Jesus e Uruçuí;
    • Maranhão: Balsas e Estreito;
    • Tocantins;
    • Pará;
    • Norte de Mato Grosso: Colíder, Alta Floresta e Juara.
  • Rota 3
    • Acre: Rio Branco;
    • Rondônia: Porto Velho até Vilhena;
    • Mato Grosso: região de Tangará da Serra.
  • Rota 4
    • Goiás: Rio Verde;
    • Mato Grosso do Sul: Chapadão do Sul até Brasilândia;
    • Noroeste do Paraná;
    • São Paulo: Presidente Prudente até Lins.
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Levantamento fortalece a inteligência da pecuária brasileira

Anualmente, o Confina Brasil reúne informações que representam aproximadamente um terço de todo o rebanho confinado do país, consolidando-se como uma importante ferramenta de inteligência para a cadeia da carne bovina.

Além do levantamento estatístico, a expedição promove intercâmbio técnico entre produtores, pesquisadores e empresas do setor, disseminando conhecimento sobre gestão, tecnologia, produtividade e eficiência dos sistemas de engorda.

Os dados obtidos ao longo da jornada servem como referência para análises de mercado, planejamento de investimentos e identificação das principais tendências da pecuária de corte brasileira, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e competitivo da atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/27 confirma avanço do crédito privado e reduz dependência do financiamento oficial no agro

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O anúncio do Plano Safra 2026/27 trouxe um novo recorde nominal para o crédito rural empresarial, com R$ 525,1 bilhões destinados a médios e grandes produtores. Apesar do volume expressivo, o crescimento de apenas 1,7% em relação à safra anterior ficou abaixo da inflação acumulada e do avanço esperado para o setor, gerando questionamentos sobre a capacidade do programa de sustentar sozinho a expansão do agronegócio brasileiro.

Mais do que o valor anunciado, o que chama a atenção é a mudança estrutural que vem ocorrendo no sistema de financiamento rural. O crédito privado, impulsionado por instrumentos como CPR, Fiagro, CRA e LCA, assume papel cada vez mais relevante, reduzindo a dependência histórica dos recursos subsidiados pelo governo.

Plano Safra cresce menos e reflete cenário de maior cautela

O novo ciclo do Plano Safra foi lançado em um contexto marcado por margens mais apertadas no campo, aumento da inadimplência em algumas cadeias produtivas e maior seletividade das instituições financeiras.

Dos R$ 525,1 bilhões anunciados, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização da produção, uma redução de 7,2% em relação à safra anterior. Já os recursos para investimentos somam R$ 140,2 bilhões, alta de 38,1%, sinalizando prioridade para projetos de modernização, tecnologia e infraestrutura.

Além disso, houve redução nas principais taxas de juros das linhas de financiamento, acompanhando o início do ciclo de queda da taxa Selic. O crédito de custeio empresarial passou de 14% para 12,5% ao ano, enquanto o Pronamp caiu de 10% para 9%.

Crédito privado ganha protagonismo no financiamento rural

Embora o Plano Safra continue sendo um importante instrumento de política agrícola, sua participação relativa no financiamento do setor vem diminuindo.

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Nas últimas cinco safras, o crescimento do crédito rural ocorreu principalmente por meio de recursos livres, captados a mercado. Enquanto o crédito subsidiado permaneceu praticamente estável, as operações com recursos privados avançaram de forma consistente.

Esse movimento mostra que o agronegócio brasileiro está cada vez menos dependente dos subsídios governamentais e mais conectado ao sistema financeiro e ao mercado de capitais.

A participação dos recursos equalizados — aqueles em que o Tesouro Nacional subsidia parte dos juros — caiu significativamente nos últimos anos, representando atualmente cerca de 22% do total disponibilizado pelo Plano Safra.

Cooperativas ampliam presença no campo

Outro destaque da transformação do crédito rural é o avanço das cooperativas financeiras.

Nos últimos dez anos, a participação dessas instituições nas operações de crédito rural praticamente dobrou. Em diversas regiões do país, especialmente no interior, as cooperativas se tornaram a principal fonte de financiamento para produtores rurais.

Além da proximidade com o associado, essas instituições ampliaram sua capacidade de captação no mercado, fortalecendo sua atuação em um cenário de maior demanda por crédito e menor participação dos bancos tradicionais.

CPR alcança R$ 565 bilhões e lidera expansão do mercado privado

A principal evidência da mudança estrutural está no crescimento da Cédula de Produto Rural (CPR), instrumento que se consolidou como a espinha dorsal do crédito privado no agronegócio.

O estoque de CPR saltou de aproximadamente R$ 170 bilhões para R$ 565 bilhões em apenas seis safras, crescimento superior a 230%. O avanço supera com folga a expansão registrada pelo próprio Plano Safra no mesmo período.

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Paralelamente, outros instrumentos também ganharam espaço. O estoque de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) alcançou cerca de R$ 176 bilhões, enquanto os Fiagros já administram aproximadamente R$ 62 bilhões em ativos distribuídos em centenas de fundos.

Somados a operações de barter e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os mecanismos privados movimentam atualmente cerca de R$ 1,4 trilhão, consolidando uma nova realidade para o financiamento da produção agropecuária.

Desafio para produtores passa a ser gestão financeira

Especialistas apontam que o principal desafio para os próximos anos não será apenas acessar crédito, mas administrar diferentes fontes de financiamento de forma estratégica.

Ferramentas como CPR, barter, Fiagro e operações estruturadas passam a integrar cada vez mais o planejamento financeiro das propriedades rurais. Nesse cenário, gestão de risco, proteção de margem e eficiência operacional tornam-se fatores tão importantes quanto produtividade e tecnologia.

Nova fase do crédito rural já começou

O Plano Safra 2026/27 reforça uma tendência que vem se consolidando no agronegócio brasileiro: o financiamento da produção deixou de depender exclusivamente dos recursos oficiais.

Embora continue relevante, o programa governamental passa a atuar como parte de um sistema mais amplo, formado por cooperativas, mercado financeiro, investidores e instrumentos privados.

A mensagem para o setor é clara: o futuro do crédito rural será construído pela combinação entre recursos públicos e privados. Mais do que acompanhar o tamanho dos anúncios oficiais, produtores, empresas e investidores precisarão observar a qualidade do funding, a gestão dos riscos e a capacidade de execução dos projetos para garantir competitividade nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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