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Paraná

Programa Caixa d’Água Boa é a melhor iniciativa do Sul do país de conservação da água

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Programa Caixa d’Água Boa, da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), foi reconhecido como a melhor iniciativa de conservação de água feita pelo setor público do Sul do Brasil na 32ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia, promovido pela editora Expressão, desde 1993. O troféu foi entregue na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em Florianópolis. 

A iniciativa premiada é uma parceria entre Sanepar, Governo do Estado e prefeituras para distribuir gratuitamente caixas d’água de 500 litros para famílias paranaenses. O programa também fornece todos os materiais e treinamentos necessários para a instalação correta do reservatório, como estrutura de madeira tratada e peças de montagem. 

Os beneficiados, que são selecionados pelas prefeituras entre as famílias atendidas pelas redes de assistência social dos municípios, também recebem R$ 1 mil do Governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Família (Sedef), para custear a instalação.

CAIXA D’ÁGUA BOA – O programa nasceu após a Sanepar identificar, em um levantamento, que muitas famílias do Estado não tinham caixa d’água em suas residências, situação que afetava de maneira mais grave pessoas de baixa renda. 

“A Sanepar, juntamente com o Governo do Estado, criou o Programa Caixa d’Água Boa para minimizar essa carência entre aqueles que não possuem condições financeiras de instalar o reservatório”, explica o diretor-presidente da Companhia, Wilson Bley. “Ano após ano temos fortalecido essa iniciativa que traz mais dignidade e bem-estar para a população do Paraná”.

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MAIS DE 14 MIL BENEFICIADOS – Criado em 2017, o Caixa d’Água Boa atingiu em 2026 a marca de 14.645 famílias beneficiadas em 310 cidades do Paraná. A estimativa da Companhia é a de que o programa tenha ajudado a reservar 7,3 milhões de litros de água tratada, que atenderam diretamente cerca de 50 mil paranaenses.

“O programa é um marco na história, pois a Sanepar teve o pioneirismo e, até hoje, não temos notícias de outras companhias que vão tão a fundo em uma iniciativa social, com milhares de famílias satisfeitas e redução nas reclamações durante as interrupções de abastecimento”, destaca o engenheiro civil Reginaldo Prybecz, responsável pelo programa na Sanepar. “Para nós, o Caixa d’Água Boa é um investimento real em saúde e bem-estar para a população”.

MUDANÇA DE VIDA – Vera Lúcia Roque, moradora de Laranjeiras do Sul, no Centro-Sul, conta que não tinha condições de adquirir um reservatório e, quando o abastecimento era interrompido, ela tinha que improvisar para reservar água para demandas básicas do dia a dia, como alimentação e hidratação. “Agora a vida mudou”, afirma a dona de casa, beneficiada pelo programa em 2020.

“Era bem difícil quando faltava água porque não tinha nem como fazer comida para as crianças, mas depois que conseguimos a caixa d’água melhorou tudo. Agora não falta mais água e a gente tem até para arrumar para alguns vizinhos que ainda não têm a caixa”, relata Vera.

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APRENDIZADO – Além dos equipamentos, a Sanepar também atua na orientação das famílias beneficiadas sobre a importância da preservação da água, da correta instalação e manutenção do reservatório e sobre o uso consciente da água tratada.

O casal Clarice Lisboa e Lindomar Cristo, beneficiado pelo programa em 2020, afirma que passou a dar ainda mais valor à água após a instalação da caixa e dos treinamentos da Sanepar. “O bem mais precioso que nós temos é a água. Sem comida você aguenta dias, mas sem a água você seca rapidinho”, diz Lindomar.

O PRÊMIO – O Expressão de Ecologia foi criado em 1993, inspirado pela Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro – Eco 92, da Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é divulgar as principais ações de sustentabilidade das empresas públicas e privadas do Sul do país e incentivar a replicabilidade dessas iniciativas. Atualmente, é considerado uma das mais importantes premiações ambientais do segmento e, desde 2021, também ampliou sua atuação para o estado de São Paulo.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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