Educação
Estados lançam editais da Ação Arte e Cultura em Tempo Integral
Os Ministérios da Educação (MEC) e da Cultura (MinC) lançaram editais estaduais da Ação Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral voltados à formalização de parcerias com organizações da sociedade civil, universidades e redes locais de cultura. O objetivo é a implementação de atividades formativas que visam integrar atividades artístico-culturais ao cotidiano das escolas públicas de tempo integral. Com um investimento de R$ 27 milhões e contrapartida dos estados, a ação beneficia 346 municípios, 604 escolas e 123.325 estudantes.
Mais do que ampliar a jornada escolar, a ação propõe o fortalecimento da inclusão da arte e da cultura no currículo, como dimensões essenciais da formação humana. Os projetos apresentados pelas secretarias estaduais de Cultura e de Educação proporcionam uma implementação diversificada e estratégica, funcionando como um conjunto de laboratórios territoriais para experimentação de modelos que poderão orientar a expansão futura do programa.
Criada como parte do Programa Escola em Tempo Integral, a iniciativa oferece apoio técnico e financeiro para que estados promovam ações artísticas e culturais nas escolas, fortalecendo o desenvolvimento integral dos estudantes, com ênfase na diversidade cultural brasileira.
Foco – A Ação Arte e Cultura na Educação em Tempo Integral estrutura suas atividades a partir de múltiplos eixos temáticos, priorizando seu compromisso com inclusão e diversidade. Entre os principais temas presentes nos planos de trabalho estão: história e cultura afro-brasileira e indígena; promoção da leitura e escrita criativa; atividades em ambientes culturais fora da escola; residências artísticas e aprendizado com artistas e mestres da cultura; e audiovisual e cinema.
Além disso, a política estabelece como eixo transversal obrigatório a cultura do acesso e os direitos culturais das pessoas com deficiência, reforçando a necessidade de acessibilidade em todas as etapas da implementação. Outro destaque é o atendimento a modalidades específicas da educação básica, com ações voltadas a escolas do campo, indígenas, quilombolas e bilíngues para surdos, distribuídas em diferentes regiões do país.
Calendário – Os 24 estados que aderiram à primeira edição e formalizaram convênios com o Ministério da Cultura estão em diferentes fases de execução. Os editais já foram lançados nos estados de Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Maranhão, Paraíba, Roraima e Rondônia. Os demais estão em fase de finalização dos procedimentos administrativos. Os editais, ou subconveniamentos estaduais, foram divulgados no primeiro semestre deste ano, e a chegada às escolas está prevista para o segundo semestre de 2026.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
Educação
MEC lança Guia de Recursos Educacionais Digitais
O Ministério da Educação (MEC) lançou o Guia para Seleção e Adoção de Recursos Educacionais Digitais (REDs), publicação voltada a apoiar estados e municípios na escolha e implementação de plataformas, aplicativos e outras soluções digitais utilizadas na educação básica. O material foi apresentado em webinário no dia 25 de junho, durante transmissão no canal do MEC no YouTube.
O guia é destinado a gestores estaduais e municipais de educação, equipes técnicas das secretarias, profissionais das áreas pedagógica e de tecnologia, gestores escolares, professores, além de parceiros institucionais e representantes da sociedade civil.
Elaborado pela Secretaria de Educação Básica (SEB), em cooperação com o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb), o Instituto Alana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o guia oferece orientações para que gestores e equipes técnicas conduzam processos de seleção e adoção de recursos digitais de forma estruturada, pedagogicamente fundamentada e alinhada às normas de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
Na abertura, a diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB, Anita Stefani, explicou que o lançamento do guia faz parte de um dos eixos que compõem a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec). “A gente está falando de recursos educacionais digitais de qualidade que podem apoiar os processos pedagógicos e de gestão nas redes de ensino. O MEC, com o apoio do Centro de Inovação para Educação Brasileira, o Instituto Alana e a Unesco, preparou um guia para apoiar as redes. O documento é composto por orientações práticas para as redes planejarem, selecionarem, eventualmente contratarem, implementarem e monitorarem os recursos de uma forma estruturada e alinhada às necessidades de cada território”, informou.
O documento também reforça a importância de observar aspectos relacionados à privacidade, à proteção de dados, à adequação etária e ao cumprimento dos princípios de proteção integral previstos na legislação brasileira, incluindo as diretrizes do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).
Programação – O encontro apresentou a jornada proposta pelo guia para apoiar os processos de planejamento, implementação e monitoramento dos recursos adotados pelas redes de ensino. Outro destaque foi o referencial de seleção e avaliação dos REDs, instrumento que auxilia gestores na análise da consistência pedagógica, das condições de implementação, da segurança e da privacidade das soluções digitais.
A programação apresentou, ainda, as principais etapas da jornada de seleção e adoção dos recursos educacionais digitais. Entre os temas abordados estiveram: desafios enfrentados pelas redes na adoção de tecnologias educacionais; marcos normativos que orientam a educação digital e midiática; diferentes formas de contratação e implementação dos recursos; equipes envolvidas no processo de seleção; os critérios para avaliação pedagógica, técnica e de proteção de dados; as orientações para monitoramento e acompanhamento dos recursos adotados.
Participaram do evento a coordenadora-geral de Educação Digital, Inovação e Conectividade do MEC, Ana Dal Fabbro; a pesquisadora e consultora da Unesco Flora Ariza; o colíder do eixo digital e especialista em educação digital no Instituto Alana, Rodrigo Nejm; a diretora-executiva do Cieb, Julia Sant’Anna; e a coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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